21 de set. de 2010

A FILHA DE SERRA E OS SINAIS TROCADOS



A filha de Serra e os sinais trocados - publicado na revista CartaCapital em 11/09/2010.


Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.


Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.



Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.




Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.




Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.


Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE). Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.



Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado. Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.




A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito. À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha” no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.


A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.




A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964. O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.


A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB. A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações. Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.


Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com. Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.




Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil. A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.


Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. Também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.




Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993. Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.




Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.




De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe. De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.




Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia. Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.




Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada” pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.










20 de set. de 2010

É bom lembrar...

Aqui a então pacatíssima paria de Tibau, dos anos 40.Bem diferente da explosão imobiliária e demográfica dos dias atuais. Pela geografia essa foto está localizando a casa do ex-Governador Dix-Sept Rosado.

TV Universitária promove debate entre candidatos ao Governo do Estado


A TV Universitária da UFRN promove um debate entre alguns candidatos ao governo do Rio Grande do Norte hoje segunda-feira, dia 20, às 21h30. Estão confirmados para a ocasião os candidatos Carlos Eduardo Alves (PDT), Iberê Ferreira (PSB), Roberto Ronconi (PTC), Rosalba Ciarlini (DEM) e Sandro Pimentel (PSOL).

Além da TVU, farão a transmissão ao vivo do debate a Rádio Universitária e a Tribuna do Norte Online. O debate terá duração de duas horas com divisão em cinco blocos, sob a coordenação de Vânia Marinho, diretora da TVU, e mediado por José Donizete Lima (TV Brasil). Também estará presente o advogado Jorge Galvão, da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção RN, que estará assessorando sobre os direitos de respostas dos candidatos.

Foram convidados 30 jornalistas, que acompanharão o debate. O acesso ao debate só será possível através de autorização prévia. O credenciamento dos jornalistas e assessores que acompanharão os candidatos pode ser feito até segunda-feira através do e-mail boletim@agecom.ufrn.br.
TV Universitária promove debate entre candidatos ao Governo do Estado
17 de setembro de 2010 • 21:01 • atualizado às 15:32
enviar para amigoscomentarimprimirpor Equipe Na Boca do Mundo
A-A+A TV Universitária da UFRN promove um debate entre alguns candidatos ao governo do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira, dia 20, às 21h30. Estão confirmados para a ocasião os candidatos Carlos Eduardo Alves (PDT), Iberê Ferreira (PSB), Roberto Ronconi (PTC), Rosalba Ciarlini (DEM) e Sandro Pimentel (PSOL).

Além da TVU, farão a transmissão ao vivo do debate a Rádio Universitária e a Tribuna do Norte Online. O debate terá duração de duas horas com divisão em cinco blocos, sob a coordenação de Vânia Marinho, diretora da TVU, e mediado por José Donizete Lima (TV Brasil). Também estará presente o advogado Jorge Galvão, da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção RN, que estará assessorando sobre os direitos de respostas dos candidatos.

Foram convidados 30 jornalistas, que acompanharão o debate. O acesso ao debate só será possível através de autorização prévia. O credenciamento dos jornalistas e assessores que acompanharão os candidatos pode ser feito até segunda-feira através do e-mail boletim@agecom.ufrn.br.

Debate regional do SBT acontecerá hoje segunda-feira


A TV Ponta Negra formará um pool com as outras nove emissoras afiliadas do SBT no Nordeste para transmitir hoje segunda-feira, 20, a partir das 21h20, o primeiro debate regional entre os candidatos à Presidência da República da história. O encontro acontecerá na sede da TV Jornal, no Recife, e será focado especialmente nas propostas dos candidatos para a região.

A apresentação e moderação serão do jornalista Carlos Nascimento, com participação de jornalistas e profissionais das afiliadas, além de internautas. Representando a TV Ponta Negra estarão presentes os jornalistas Daniel Cabral e Paulo Araújo. O debate terá duas horas de duração, divididas em quatro blocos. O SBT tem uma audiência estimada de 40 milhões de telespectadores e o sinal estará disponível para as outras afiliadas que desejem transmitir o evento em outras regiões do Brasil.

Já estão confirmadas as presenças do candidato José Serra (PSDB/DEM/PTB/PPS/PMN/PT do B), da candidata pelo Partido Verde, Marina Silva, e de Plínio de Arruda Sampaio, que concorre pelo PSOL. A candidata Dilma Rousseff (PT,PMDB,PCdoB,PDT,PRB,PR,PSC,PSB,PTC,PTN) já adiantou que não vai. Dilma declinou do convite alegando problemas de agenda, embora o encontro já esteja sendo organizado há dois meses.

TSE aprova força federal em 20 municípios do RN

Em sua 113ª Sessão Extraordinária realizada ontem (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Processo Administrativo Nº 239085, sob relatoria do ministro Hamilton Carvalhido, aquela Corte Superior aprovou os pedidos de envio de tropas federais para 20 municípios do Rio Grande do Norte. A decisão do TSE autorizou todas as solicitações já acolhidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) em 11 de agosto.

A aprovação dos pedidos ocorreu por maioria de votos. Votaram com o relator, os ministros Marcelo Ribeiro, Arnaldo Versiani, Dias Toffoli, Aldir Passarinho Júnior e Cármen Lúcia, esta última no exercício da Presidência do TSE. O único voto divergente para o deferimento da requisição de força federal foi proferido pelo ministro Marco Aurélio de Mello.

Os 20 municípios são:

São José de Mipibu
Macau
Guamaré
Campo Grande
Paraú
Triunfo Potiguar
Apodi
Severiano Melo
Itaú
Felipe Guerra
Rodolfo Fernandes
Caraúbas
Serrinha dos Pintos
Lagoa Salgada
São Fernando
Timbaúba dos Batistas
Pendência
Alto do Rodrigues
Pedro Avelino
informações do TRE/RN

19 de set. de 2010

Pesquisas apontam constante crescimento de Dilma

Apesar da onda de escândalos que atingiu o governo federal nos últimos dias, a petista Dilma Rousseff manteve a liderança na disputa pela Presidência da República, com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta sexta-feira, 17. Seu principal rival, o tucano José Serra, tem 25%, seguido por Marina Silva, com 11%. Com 58% dos votos válidos, Dilma se elegeria no primeiro turno.
Com o resultado, a vantagem da candidata do PT sobre o candidato do PSDB oscilou positivamente em dois pontos porcentuais, dentro da margem de erro. Embora Dilma tenha mantido o mesmo patamar em que se encontrava no último levantamento, Serra oscilou dois pontos para baixo, indo de 27% para 25%.
Terceira colocada na disputa, a candidata do PV, Marina Silva, cresceu três pontos percentuais. O resultado é maior do que a margem de erro, de dois pontos.
O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 16, período em que o noticiário esteve dominado pelas suspeitas de envolvimento da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra em um esquema de tráfico de influência dentro do governo. Erenice era secretária-executiva da Casa Civil durante a gestão de Dilma à frente do ministério.
No último levantamento, entre os dias 31 de agosto e o último dia 3, a candidata do PT acumulava 51% das intenções de voto, o mesmo índice verificado na pesquisa anterior, de 26 de agosto. O resultado apontava uma estagnação no crescimento da petista, que vinha ganhando terreno na disputa desde meados de junho.
No mesmo período, Serra havia parado de cair, suspendendo uma tendência iniciada no início de agosto. O tucano aparecia com 27% das preferências, mesmo índice verificado na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último sábado. No último levantamento, Marina Silva (PV) oscilou de 7% para 8%.
O Ibope ouviu 3.010 pessoas em 205 municípios brasileiros. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 30271/2010.

Agenda dos Candidatos para domingo 19/09/10

Carlos Eduardo
10h – Caravanas e Comícios pelo Vale do Assu. Locais: Carnaubais, Pendências, Alto do Rodrigues, Ipanguaçu e Itajá;
19h30 – Passeata “Coragem pra Mudar Caicó”, seguida de comício.

Rosalba Ciarlini
8h – Feira livre de Luís Gomes
11h – Visita os municípios
de São Francisco do Oeste, Rodolfo Fernandes, Viçosa.
18h – Comício em Martins
20h – Comício em Apodi
23h – Visita ao município de Felipe Guerra

Iberê Ferreira
10h – “Força Lula” no município de Rafael Godeiro;
11h – “Força Lula” no município de Almino Afonso;
13h – “Força Lula” no município de Encanto;
15h – “Força Lula” no município de Doutor Severiano;
16h30 – “Força Lula” no município de Venha-Ver;
18h – “Força Lula” no município de Coronel João Pessoa;
20h – “Força Lula” no município
de São Miguel.