5 de jan. de 2011

'PMDB não votará contra governo', garante Temer sobre reajuste do mínimo

O vice-presidente, Michel Temer, disse nesta quarta-feira, 5, que o PMDB somente será favorável a uma proposta de aumento do salário mínimo acima dos R$ 540 que seja compatível com as contas públicas. Em entrevista concedida após participar da missa em homenagem ao ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, na capital paulista, Temer afirmou ter se reunido com o PMDB ontem para discutir o mínimo e disse que o partido não votará contra o governo.

'Evidentemente, o PMDB só vai fazer aquilo que seja compatível com as possibilidades do erário', afirmou. 'O que o PMDB tem dito é que, evidentemente, indo para o Congresso, haverá discussão. Mas o PMDB só vai fazer aquilo, volto a dizer, que seja possível para o Tesouro. Fora daí, digamos, o PMDB não vai votar contra o governo. Vai votar tudo de acordo com o governo', completou.

Segundo o vice-presidente, está havendo um 'açodamento' de todos os partidos da base aliada, não apenas do PMDB, em relação à distribuição de cargos do segundo escalão do governo. 'Estamos conversando sobre isso com toda tranquilidade. O que há é um certo açodamento, aliás, não só do PMDB, mas do conjunto (dos partidos)', afirmou.

Temer disse que foi decidido que essa questão seria discutida posteriormente, na primeira reunião da coordenação política do governo. 'Nós decidimos que deixaríamos um pouco para depois e o PMDB, reunido comigo ontem, também resolveu deixar um pouco para depois. Em um dado momento, se conversará sobre isso e tudo se ajustará', disse. 'Não haverá dificuldade nenhuma e o PMDB não vai criar nenhuma espécie de obstáculo'.

Na avaliação dele, o açodamento 'não é do PMDB, nem do PT, nem de ninguém. É de todos'. 'Nós temos que ter calma e o PMDB terá calma suficiente para isso'.

Temer disse que a morte de Orestes Quércia, significou a perda de um grande líder do partido em São Paulo e no País. Sobre o nome que deverá ocupar a presidência da legenda em São Paulo, Temer disse que a questão ainda será examinada. Ele afirmou que ainda não indicou nenhum nome para a função. 'Eu me licenciei ontem da presidência do PMDB nacional para cumprir os objetivos da vice-presidência da República'.
Estadão.

4 de jan. de 2011

Dilma suspende partilha de cargos por crise com PMDB

Na iminência da primeira crise política de seu governo, a presidente Dilma Rousseff agiu rápido para tentar conter a revolta do PMDB por conta da disputa com o PT pelos cargos importantes do segundo escalão do governo federal. Na reunião da coordenação política ontem no Palácio do Planalto, com os novos ministros, Dilma decidiu suspender a definição de cargos do segundo escalão até a eleição das presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro.

A presidente também acionou o presidente do Senado, José Sarney (AP), para tentar conter a rebelião no partido aliado. O temor da presidente é que a disputa partidária contamine votações relevantes no Congresso e, sobretudo, crie um clima de revanche nas definições dos comandos no Congresso.

A revolta do PMDB é tão grande que ontem o partido boicotou as cerimônias de transmissão de cargo dos ministros petistas Alexandre Padilha (Saúde), Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

Convocado por Dilma na emergência da disputa, Sarney marcou para hoje uma reunião em sua casa, a partir das 11 horas, com o vice-presidente da República, Michel Temer, os líderes na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Renan Calheiros (AL), o presidente interino do partido, senador Valdir Raupp (RO),e líderes como o senador eleito Eunício de Oliveira (CE) e o deputado federal Eduardo Cunha (RJ). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

3 de jan. de 2011

Rosalba começará seu governo com mais de R$ 1,5 bilhão em obras do governo federal, diz Fátima Bezerra


“Do ponto de vista de verbas federais, a governadora Rosalba vai receber uma herança muito bem dita”. Assim a deputada Fátima Bezerra rebateu a informação que a governadora eleita Rosalba Ciarlini vai receber um estado sem perspectivas financeiras em janeiro próximo. A deputada respondia a pergunta do jornalista Jurandy Nóbrega, a quem concedeu entrevista na manhã de hoje no programa Bom Dia Cidade, que o jornalista comanda na 94FM.
Fátima reconheceu que “do ponto de vista do orçamento próprio, a capacidade de investimento do governo do estado é mínima” e que “para 2011, o orçamento do RN deve ficar na casa dos R$ 8 bilhões”. Mas revelou: “O governo Iberê Ferreira de Souza/Wilma de Faria vai deixar para a governadora Rosalba, a partir de janeiro, investimentos da ordem de mais de R$ 1,5 bilhão em obras licitadas”.
Segundo a deputada, o governo federal que passa a ser comanda pela presidenta eleita Dilma Rousseff, também em janeiro, não trabalhará com discriminação, aludindo ao fato de Rosalba ser do DEM. “O governo (de Dilma) terá uma atitude republicana, relacionando-se com todos os governos estaduais e municipais. O que precisa é que os gestores sejam competentes, apresentem capacidade de gestão, apresentem bons projetos”, afirmou.
Obras e projetos em curso
Fátima Bezerra elencou os projetos em andamento na parceria governo federal e estadual, e que terão continuidade no próximo. A parlamentar destacou o novo projeto do Sistema de Esgotamento Sanitário, que será instalado no bairro do Guarapes, zona oeste de Natal, e que irá beneficiar as zonas sul e oeste da capital, além de áreas de Parnamirim, como Nova Parnamirim, Emaús e Distrito Industrial.
O novo planejamento, além de ser mais avançado tecnologicamente e mais abrangente, é mais econômico e ambientalmente mais viável. O Sistema de Esgotamento Sanitário – Guarapes - irá substituir o polêmico Emissário Submarino. Segundo a deputada, o estado já tem mais de R$ 800 milhões assegurados. “Com essa importante obra que irá acontecer logo no próximo governo, Natal ficará com 60% do esgoto tratado”, destacou.
A deputada falou sobre a recuperação de estradas e acessos através do Departamento de Infraestrutura e Transportes (DNIT) que tem orçado R$ 300 milhões. Dentre as ações, Fátima destacou o Contorno de Caicó, a Ponte de Assu e a BR 110 (Mossoró-Campo Grande) “que é um sonho de gerações daquela região”. Diante das denúncias de corrupção no órgão federal, Fátima disse esperar que “esta questão do DNIT local seja resolvida e apurada com todo o rigor”.
Recursos hídricos e educação
Outras obras que também contam com recursos assegurados, provenientes de emprestimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), e já com ordem de serviço feita pelo governador Iberê Ferreira de Souza, são as de recursos hídricos. Segundo Fátima, o novo govenro irá receber, já licitado, mais de R$ 270 milhões. Esse recurso irá atender as adutoras Alto Oeste, Mossoró, Seridó e Canaúba dos Dantas.
A parlamentar também falou sobre a barragem de Oiticica, que terá investimento de R$ 240 milhões e está incluída no PAC 2. “A barragem de Oiticica é uma importante obra de natureza hídrica para a região do Seridó. Ela tem o caráter estruturante do ponto de vista de segurança dos recursos hídricos, e se somará ao projeto da transposição do Rio São Francisco”, disse.
No campo educacional, Fátima Bezerra destacou que o governo de Rosalba contará com mais de R$ 150 milhões que já estão assegurados. Destes recursos, R$ 55 milhões serão para a construção e instalão de dez Centros de Ensino rofissionalizante – uma espécie IFRN estadual – atendendo as várias regiões do Estado. O restante será encaminhando para a reforma de escolas e outros benefícios para a Educação.
Fátima ainda falou do aeroporto de São Gonçalo do Amarante e da Copa de 2014. “O aeroporto internacional é uma obra irreversível. Dilma conhece essa obra melhor do que ninguém. Sou testemunha quanto ela, enquanto ministra, se empenhou por esta obra. Ninguém melhor do que ela para concluir o aeroporto. E quanto a Copa de 2014, Natal receberá 300 milhões para obras de mobilidade urbana. Portanto, não há razão para choro”, falou.
Oposição com responsabilidade
No campo político, Fátima fez um balaço do atual cenário. Para ela, ainda se vive um momento de efervescência política. Sobre as eleições para a Câmara dos Deputados, a parlamentar disse que seguirá a orientação do seu partido, na disputa pela presidência da casa. “Acho natural o pleito do deputado Henrique Eduardo Alves, bem como a disputa”. Porém, ela deixou um recado, “quem apostar em uma cisão entre PMDB e PT, vai quebrar a cara”.
Questionada sobre um possível entendimento com a prefeita Micarla de Sousa, uma vez que a pevista aderiu à campanha de Dilma no segundo turno, Fátima foi direta, “o povo nos mandou para oposição em 2008 e em 2010, no RN e em Natal e, portanto, temos que respeitar as urnas”. Ela fez questão de frisar que “somos oposição com firmeza e com responsabilidade, mas sempre que estiver em jogo os interesses do Natal e do RN a deputada Fátima estará presente para somar”.
Depois do operário, uma mulher
Tendo atuado como coordenadora política da campanha de Dilma no RN, Fátima Bezerra destacou a Jurandy Nóbrega a importância da eleição de Dilma. “Depois de elegermos duas vezes um operário presidente, agora elegemos a primeira mulher presidente do Brasil. É um momento maravilhoso para a nossa democracia. Tenho a certeza que ela terá um excelente governo e dará continuidade, de forma democrática e republicana, aos avanços já estabelecidos no governo Lula”, disse.
Na avaliação da campanha, Fátima se queixou do fato da oposição ter utilizado de expedientes contrários ao debate de propostas, onde as calúnias e infâmias contra a candidata petista ganharam destaques. Pegando gancho na entrevista que o marqueteiro da campanha de Dilma Roussef, João Santana, concedeu à Folha de São Paulo, a parlamentar corroborou com Santana, “a oposição ficou pregando no deserto, sem proposta para o Brasil”, falou.
Sobre o pós-campanha, a parlamentar enfatizou a continuidade de difamação que o PT vem sofrendo perante a opinião pública, pelo fato do partido estar no processo de organização de contas da campanha de Dilma. “Apelação, sensacionalismo de quem não gosta do PT. O partido está fazendo as coisas pela porta da frente. Respaldado pela legislação eleitoral em vigor, o PT está solicitando contribuição junto aos empresários para saldar a dívida. Claro que gostaríamos que a reformar político-eleitoral já tivesse ocorrido, para se fazer uso do financiamento público de campanha e não precisar recorrer a estes formato”, disse.
Ação parlamentar
Fátima viajou hoje a Brasília. Participará de reunião com a Executiva Nacional do PT, onde tem assento como a terceira vice-presidente, e dará continuidade a agenda parlamentar. Segundo ela, mais de dez Medidas Provisórias trancam a pauta no Congresso que precisa apreciar temas importantes, como as PECs dos pisos salariais dos professores, policiais e agentes de saúde, bem como a proposta orçamentária para 2011.
 Assessoria.

Dilma estreia no cargo com agenda internacional

Tema da campanha eleitoral, o trem-bala entre São Paulo e Rio entrou na agenda dos encontros internacionais, no primeiro dia de trabalho de Dilma Rousseff. O assunto dominou a conversa com o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Hwang-Sik, e com o ex-primeiro-ministro japonês, Taro Aso.

Coreia e Japão têm empresas interessadas em participar da licitação da obra. O investimento, de R$ 34,6 bilhões, aguçou o interesse dos coreanos, que atravessaram o mundo para a posse de Dilma e foram dos primeiros países a pedir encontro bilateral.

Mas Hwang-Sik ouviu da presidente considerações sobre a necessidade de a Coreia comprar mais do Brasil - em 2010, o déficit comercial brasileiro atingiu US$ 4,4 bilhões. Tratou-se até da possibilidade de um acordo comercial entre Mercosul e Coreia.

Agenda de viagens. Com uma agenda de sete encontros com chefes de Estado e representantes estrangeiros imediatamente após a posse, Dilma mostrou que não deve deixar de lado as relações internacionais tão cultivadas por Lula. No discurso já como ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota deu a agenda de viagens da presidente para os próximos meses.

A partir da segunda semana de janeiro, a presidente começa a viajar, dando prioridade aos vizinhos Argentina e Uruguai. Em fevereiro, deverá comparecer à Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa), em Lima (Peru). Estados Unidos e China também estão na lista prioritária.

Depois de Argentina, Dilma deve visitar o Uruguai. De acordo com Patriota, na conversa entre a presidente e seu colega José Mujica, foi acordado que seria mantida a frequência de encontros a cada três meses. Dilma também prometeu apoio ao governo uruguaio na implantação de seu sistema de TV digital, que seguirá o modelo nipo-brasileiro.

Ela ainda conversou com o Príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon, sobre a Olimpíada de 2016 no Rio. Com o vice-presidente cubano, José Machado Ventura, tratou da cooperação nas ações de saúde no Haiti. 'O risco de que a epidemia de cólera se alastre é uma preocupação muito grande dos dois países', disse Patriota, que participou de todos os encontros de ontem.

Dilma também esteve com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que agradeceu ao Brasil o reconhecimento do Estado Palestino e a convidou para uma visita oficial. O primeiro-ministro português, José Sócrates, foi recebido por Dilma e Patriota. 'O Brasil é a mais alta prioridade para a política externa portuguesa', disse Sócrates.

Fonte: Estadão

2 de jan. de 2011

Posse de Dilma Roussef tem repercussão na imprensa mundial


A posse de Dilma Rousseff (PT) teve repercussão nas edições online de alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. A maioria dos jornais citou a alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva ao deixar o governo e explicou a relação entre os dois. Algumas publicações também enfocaram as possíveis mudanças que a troca de governo no Brasil pode trazer para seus respectivos países.
O americano The New York Times, por exemplo, explicou aos leitores que, apesar de representar uma continuidade do governo Lula, Dilma já sinalizou que vai adotar uma postura mais dura em relação a alguns assuntos internacionais. Caso do Irã, segundo o jornal, informando que o tema colocou Brasil e Estados Unidos em lados distintos no ano passado.
Também escreveu que Dilma, a primeira mulher eleita para o cargo, terá o desafio de suceder o mais popular líder na história brasileira. “Enquanto ela se esforça para mostrar que não é um títere nas mãos de Lula, analistas dizem que seu maior desafio será justamente um que Lula manejava muito bem: balancear sua ambiciosa agenda doméstica com a necessidade de assegurar ao Brasil posição global.”
O Washington Post lembrou a carreira política meteórica de Dilma e sua atuação durante o período da ditadura militar, quando foi presa e torturada. De acordo com o jornal, faltam a ela a experiência e o carisma de Lula para enfrentar o desafio de promover as melhorias que o Brasil necessita em infraestrutura, segurança e educação.
Os franceses Libération e Le Monde também abriram bom espaço para a mudança no governo brasileiro. Ambos enfocaram os desafios de Dilma na área social – erradicar a pobreza, promover melhorias na saúde e na educação – e na infraestrutura para receber a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
A parte do discurso em que a presidenta se comprometeu a não medir esforços para combater a miséria recebeu destaque nos sites de jornais espanhóis. O La Vanguardia selecionou o trecho no qual Dilma disse que “não iria descansar enquanto houvesse brasileiros sem comida na mesa, famílias sem-teto e crianças pobres abandonadas à própria sorte.”
O El Mundo fez questão de acompanhar quase minuto a minuto os trâmites da posse, desde a saída de Dilma da Granja do Torto, em direção à catedral, às 14h05. Já o El País citou a alusão que a presidente fez à sua biografia de guerrilheira. O site incluiu que a mera menção ao nome de Lula, antecessor e mentor político da presidenta, arrancou enérgicos aplausos.
O português Diário de Notícias narrou o abraço de Lula e Dilma e o momento em que ergueram juntos as mãos para as pessoas que assistiam ao discurso. “A alegria que sinto na minha posse como presidenta mistura-se à emoção da sua despedida”, foi uma das frases de Dilma destacadas pelo jornal.
Na Itália, a posse foi incluída no noticiário do caso de Cesare Battisti. O Corriere della Sera informou que o governo italiano agora conta com Dilma para rever a decisão de Lula não extraditar o ex-ativista italiano, condenado pela Justiça do país. Segundo o site do jornal, a carta em que a Itália reitera o pedido de extradição foi assinada pelo Ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini.
Na América do Sul, a imprensa argentina dedicou sua manchete para a troca do governo brasileiro. Em sua extensa cobertura, o Clárin destacou que Dilma prometeu dar “consistência ao Mercosur e à Unasur”. La Natión fez questão de dizer que as mulheres foram protagonistas na festa, mencionando a escola feminina de Dilma e a presença das antigas companheiras na luta contra a ditadura. Já o El Mercurio, do Chile, centrou sua reportagem na homenagem feita a Lula e na promessa de Dilma de que honraria seu legado.

Rosalba toma posse criticando antecessor


Empossada governadora do Rio Grande do Norte, no início da noite de ontem, no Teatro Alberto Maranhão (TAM), a médica mossoroense Rosalba Ciarlini (DEM), visivelmente emocionada, criticou a situação financeira em que se encontra o Governo do Estado e prometeu imprimir uma administração moderna e transparente. "Vou combater esse transtorno financeiro", afirmou. Ela acusou o atual governo de usar recursos "à revelia da lei". "Aqui estou, aguerrida e pronta para cumprir o compromisso de restaurar a boa prática administrativa", disse. Apesar de ser de um partido de oposição, Rosalba declarou ainda que "nada afasta o Rio Grande do Norte da presidente Dilma Rousseff".
A democrata também criticou diversas áreas da atual gestão, com destaque para Saúde e Educação. Ela disse que a Saúde será absoluta prioridade e a Educação dará seu próprio salto para alcançar a qualidade desejada pela população. Segundo Rosalba, a Saúde Pública clama por uma solução e a Educação está abandonada. A governadora prometeu ainda empenho para melhorar a Segurança e para que Natal seja, de fato, sede da Copa do Mundo de 2014. Rosalba Ciarlini se comprometeu também a atender às expectativas do eleitorado potiguar e tratar com honestidade o dinheiro público.

"Jamais me afastei da mais estrita submissão à ética administrativa", disse, afirmando que vai atuar "com tributo de vassalagem extrema à moral". Em sua fala,Rosalba fez referências aos aliados, em especial ao vice-governador RobinsonFaria (PMN), também empossado na solenidade, e aos senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM). A cerimônia de posse foi conduzida pela atual presidente daAssembleia Legislativa (AL), deputada estadual Márcia Maia (PSB). Rosalba chegou ao TAM acompanhada pelo filho, Kadu Ciarlini, e do marido, Carlos Augusto Rosado. Ela foi conduzida ao plenário pelos deputados estaduais JoséDias (PMDB), Gustavo Carvalho (PSB), Getúlio Rego (DEM) e Raimundo Fernandes(PMN).

Compareceram ao evento 18 dos 24 parlamentares da atual legislatura. Os deputados Nélter Queiroz (PMDB), Luiz Almir (PSDB), Álvaro Dias (PDT), Wober Júnior (PPS), Fernando Mineiro (PT) e Walter Alves (PMDB) levaram falta. A principal ausência no evento foi a do senador Garibaldi Filho (PMDB), um dos principais cabos eleitorais da democrata durante a campanha eleitoral deste ano.Cerca de 800 convidados acompanharam a posse da democrata e do seu vice, Robinson Faria (PMN), no teatro. Do lado de fora, populares assistiram à cerimônia por meio de um telão. Depois de empossados, Rosalba e Robinson seguiram para o Salão Nobre do Palácio da Cultura, atual pinacoteca, para a transmissão do cargo e o discurso para a população nas ruas.

Presidente Lula diz que é bom terminar mandato e ver Estados Unidos em crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixa a Presidência amanhã, afirmou que é bom terminar o mandato vendo os Estados Unidos e a Europa em crise, enquanto o Brasil conseguiu superá-la.
"Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México", afirmou Lula nesta quarta-feira na Bahia, em sua última viagem oficial como presidente.
Segundo Lula, foi importante provar que na crise não foi nenhum doutor, nenhum americano e nenhum inglês, mas um torneiro mecânico, pernambucano, presidente do Brasil que soube lidar com a crise junto à sua equipe econômica.
"É por isso que a crise demorou mais para chegar aqui e foi embora depressa", afirmou em discurso durante cerimônia do programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".
Mais uma vez, o presidente não evitou o tom de despedida e se emocionou ao lembrar de sua trajetória e das conquistas de seus oito anos de governo, como tem feito nos últimos eventos públicos que participou.
Lula disse que se sente muito satisfeito com a criação dos 15 milhões de empregos com carteira assinada nesses oito anos e com o fato de que mais de 20 milhões de brasileiros saíram da miséria.
"Eu estou mais alegre hoje do que quando tomei posse, quando tomei posse eu estava nervoso e apreensivo (para ver) se eu ia dar conta do recado. Hoje estou tranquilo, porque demos conta do recado", disse Lula a jornalistas após a cerimônia.
O programa, que tinha como meta 1 milhão de habitações contratadas até o fim de 2010, atingiu 1 milhão e 3.000 moradias contratadas, segundo informou no evento a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho.

Fonte: Gazeta do Oeste