13 de out. de 2010

Dólar comercial recua nesta quarta-feira




O dólar comercial registra queda no início das operações desta quarta-feira (13). Por volta das 9h40, a moeda americana recuava 0,48%, a R$ 1,568 na venda.

No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F registrava depreciação de 0,74%, a R$ 1,6655.

Na segunda-feira passada, a moeda caiu apenas 0,05%, para R$ 1,666 na venda, e manteve o menor patamar desde o dia 2 de setembro de 2008 (R$ 1,665).

12 de out. de 2010

Quem ganhou o debate?



Luiz Cláudio Cunha é jornalista, cunha.luizclaudio@gmail.com

O país ainda discute quem ganhou mais ou perdeu menos com o franco e agressivo debate de ontem, na Band, entre Dilma Rousseff e José Serra.

Mas ninguém duvida quem ganhou a edição do debate no primeiro programa do horário eleitoral na TV, a partir das 13h desta segunda-feira.

Dilma ganhou de goleada de Serra, que nem tocou no entrevero da noite anterior.

Dilma se esbaldou, repetiu seus melhores momentos, mostrou uma serenidade que não teve no debate, atacou Serra e ecoou de novo todas as denúncias que fez - inclusive contra a mulher do adversário, Mônica Serra, e a suposta privatização do Pré-Sal.

Os tucanos esqueceram que, mais importante do que o debate é a edição do debate.

Foi assim que Collor venceu Lula em 1989.

Agora, neste quesito, João Santana, o marqueteiro de Dilma, foi nota 10.

O de Serra, Luiz Gonzalez, foi nota 0, pela preguiça e pela total omissão de cenas do confronto.

Nem todo mundo viu o debate integral e exclusivo da Band, que terminou à meia noite.

Todo mundo viu o debate editado por Dilma e transmitido em todas as emissoras de TV do país, no horário eleitoral (13h) em que todo mundo está acordado.

O programa eleitoral que foi ao ar agora há pouco mostra que a turma da Dilma está acordada, muito acordada.

A turma do Serra, pelo jeito, está dormindo e sonhando.

Quando despertarem, pode ser muito tarde.

11 de out. de 2010

É bom lembrar...

Aqui vemos o ex-Deputado Ving Rosado, sem dúvidas um dos maiores líderes da história política do Rio Grande do Norte, em especial da região Oeste.
Doutor Vingt era farmacêutico po formação profissional, mas logo cedo seguiu a vocação de sua família e ingressou na política exercendo os cargos de Vereador e Prefeito na cidade de Mossoró e por sete mandatos ininterruptos foi Deputado federal, cargo hoje exercido por sua filha Sandra Rosado.


10 de out. de 2010

Comando da campanha de Dilma no RN se reúne com líderes evangélicos


Coordenadora da campanha de Dilma Rousseff no Rio Grande do Norte, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) se reunirá hoje a tarde com líderes do segmento evangélico. O encontro acontecerá no comitê da candidata petista.

Em meio a polêmica sobre Dilma Rousseff ser ou não contra o aborto, a intenção de Fátima Bezerra é tentar trabalhar a imagem da candidata junto aos evangélicos.

Humor político e seus "causos"


O POLITICO CHEGA NO CEU .

O Político morre e vai para o céu Chegando lá, São Pedro diz:
- Olá meu amigo, bem-vindo ao Céu! Por incrível que pareça você está na lista para entrar no céu, mas como você foi político na Terra temos um procedimento extra antes de você entrar. É o seguinte: você vai poder passar 24hs aqui no céu e logo depois, vai passar 24hs no inferno. Aí então você poderá decidir onde quer ficar.
O político achou muito bom, passeou pelo céu e viu um monte de jardins cheios de anjos e nuvens, música celestial, uma paz incrível, e ficou impressionado. Logo depois disto pegou um elevador e foi conhecer o inferno. Chegando lá o Capeta o recebeu em pessoa:
- Olá meu amigo... Seja bem vindo ao Inferno! Aqui você vai ser tratado como um rei! Poderá comer e beber de tudo que quiser, a qualquer hora, e é tudo grátis! Temos as mais bonitas mulheres, os melhores carros, tudo do bom e do melhor, e tudo aqui é seu também. Pode ficar a vontade e aproveitar tudo o que você quiser!
O político ficou pasmo. O inferno era realmente tentador. Depois de 24hs ele voltou ao céu para falar com São Pedro e comunicar sua decisão:
- São Pedro, eu agradeço muito a sua gentileza de me convidar para entrar no céu, mas para ser sincero, depois que eu conheci o inferno e fui tão bem recebido pelo capeta que devo dizer que minha decisão final é ir morar no inferno mesmo! Você nem imagina como é lá!
- Tudo bem, seu político, a decisão é sua, e devo respeitar!!!
Dizendo isto, São Pedro colocou o político de volta no elevador e o mandou de volta para o Inferno. Quando o político chegou lá, ele entrou e viu um lugar terrível! Um lixão, que cheirava muito mal, um monte de gente gritando e sofrendo, tudo de pior que ele já havia imaginado que pudesse existir e muito mais. Então ele procurou o capeta e perguntou:
- Seu capeta, ontem mesmo eu vim aqui e você me mostrou um lugar incrível onde eu ia morar e aproveitar o resto da minha vida!? Cadê aquele lugar maravilhoso? O que aconteceu? Não estou entendendo!
- Ah, seu político... É que ontem a gente queria o seu voto, e hoje nós já ganhamos a eleição!"
CARTA ABERTA A MARINA SILVA
Marina... você se pintou?
Maurício Abdalla




“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos.


Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos.


Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.






Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.

Entenda como é calculado o quociente eleitoral



Viabilizar a representação dos setores minoritários da sociedade nos parlamentos. Este é o objetivo do sistema eleitoral proporcional, que define os ocupantes das vagas nos legislativos federal, estaduais e municipais – a única exceção é o Senado, onde os senadores são eleitos pelo sistema majoritário, assim como governadores e presidente da República.

O principal instrumento do sistema proporcional é o chamado quociente eleitoral. Esse mecanismo define os partidos e/ou coligações que ocuparão as vagas em disputa nos cargos de deputado federal, estadual e vereador.
O quociente eleitoral é determinado dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de vagas a preencher em cada circunscrição eleitoral. Vale lembrar que, nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias (Lei nº 9.504/97, art. 5º).

Em outras palavras, o quociente eleitoral é o resultado da divisão entre o número de votos válidos apurados na eleição proporcional (tanto os nominais quanto os de legenda – no numerador) pelo número de vagas da Casa Legislativa (colégio plurinominal – no denominador). Na prática esse quociente define o número de votos válidos necessários para ser eleito pelo menos um candidato por uma legenda partidária (Código Eleitoral, art. 106).

Câmara dos Deputados

Um exemplo de como funciona, na prática, o quociente eleitoral pode ser obtido por meio da análise da votação nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 70, 53 e 46 vagas na Câmara dos Deputados, respectivamente.

Em SP, onde os votos válidos totalizaram 21.317.327 e o número de vagas na Câmara dos Deputados é 70, o quociente eleitoral calculado foi de 304.533. Ou seja, essa é a quantidade de votos necessária para eleger um candidato por uma legenda partidária.

Em Minas, que totalizou 10.283.055 votos válidos, o quociente eleitoral foi de 194.020 votos, uma vez que o número de vagas do estado na Câmara dos Deputados é 53. Isso quer dizer que, para eleger pelo menos um candidato por uma legenda partidária, são necessários, no mínimo, 194.020 votos.

No Rio de Janeiro, que possui 46 vagas na Câmara em Brasília, foram 7.998.663 votos válidos no pleito do último domingo (3). Assim, a quantidade de votos para eleger proporcionalmente um deputado foi 173.884.

Quociente partidário

Depois de definido o quociente eleitoral – pela divisão do número de votos válidos apurados pelo número de cadeiras na Casa Legislativa –, o sistema proporcional prevê o cálculo do quociente partidário – aquele que definirá quantas vagas caberá a cada partido e/ou coligação.

O quociente partidário resulta da divisão entre o número de votos válidos sufragados a uma mesma legenda partidária (partido ou coligação) – tanto os nominais dados aos candidatos daquela legenda quanto os propriamente de legenda, no numerador – pelo quociente eleitoral anteriormente definido (no denominador). Ao final da conta, fica definido o número de representantes que a legenda elegerá.

Os nomes dos candidatos da legenda (partido ou coligação) que serão, dentro desse número indicado pelo quociente partidário, será definido pela ordem da votação nominal que atinja cada candidato individualmente (CE, art. 108).

Em São Paulo, a coligação que alcançou mais votos válidos para o cargo de Deputado Federal foi formada por PRB / PT / PR / PC DO B / PT do B, com 6.789.330. Aplicando-se a fórmula de cálculo do quociente partidário, o resultado é 22. Isso significa que a coligação elegerá 22 candidatos para a Câmara dos Deputados, sediada na capital federal.

Caso no cálculo do quociente partidário houver sobra de votos (que não alcançam o quociente eleitoral estabelecido), as vagas remanescentes são submetidas a outros cálculos – também previstos no sistema eleitoral proporcional – para definir os candidatos que as ocuparão.
TRE/RN