3 de nov. de 2010

Dilma anuncia reajuste do Bolsa Família em 2011

A presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem, em entrevista à TV Brasil, que pretende reajustar o valor do Bolsa Família - programa de distribuição de renda lançado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que ainda não decidiu se o reajuste do benefício fará com que o governo revise o Orçamento da União aprovado para o próximo ano.

 Dilma diz que reajuste do Bolsa Família será uma de suas primeiras medidas como presidenta“Eu pretendo ver isso com mais detalhe. Agora, eu pretendo reajustar os benefícios do Bolsa Família”, afirmou. “O Orçamento é uma peça que está sempre num quadro com o qual você opera. É possível conseguir que haja mais recursos para aquilo, dependendo de suas prioridades. Agora, eu tenho o objetivo de reajustar e garantir os recursos do Bolsa Família para que eles não tenham perdas inflacionárias e que tenham ganho real”, disse Dilma, durante o programa Brasilianas.org.

Entre 2003, quando o programa foi iniciado, e 2010, o governo desembolsou R$ 60,2 bilhões no atendimento a populações mais pobres, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. O benefício médio, nestes quase sete anos, foi de R$ 96,00 - valor que representou um acréscimo de 47% na renda de aproximadamente 50 milhões de pessoas. Praticamente metade delas vive no Nordeste.

De acordo com Dilma, a erradicação da pobreza será a meta central de seu governo. “É uma questão de concepção. Na concepção do projeto que eu represento, e do qual, obviamente, o presidente Lula é um dos grandes líderes, o crescimento econômico não pode ser desvinculado da melhoria das condições de vida da população. A questão social não é um adereço de mão, não é um anexo ao nosso programa, nem ao nosso governo. Eu vou tornar essa meta de erradicação da pobreza como uma meta central.”

A presidente eleita disse ainda que tem interesse em aumentar a participação das mulheres em seu governo, mas que isso não significa “criar cotas”. “Tenho todo interesse em ocupar os quadros ministeriais com muito mais mulheres, mas também não vou fazer regime de cotas. Se as mulheres forem maioria é porque foram competentes.”

Dilma disse ainda que poderá manter alguns dos ministros do governo de Lula, mas evitou adiantar em quais áreas. “É possível manter nomes e não vejo nenhum problema nesse sentido.”

A presidente eleita afirmou ainda que dará prioridade às reformas política e tributária, mas que o ritmo de trabalho será ditado pelo Congresso. “Darei uma prioridade grande à reforma tributária e à reforma política, mas os prazos serão aqueles mais adequados ao trânsito no Congresso.”

Mulheres

A conversa incluiu ainda temas como reformas política e tributária, às quais promete dar “uma prioridade grande”, mas adequando os prazos ao Congresso, e que poderá ampliar a presença de mulheres em sua equipe. Mas isso não significa, advertiu, que pretenda criar cotas nessa questão. “Tenho todo interesse em ocupar os quadros ministeriais com muito mais mulheres, mas também não vou fazer regime de cotas. Se as mulheres forem maioria, é porque foram competentes.”

2 de nov. de 2010

PT e PMDB começam a disputa por cargos no governo Dilma

A primeira reunião da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) com auxiliares diretos para montar a equipe de transição, realizada nesta segunda (1), em Brasília, teve presença apenas de petistas, sem nenhum convidado do PMDB, seu principal aliado na campanha. Ficou definido, no encontro, que o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro Antonio Palocci comandarão o grupo que fará a passagem do governo Lula para o de Dilma.

Insatisfeitos com a iniciativa, alguns peemedebistas não esperaram para dar o troco. “Eles não vão governar sozinhos”, avisou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-SP). Pouco preocupado, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fez em entrevista ao Estado uma cobrança: o PT quer negociar com um PMDB unido. A legenda “terá mais importância quanto mais se unificar como partido de centro”, avisou.

Os dois episódios mostram que, nem bem terminou a apuração dos votos, já corre solta a disputa por espaço entre os dois partidos. Setores petistas já deixaram vazar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gostaria que Guido Mantega fosse mantido na Fazenda. Admite-se que Henrique Meirelles pode ter um “lugar importante” no novo time, mas não se sabe onde. Luciano Coutinho, do BNDES, pode tanto ficar no banco como ir para a Fazenda, se Mantega sair, ou para o Banco Central.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

1 de nov. de 2010

Dilma define equipe de transição de governo

A presidente da República eleita, Dilma Rousseff (PT), está reunida, na tarde de hoje, com assessores em sua residência, no Lago Sul, em Brasília. O objetivo é definir os próximos passos para a transição de governo. O presidente do PT, José Eduardo Dutra e o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) vão negociar com os partidos aliados durante a transição de governo.
Já o ex-ministro da Fazenda e deputado Antonio Palocci (PT-SP) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel deverão cuidar da parte institucional. O assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, cuidará de questões internacionais.

Dilma teve maior porcentual de votos que Raúl Castro


Em Havana, capital de Cuba, a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, recebeu o maior porcentual de votos válidos entre os colégios eleitorais no exterior, ultrapassando até mesmo o obtido pelo atual líder da ilha comunista, Raúl Castro, nas eleições ao comando do País.

No segundo turno das eleições presidenciais, a petista obteve nas urnas o apoio de 248 dos 260 brasileiros que votaram na cidade caribenha, o que representa 97 64% dos votos válidos - seis eleitores votaram em branco ou nulo.

Em 2008, o irmão do ditador Fidel Castro foi alçado ao cargo de presidente do Conselho de Estado da República de Cuba, com o aval de 597 dos 614 deputados que compunham na época a Assembleia Nacional do Poder Popular, o que representava 97,23% do total. Vale lembrar que Raúl era candidato único para suceder Fidel, que estava desde 1976 no posto.

Além da capital cubana, a petista teve porcentuais bastante relevantes em cidades como Ramallah (91,97%), na Palestina, Libreville (90,48%), no Gabão, e Buenos Aires (63,42%), na Argentina.

A presidente eleita teve ainda melhor performance nas urnas que o seu adversário, José Serra (PSDB), em Paris (57,32%) na França, em Barcelona (53%), na Espanha, Belgrado(52%), na Sérvia, Atenas (51,96%), na Grécia, entre outros países.

A petista teve exatamente o mesmo porcentual alcançado pelo tucano, 50% dos votos válidos, nas cidades de Bissau, em Guiné-Bissau, e em Concepción, no Paraguai.

No primeiro município, Dilma e Serra receberam 25 votos cada. No segundo, tanto o tucano como a petista obtiveram 13 votos, sendo que 1 dos 27 eleitores que compareceram às urnas votou nulo.

Confira o porcentual de votação de Serra no exterior

Ainda que não tenha sido eleito, o ex-governador de São Paulo obteve o maior porcentual entre as cidades do exterior. Em Jacarta, capital da Indonésia, Serra recebeu 100% dos votos válidos, ou seja, os oito eleitores que votaram na cidade indonésia apoiaram a eleição do tucano.

Com porcentuais menores, mas não menos relevantes, o ex-candidato do PSDB venceu na capital Cingapura (88,67%), em Cingapura, em Bucareste (88,46%), na Romênia, em Miami (82,84%), nos Estados Unidos, em Atlanta (76,68%), também nos Estados Unidos, entre outros municípios.

O tucano surpreendeu em capitais de países em que os governos federais apoiaram a eleição de Dilma Rousseff, como Assunção (61 40%), no Paraguai, Caracas (61,83%), na Venezuela, e Quito (54 49%), no Equador.

Equipe de transição de Dilma terá Palocci, Dutra e Pimentel


A presidente eleita Dilma Rousseff definiu nesta segunda-feira a equipe de transição de governo, informou uma fonte próxima à negociação.

A escolha foi feita em reunião na residência de Dilma em Brasília um dia depois da eleição.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel deverão cuidar da parte institucional.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) vão negociar com os partidos da coligação que apoiou a eleição de Dilma.

Já o assessor especial da Presidência, licenciado, Marco Aurélio Garcia, cuidará da área internacional. Inclui ainda Clara Ant, que cuidou do banco de dados durante a campanha.

31 de out. de 2010

Novo presidente deve ser confirmado até as 21h30

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ninguém quer se comprometer a cravar o horário no qual os brasileiros saberão quem será o próximo presidente da República. Mas estimativas informais são de que isso poderá ocorrer entre 20 horas e 21h30 de hoje.

Os cálculos são feitos com base no que ocorreu no primeiro turno. Em 3 de outubro, quando estavam em disputa os cargos de presidente, governadores, deputados federais, estaduais e distritais e senadores, às 20h30 já estavam apurados 90% dos votos. Agora se acredita que a apuração será ainda mais rápida.

Se por um lado a apuração de hoje deve ser bem mais ágil, já que estarão em disputa somente os cargos de presidente da República e de governador em oito Estados e no Distrito Federal, por outro lado haverá uma diferença maior de fuso horário. No primeiro turno não estava em vigor o horário de verão. Agora, sim.

Com isso, a eleição em Estados como Acre só terminará às 19 horas no horário de Brasília. Apenas depois de concluída a votação em todo o País é que o TSE pode começar a divulgar resultados. No primeiro turno, a divulgação das primeiras porcentagens da apuração dos votos ocorreu às 18 horas.

Ausência. Assim como no primeiro turno, 135.804.433 brasileiros estão aptos a votar nas cerca de 500 mil urnas espalhadas pelo País. O problema é que, como o segundo turno caiu no meio do feriado de Finados, a expectativa é de que a taxa de abstenção seja alta. No primeiro turno, o índice de abstenção foi de 18,12%. Hoje deverá ser bem maior, apesar dos apelos da Justiça Eleitoral para que os eleitores não faltem.

'O comparecimento do eleitor às urnas é um dever cívico, não é uma formalidade burocrática. É um compromisso que o cidadão tem com a democracia', disse durante a semana o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. 'Eu faço um apelo para que todos compareçam às urnas e pelo voto consciente, o voto que é dado com razão e sentimento a um determinado candidato.'

Marina vota no Acre e acompanha apuração em SP


A senadora Marina Silva chegou ao Acre na madrugada deste sábado. A candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República, derrotada no primeiro turno das eleições, veio ao Estado para votar e por volta das 14 horas deste domingo deverá embarcar com destino a São Paulo, onde acompanha a apuração.

A senadora revelou que a partir de 1º de janeiro "vai retornar para a sociedade". Marina contou que há algum tempo está fazendo parte de um movimento chamado "Brasil Sustentável" e deverá trabalhar na articulação da revisão programática do Partido Verde e na reestruturação da legenda.

"Eu vou militar no partido e também na sociedade porque movimentamos diferentes setores da sociedade. Jovens, mulheres, empresários de vanguarda, a academia brasileira. Há uma rede enorme de pessoas que querem militar, mas que não são de partidos e é ali que eu vou me dedicar", contou.

A senadora afirmou que também pretende dedicar uma parte de seu tempo para os estudos, à família e a militância na sociedade. "Os brasileiros podem contar com o meu trabalho. Acredito que precisamos trabalhar para fazer aquilo que precisa ser feito e o resto vem como consequência", declarou.

Ao avaliar o atual cenário político, a senadora observou que os eleitores estão cansados da bipolaridade partidária que envolve PT e PSDB. Segundo ela, os eleitores estão buscando um novo caminho, uma nova maneira de caminhar.

A senadora acreana ressaltou que a sociedade está sempre à frente aos seus líderes e quando entra em cena consegue mudar a qualidade política do processo. Marina Silva alertou que o próximo presidente deverá colocar em pauta a questão da sustentabilidade

Fuso horário

Marina também falou sobre sua participação na votação do referendo do fuso horário do Acre. Ela revelou que seu voto deverá ser na opção "77", que representa a retomada do antigo horário do Estado. "O nosso Estado está situado em uma região que de fato o horário é diferente. Não é só uma questão de ajustar o horário, é uma questão de ajustar a realidade", disse a senadora.