5 de set. de 2010

Sargento Regina tenta explicar declarações “polêmicas” em gravações




Candidata a deputada estadual nega qualquer tipo de negociação na Câmara Municipal do Natal em favor de Dickson Nasser (PSB), presidente da Casa.
Associações de militares emitem nota sobre vídeos de Sargento Regina
Candidata a deputada estadual relata em vídeo negociação de voto na CMNA vereadora Sargento Regina e candidata do PDT ao cargo de deputada estadual resolveu se pronunciar oficialmente, no inicio da tarde deste sábado ( 4), sobre as polêmicas declarações dadas por ela em um vídeo no Youtube, onde aparece falando sobre negociações de votos na Câmara Municipal do Natal, citando o nome do atual presidente da Casa, Dickson Nasser (PSB), criticando outros vereadores e importantes lideranças políticas do estado, entre elas o senador José Agripino (DEM).
Por meio de nota, a parlamentar confirma participação na reunião, diz que a imagem e voz são mesmo dela, porém, reforça que o vídeo foi apresentado de forma descontextualizada. Ela complementa declarando que foi “desarmada” ao encontro entre amigos, mas no meio deles existiam pessoas que não importaram no mal que a gravação poderia causar.
“Posso dizer que fui desarmada para uma reunião entre amigos, que estiveram ao meu lado nos momentos mais difíceis de minha trajetória de lutas, não estaria jamais com qualquer tipo de malícia, portanto totalmente desarmada e a vontade para falar as coisas que eu penso, exercendo meu direito de expressão na íntegra e sem medo. Mas infelizmente eu estava errada! No meio de muitos amigos existia algumas pessoas que sequer pararam em momento algum para pensar no mal que está causando a si mesmo e a categoria sofrida que eu pertenço. Categoria está que nunca foi respeitada pela classe política”, diz a nota.
Sobre a polêmica compra de voto na Câmara Municipal do Natal, citada pela vereadora no vídeo quando reforça que fez uma negociação “pra ela” com Dickson Nasser, a pedetista respondeu que jamais negociaria um voto por dinheiro.
“Quanto a Dickson Nasser, sem comentários... Eu jamais negociaria um voto por dinheiro, sou totalmente contra tal procedimento, acho que no caso aqui em questão quem se vendeu não foi eu, até porque sempre fiz parte da oposição”, declara Regina.
A parlamentar também comenta sobre declarações envolvendo os vereadores Raniere Barbosa (PRB) e George Câmara (PCdoB), ambos companheiros da pedetista na bancada de oposição da Câmara.
Sobre o parlamentar do PCdoB, a vereadora fala sobre indicações de cargos no Governo do Estado, e da parceria com o sindicato dos petroleiros que teria sido responsável pela eleição dele. Já no caso do vereador do PRB, a pedetista afirma que é “riquíssimo e deve ter roubado o que quis e o que não quis na prefeitura (se referindo ao tempo que foi secretário municipal de Carlos Eduardo)”.
“O que tenho a dizer do Vereador Raniere? É que sou sua amiga, o admiro, e respeito como homem público, comprometido com as causas populares, e naquele momento, fiz sua defesa a vários ataques proferidos na reunião contra o mesmo, apenas essa parte esqueceram-se de publicar! Fiz a defesa com meu estilo de falar, mal interpretado às vezes, da mesma forma ocorreu com o colega George Câmara, que tem uma postura por mim invejada sadiamente”, explicou Regina em nota.
Outro que foi alvo da pedetista foi o senador José Agripino (veja vídeo). A parlamentar fez duras críticas a atuação política do democrata, e, afirma que a única coisa que defenderia do senador era o “dinheiro dele”.
“José Agripino, é um dos poucos políticos que aprendi a respeitar, tenho duas dívidas com ele, a primeira por ter defendido a lei da anistia, e por ter ajudado logisticamente todas as vezes em que precisamos ir a Brasília, junto com outros membros da categoria. A outra foi o espaço que ele cedeu às entidades de classe da PM, que decidiram em sua maioria que seria eu, a pessoa a ocupar aquele espaço, dando a categoria da PM e BM pela primeira vez a oportunidade de ter voz nos meios de comunicação do nosso estado. Sobre isso devo muito ao Senador José Agripino. Fui orientada antes da reunião a falar daquela forma para tentar acalmar alguns “companheiros” que desejavam vantagens pessoais do Senador para futuras campanhas.
A parlamentar continua a nota reafirmando que nunca pediu dinheiro ao senador potiguar. “Também quero dizer que nunca pedi um centavo ao senador e não pretendo fazê-lo, apesar de poder solicitar ajuda a ele e ele me ajudar. Mais nunca foi o caso, voto nele pelo que já fez”, declara.
Por fim, a vereadora reafirmou seu comprometimento com a polícia e do trabalho desenvolvido como parlamentar na Câmara Municipal do Natal.
“Todos sabem do meu comprometimento com a polícia, sabem do meu comportamento no púlpito da Câmara Municipal, sabem que sempre tive um projeto político para fortalecer a categoria, sabem que nunca me vendi ao Governo, nunca me vendi para aqueles que são contra a melhoria da categoria dos Policiais Militares e da Segurança Pública em geral, e por fim, sabem, que todos aqueles que foram nomeados por mim, realmente trabalham no meu gabinete em defesa dos interesses da sociedade”, conclui Regina.


Leia a nota emitida pela vereadora na íntegra:
Caros amigos, é fácil entender tudo, vejamos...
Pensei muito, muito mesmo para fazer este texto dentro de meu blog!
Talvez se quisesse polemizar, ou ganhar espaços errados na mídia local e do estado, devesse proceder como muitos gostariam, ou seja, visibilizando um grupo de pessoas que somente conseguem aparecer quando causam escândalos.
Tenho algumas coisas a dizer aos muitos que confiam na minha pessoa. A primeira delas é de que realmente a imagem e a voz, e enfim, a pessoa apresentada nos vídeos sou eu mesma, mesmo que apresentado de forma descontextualizada.

Posso dizer que fui desarmada para uma reunião entre amigos, que estiveram ao meu lado nos momentos mais difíceis de minha trajetória de lutas, não estaria jamais com qualquer tipo de malícia, portanto totalmente desarmada e a vontade para falar as coisas que eu penso, exercendo meu direito de expressão na integra e sem medo. Como sempre fiz a frente de tantos movimentos, e até mesmo no plenário da Câmara Municipal.
Mas infelizmente eu estava errada! No meio de muitos amigos existia algumas pessoas que sequer pararam em momento algum para pensar no mal que está causando a si mesmo e a categoria sofrida que eu pertenço. Categoria está que nunca foi respeitada pela classe política!
É lamentável tal postura sem termos, ou adjetivos que a classifiquem. Sobre o momento em que a reunião foi realizada, a mais de um ano, tenho algumas coisas a dizer, ninguém é provocado, difamado, caluniado, que não reaja das formas mais diferenciadas.
Perdemos a razão e o controle quando estamos ao lado de pessoas que outrora tinham seu pensamento voltado a um projeto político e por qualquer motivo alheio a minha pessoa, passam a se comportarem de forma extremamente diferente. Vocês não acham?
O que tenho a dizer do Vereador Raniere? É que sou sua amiga, o admiro, e respeito como homem público, comprometido com as causas populares, e naquele momento, fiz sua defesa a vários ataques proferidos na reunião contra o mesmo, apenas essa parte esqueceram-se de publicar! Fiz a defesa com meu estilo de falar, mal interpretado ás vezes, da mesma forma ocorreu com o colega George Câmara, que tem uma postura por mim invejada sadiamente.
Quanto ao Senador José Agripino, é um dos poucos políticos que aprendi a respeitar, tenho 02 dívidas com ele, a primeira por ter defendido a lei da anistia, e por ter ajudado logisticamente todas as vezes em que precisamos ir a Brasília, junto com outros membros da categoria. A outra foi o espaço que ele cedeu às entidades de classe da PM, que decidiram em sua maioria que seria eu, a pessoa a ocupar aquele espaço, dando a categoria da PM e BM pela primeira vez a oportunidade de ter voz nos meios de comunicação do nosso estado! Sobre isso devo muito ao Senador José Agripino. Fui orientada antes da reunião a falar daquela forma para tentar acalmar alguns “companheiros” que desejavam vantagens pessoais do Senador para futuras campanhas.
Também quero dizer que nunca pedi um centavo ao Senador e não pretendo fazê-lo, apesar de poder solicitar ajuda a ele e ele me ajudar. Mais nunca foi o caso, voto nele pelo que já fez.

Quanto a Dickson Nasser, sem comentários... Eu jamais negociaria um voto por dinheiro, sou totalmente contra tal procedimento, acho que no caso aqui em questão quem se vendeu não foi eu, até porque sempre fiz parte da oposição!
Nos mais amigos, todos sabem do meu comprometimento com a polícia, sabem do meu comportamento no púlpito da Câmara Municipal, sabem que sempre tive um projeto político para fortalecer a categoria, sabem que nunca me vendi ao Governo, nunca me vendi para aqueles que são contra a melhoria da categoria dos Policiais Militares e da Segurança Pública em geral, e por fim, sabem, que todos aqueles que foram nomeados por mim, realmente trabalham no meu gabinete em defesa dos interesses da sociedade.

Atenciosamente
Sargento Regina

VEREADOR DE JOÃO CÂMARA ANUNCIA APOIO A IBERÊ


Durante a movimentação politica na manhã deste sábado (4), em Ceará-Mirim, o governador Iberê Ferreira recebeu o anúncio de mais um apoio a sua candidatura à reeleição.
O vereador de João Câmara, Marcos Rodrigues (PMDB), disse ao governador que decidiu apoiá-lo porque tem certeza que Iberê é o melhor nome para fazer o Rio Grande do Norte avançar, com a ajuda da futura presidente Dilma Rousseff (PT).
Iberê agradeceu o apoio voluntário e afirmou que gestos deste tipo só aumentam a convicção da vitória no segundo turno destas eleições.

'Lula deveria representar a Nação', critica Serra



'O presidente da República deveria representar toda a Nação, e não apenas uma tendência partidária', disse na tarde deste sábado, em Londrina (PR), o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra. Durante comício em favor de Dilma Rousseff, realizado em Guarulhos (SP), pela manhã, Lula afirmou que a utilização para fins eleitorais da quebra de sigilo fiscal de líderes do PSDB e de sua filha, Verônica, era um 'golpe rasteiro' da oposição, e que Serra, ao endossar esse procedimento, se comporta como 'um bicho (que) anda com uma raiva eu não sei de quem'.

'Esta é a lógica petista', rebateu Serra, ressalvando que não polemizaria com Lula 'por não estar suficientemente informado' do teor das críticas do presidente. 'Eles, o PT e sua candidata Dilma Rousseff, culpam a vítima que está se defendendo da agressão feita por eles'.

O tucano justificou que, ao denunciar no programa eleitoral a quebra de sigilo da família age 'como qualquer pai que vê a filha sendo vítima de uma violência'. Segundo ele, o PT 'quis me atacar utilizando-se de minha filha, que é uma vítima inocente, pois não milita na política, não tem nada a esconder e é mãe de três filhos. Eles pretendiam prejudicá-la para prejudicar o pai'.

'Em toda campanha o PT age assim comigo', disse Serra, citando o episódio dos 'aloprados', quando, há quatro anos, um grupo de petistas foi flagrado tentando comprar documentos que supostamente comprometeriam Geraldo Alckmin, então candidato à Presidência, e José Serra, que disputava o governo de São Paulo. 'Quem tradicionalmente tem baixado o nível são eles (o PT) e não eu', acusou.

Serra disse não esperar que a quebra de sigilo fiscal e as suspeitas de quebra de sigilo bancário de pessoas ligadas à sua campanha possa interferir no resultado da eleição. 'Quem eu espero que ganhe com as denúncias que estamos fazendo é o Brasil, que está sendo alertado do que os nossos adversários são capazes. Se (os adversários) fazem isso durante a campanha, o que não farão se vencerem a eleição', questionou.

Serra iniciou a programação de sábado visitando três cidades do Vale do Itajaí (SC) e depois viajou a Londrina, onde percorreu o comércio popular do centro da cidade e um shopping. Posou para fotos, apertou a mão de eleitores, distribuiu beijinhos para as moças e afagou crianças. À noite a agenda do tucano previa visitas a Assaí, cidade colonizada por migrantes japoneses, e a uma feira agropecuária em Cornélio Procópio. Esta é a quarta visita de Serra ao Paraná desde o início da campanha eleitoral.

Fonte: Estadão.

Dilma tem 50%, e Serra, 28%, aponta Datafolha


Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (4) mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 50% das intenções de voto, contra 28% do candidato do PSDB, José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, obtém 10% no levantamento.
Dos demais candidatos (Plínio, PSOL, Zé Maria, PSTU, Eymael, PSDC, Rui Costa Pimenta, PCO, Ivan Pinheiro, PCB, e Levy Fidelix, PRTB), nenhum atingiu 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizam 4% e os que não sabem, 7%.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Dilma pode ter entre 48% e 52%, Serra, entre 26% e 30%, e Marina, entre 8 e 12%.
O levantamento foi encomendado pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 4.314 entrevistas em 203 municípios na quinta-feira (2) e na sexta-feira (3). A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27903/2010.
Na pesquisa anterior do Datafolha, feita no dia 26 de agosto, Dilma teve 49%, Serra, 29%, e Marina, 9%.
Votos válidos
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, descontando brancos e nulos, a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta mostra que Dilma alcança 56%, o que seria suficiente para elegê-la já no primeiro turno. Serra fica com 32%, e Marina, com 11%.
Na pesquisa anterior, a taxas de Dilma, Serra e Marina eram de 55%, 33% e 10%, respectivamente.
Segundo turno
De acordo com o Datafolha, num eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 56% e o tucano, 36%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto, e Serra, 36%.



4 de set. de 2010

AGENDA DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO PARA ESTE SÁBADO


Carlos Eduardo (PDT)
8h - Caminhada no bairro Bom Jesus, em Mossoró;
11h - Inauguração de Comitê, em Mossoró;
14h - Concentração da Caravana em frente ao Bar da Xuxa (Estrada do Redenção), em Mossoró;
19h - Caravana Coragem pra Mudar, seguida de comício-relâmpago, em Assú.


Iberê Ferreira (PSB)
7h - Encontro com o ex-senador Geraldo Melo, em Natal; 9h - Visita à feira livre de Ceará Mirim; 12h - Gravação para programa eleitoral1; 6h - Carreata e comício em Grossos; 20h - Carreata e comício em Areia Branca


Rosalba Ciarlini (DEM)
8h - Visita à feira do município de Apodi;
15h - Encontro com Evangélicos, na Assembléia de Deus, em Mossoró;
16h - Carreata “Abraço da Rosa”, em Mossoró.

Sandro Pimentel (PSOL)
9h - Participa de comício relâmpago na cidade de João Câmara e visita feirantes;
15h às 17h – Visita apoiadores, na cidade de Taipu.



Bartô Moreira (PRTB)
10h – Gravação para o programa eleitoral;
16h – Caminhada no bairro Boa Esperança, em Parnamirim.

Dilma mantém vantagem sobre Serra e venceria no 1º, aponta Ibope



A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve a vantagem de 24 pontos sobre o tucano José Serra apontada na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo feita entre os dias 24 e 26 de agosto. Segundo a nova pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, feita entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, a petista tem 51% das intenções de voto (59% dos votos válidos) contra 27% do tucano.

Marina Silva (PV) aparece oscilou de 7% para 8%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somam 6% e indecisos são 7%.

Na espontânea - quando o eleitor responde sem que sejam apresentados os candidatos -, Dilma registra 43% contra 20% de Serra. Marina tem 5% e outros somam 2%. Neste cenário, brancos e nulos são 5% e os indecisos somam 24%.

Em um eventual segundo turno, Dilma teria 55% dos votos e Serra, 33%. Brancos e nulos somam 6% neste cenários e 5% estão indecisos.

Rejeição. Entre os três principais candidatos à Presidência, Serra tem a maior rejeição. 26% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no tucano. 19% rejeitam Dilma e 15% rejeitam Marina. 10% disseram que poderiam votar em todos e 19% não souberam responder.

Aprovação. O governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 77% dos brasileiros. A gestão Lula é regular para 18% e ruim ou péssima para 4%. A aprovação pessoal de Lula chega a 85%, enquanto 11% desaprovam o presidente. A nota média para o goveno Lula é 7,9.

Foram realizadas 3010 entrevistas em 204 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 27597/2010.

STF autoriza piadas com políticos durante período eleitoral

O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou ontem os humoristas a fazerem piadas ou sátiras com políticos nos programas veiculados em emissoras de rádio e televisão durante o período eleitoral. Em julgamento iniciado na quarta-feira e encerrado somente na noite de ontem, depois de mais de quatro horas de debate em plenário, por seis votos a três os ministros referendaram a liminar concedida na semana passada pelo ministro Carlos Ayres Britto à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert).

A liminar suspende o inciso 2º do artigo 45 da Lei Eleitoral, que proibia às emissoras de rádio e de televisão, a partir de 1º de julho do ano da eleição, de “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”.

Os ministros também decidiram suspender trecho do inciso 3º do artigo 45, que vetava às emissoras “difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, seus órgãos ou representantes”. Com isso, os comentaristas das rádios e TVs ficam liberados para fazer críticas, embora as emissoras continuem proibidas de se posicionar a favor de candidaturas e de veicular propaganda política. No período eleitoral, a única forma de propaganda permitida é o horário eleitoral gratuito, além das inserções.

No julgamento, prevaleceu o voto do relator do processo, Carlos Ayres Britto, para quem o artigo da lei em questão configurava uma forma de censura. “Nos editoriais é possível fazer críticas. O que não se pode é encampar, patrocinar, bancar determinada candidatura. Eleição é um período em que a liberdade de imprensa deve ser maior”, sustentou o relator.

Seguiram o voto de Ayres Britto os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Celso de Mello e o presidente do STF, Cezar Peluso. Ficaram vencidos somente José Antonio Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski, que, apesar de terem se posicionado pela liberdade de expressão dos humoristas, discordaram da suspensão dos incisos da lei.

Os três avaliaram que bastava que o Judiciário seguisse a interpretação de que não há veto ao humor e às críticas contra políticos em período eleitoral, sem a necessidade de que os incisos fossem suprimidos. Toffoli e Lewandowski — que acumula o cargo de ministro do STF com o de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — destacaram que a Corte Eleitoral nunca puniu humoristas. “Jamais a Justiça Eleitoral proibiu o humor, a sátira, a comédia”, disse.

O decano do Supremo, Celso de Mello, defendeu com veemência a suspensão dos artigos. “O riso e o humor são expressões de estímulo à prática da cidadania. São transformadores, renovadores, esclarecedores, saudavelmente subversivos. É por isso que são temidos pelos detentores do poder, são armas preciosas e instrumento de insurgência contra os desmandos do poder, contra o predomínio da mentira.”

Do CorreioBraziliense.