14 de fev. de 2011

Dilma Roussef agradece e define Ronaldo: 'Lenda'

A presidente do Brasil exaltou a importância do fenômeno para o futebol brasileiro e agradeceu pelos seus feitos na seleção

A aposentadoria de Ronaldo não movimentou apenas o mundo esportivo. Na noite desta segunda-feira, dia que marcou o fim da carreira do atacante, a presidente Dilma Rousseff também divulgou uma mensagem de exaltação à brilhante trajetória construída pelo Fenômeno.

Apesar de não ser tão familiarizada com o futebol como o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma não deixou de homenagear Ronaldo lembrando seus feitos pela seleção e o classificou como "lenda".


Veja abaixo a íntegra da nota oficial:

"Neste momento de despedida, quero enviar minha saudação ao jogador Ronaldo Luís Nazário de Lima, um brasileiro que se tornou Fenômeno. Um dos jogadores mais talentosos da história do futebol, Ronaldo conquistou dois Mundiais com a Seleção Brasileira e é, até hoje, é o maior artilheiro de Copas do Mundo. Em plena atividade, o jogador, que foi um exemplo de superação, já tinha se tornado uma verdadeira lenda. Todos nós, brasileiros, seremos eternamente gratos pelas alegrias que ele nos proporcionou e pelo que fez em prol do prestígio do Brasil no mundo dos esportes"


Este não foi o primeiro contato entre os dois. Durante a campanha eleitoral, no ano passado, o camisa 9 chegou a agendar um jantar com a então candidata, que acabou cancelado por incompatibilidade de agendas. Após a vitória da petista nas urnas, o Fenômeno utilizou o Twitter para se manifestar, dando os parabéns e cobrando organização para 2014.

13 de fev. de 2011

Humor político e seus "causos"...

O milagre político.

Aquele governador candidato a reeleição estava em seu escritório, quando a secretaria avisa:

- Governador, tem um eleitor cego aqui fora querendo lhe ver.

E ele diz:

- Ai já e demais! Diz a ele que eu ainda não estou fazendo milagres!!!


12 de fev. de 2011

Justiça de Jersey multa Paulo Maluf em 300 mil libras

A Justiça da Ilha de Jersey multou o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, em 300 mil libras. A decisão foi tomada pelo juiz Philip Bailhache. Ele rejeitou pedido de Maluf que pretendia deslocar para a Justiça de São Paulo os autos de uma ação movida pela Prefeitura para repatriação de US$ 22 milhões - dinheiro depositado em Jersey na conta da Durant International Corporation e Kildare Finance Ltd, ambas sob controle de Maluf e de familiares dele, segundo o Ministério Público. É a segunda multa aplicada a Maluf pela Justiça de Jersey. Da primeira vez a sanção alcançou 400 mil libras.

Ao requerer a transferência do processo para a Justiça de São Paulo, a defesa de Maluf argumentou 'litispendência internacional', ou seja, que já está em curso no Brasil uma ação com o mesmo objetivo. A ação a que ele se refere está em andamento na 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, movida pela Promotoria do Patrimônio Público, unidade do Ministério Público.

O MP e a Prefeitura pretendem que Jersey autorize a devolução do dinheiro em favor dos cofres públicos. A promotoria está convencida com relação às provas de esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo Maluf e familiares dele.

Em sua decisão, o juiz Philip Bailhache advertiu que a competência é mesmo de Jersey por um simples motivo: a Justiça de São Paulo excluiu aquele valor (US$ 22 milhões) dos autos da ação movida pelo Ministério Público Estadual. O juiz acolheu a argumentação da promotoria e da Prefeitura. O julgamento em Jersey sobre a repatriação dos US$ 22 milhões já está marcado - vai se prolongar de 11 de janeiro a 15 de fevereiro de 2012.

Por meio de sua assessoria, o ex-prefeito declarou. 'Paulo Maluf não faz parte desse processo. Paulo Maluf não tem e nunca teve conta no exterior.'

11 de fev. de 2011

Chega ao TSE ação contra mandato de Rosalba Ciarlini


Deu na Folha de São Paulo

A Coligação Vitória do Povo, do candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Norte Iberê Ferreira de Souza (PSB), recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a diplomação da governadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM) e de seu vice Robinson Mesquita de Faria (PMN), por supostos abusos de poder econômico, político, dos meios de comunicação social e gastos ilícitos de campanha nas eleições de 2010.

Rosalba foi eleita governadora do RN em primeiro turno, com 52,46% dos votos. Ela foi diplomada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) no dia 15 de dezembro de 2010.

Na ação, a coligação Vitória do Povo afirma que Rosalba foi beneficiada com 104 aparições na TV Tropical, retransmissora da TV Record e de propriedade do senador Agripino Maia (DEM), durante o primeiro semestre de 2010, o que teria alavancado a sua pré-candidatura ao governo do Estado em detrimento de outros prováveis candidatos.

Informa ainda que, quando candidata ao Senado em 2006, Rosalba teve a mesma conduta, com 64 aparições em programas televisivos, o que quase custou a cassação de seu diploma pelo TSE.

Segundo a coligação, não se pode confundir propaganda extemporânea com abuso de meios de comunicação social, o que teria ocorrido no caso, já que o que se deve analisar, diante da quantidade de aparições de Rosalba na Rede Record, é "o conjunto da obra".

Acrescenta que "todo e qualquer fato era motivo" para que a então senadora fosse convidada a aparecer na programação da TV Tropical e, em algumas ocasiões, teria inclusive falado sobre algumas de suas propostas.

A coligação sustenta ainda no recurso que ela teria utilizado a chamada verba indenizatória dada pelo Senado Federal para pagar despesas da campanha de 2010.

O recurso informa que, por meio do site Portal da Transparência do Senado, constatou que, no caso de Rosalba, "há coincidência" entre prestadores de serviços pagos pelo Senado com aqueles que desenvolveram serviços eleitorais para a senadora e então pré-candidata ao governo do Rio Grande do Norte.

Segundo a ação, houve ainda a prática de "voto casado" nas eleições para governador no Rio Grande do Norte, já que a então candidata Rosalba recebeu apoio tanto de sua coligação Força da União quanto da coligação Por um Rio Grande do Norte Melhor.

Ambas teriam apoiado as candidaturas de Agripino Maia (DEM) --da primeira coligação-- e de Garibaldi Alves (PMDB) --da segunda-- para o Senado

10 de fev. de 2011

Corte no Orçamento será de R$ 50 bilhões, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira, 9, que o corte no Orçamento de 2011 será de R$ 50 bilhões. Com isso, o resultado primário esperado é de R$ 81,8 bilhões. Na proposta orçamentária aprovada pelo Congresso, o resultado primário previsto era de R$ 49,8 bilhões. O governo também reviu a projeção de receitas líquidas de transferência, que foram reduzidas de R$ 819,7 bilhões para R$ 801,7 bilhões. As despesas primárias foram reajustadas de R$ 769,9 bilhões para R$ 719,9 bilhões.

Ele disse que o aumento da previsão do superávit primário para este ano (o governo fixou uma meta nominal) seria ainda maior se não tivesse queda das receitas. Mantega disse também que a consolidação orçamentária que está sendo anunciada ajudará o País a ter um crescimento sustentado com geração de emprego.

Mantega anunciou também que na nova programação orçamentária, o valor do salário mínimo será de R$ 545 e não de R$ 540 como já estava sendo pago. De acordo com o ministro, o governo reviu de 5,5% para 5% a previsão de crescimento da economia para 2011. Segundo ele, o resultado 'não é pouco'. 'Não são os 7,5% de 2010, mas 5% é um nível alto para a economia brasileira', disse.

Segundo ele, com a consolidação orçamentária, o governo pretende atenuar o ritmo de crescimento em relação ao ano passado. O ministro disse que o governo não permitirá que a meta de inflação ultrapasse o teto. Mantega também previu que o déficit nominal continuará sua trajetória de queda em 2011 e que haverá, este ano, também uma redução da dívida líquida. De acordo com o ministro, todos esses componentes permitirão que o Banco Central, quando for a oportunidade, reduza a taxa de juros.

Esforço fiscal cai de 3% para 2,9%

Com os novos parâmetros para o PIB no Orçamento de 2011, a meta de superávit primário das contas do setor público este ano, na prática, cai para 2,9% do PIB. Isso porque a meta de 2011 em valores nominais é de R$ 117,9 bilhões. Com o PIB anterior, de R$ 3,927 trilhões, a meta seria de 3% do PIB.

Agora, com a revisão do PIB na reprogramação orçamentária para R$ 4,056 trilhões, a meta caiu para 2,9%. Essa meta em valores nominais acaba dando mais flexibilidade para o governo em função do comportamento do crescimento da economia.

'Revertendo estímulos'

Mantega afirmou que a 'programação orçamentária está passando por uma consolidação fiscal, que se deve ao fato que nós estaremos revertendo todos os estímulos que fizemos na economia brasileira entre 2009 e 2010'. 'O governo aumentou os seus gastos com o objetivo de fazer o País se recuperar da crise financeira internacional e isso foi bem sucedido', afirmou o ministro.

O ministro também argumentou que o aperto fiscal 'não se trata do velho ajuste fiscal do passado, que derruba a economia e tira o emprego'. Segundo ele, a economia brasileira continuará crescendo de maneira sustentável este ano, com meta de expansão de 5%.

9 de fev. de 2011

Reforma política e a volta dos que não foram

Reforma política é um clichê que pode implicar avanço ou retrocesso. Depende dos objetivos de quem vai comandá-la. Pode acabar com partidos de aluguel e corrigir distorções de representação, ou mudar as aparências para manter tudo como está.

José Sarney convocou os colegas de Senado e Presidência, Fernando Collor e Itamar Franco, para compor a comissão que vai tratar da tal reforma. O trio representa a vanguarda do passado do país. E planejará seu futuro.

Não se pode negar que eles têm muita experiência nos temas principais da reforma. Já trocaram várias vezes de partido, já usaram legendas de aluguel, já barganharam a formação de maiorias parlamentares de modo franciscano.

Não se deve esperar, porém, que imponham barreiras eleitorais aos partidos, ou que corrijam a desproporção que faz o voto de um paulista que mora em Roraima valer 11 votos de roraimenses que vivem em São Paulo.

Senador por um Estado onde não mora, o Amapá, Sarney entrou para a história ao trocar suas origens no PDS/PFL/DEM pelo PMDB, o que ajudou a transformar o partido da oposição à ditadura na confederação de interesses que está aí.

Collor foi eleito presidente pelo PRN, um partido nanico que já foi PJ e hoje atende por PTC. Sua história é tão grandiosa quanto a passagem collorida pelo Planalto. Itamar foi sua consequência.

Juntas, as siglas partidárias que já abrigaram o trio formam quase um alfabeto.

Enfim, a reforma política parece que será comandada por aqueles que tornam necessário reformar a política. Como já virou moda dizer no Twitter, não deverá passar de um puxadinho.

8 de fev. de 2011

Reforma política tem de ser feita neste ano, diz presidente do PT

A reforma política mobilizou os deputados do PT no seminário promovido pela liderança da bancada na Câmara. 'Foi o tema recorrente', relatou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, na noite de segunda-feira, 7. Segundo ele, a reforma terá de ser votada neste ano para ser viabilizada. 'Ou (o Congresso) faz (a reforma) no primeiro ano do governo Dilma, ou não faz mais', enfatizou.

Os focos do PT na reforma política serão o financiamento público das campanhas e o voto em lista fechada, que estão longe de gerar unanimidade no Congresso. Em seguida, vêm a proibição das coligações nas eleições proporcionais (para os Legislativos federal, estadual e municipal) e a criação de regras mais rígidas de fidelidade partidária, detalhou o dirigente petista.

Dutra acrescentou que o financiamento público deve ser instituído em conjunto com o voto em lista partidária. 'Um não vale sem o outro', ressaltou. Pelo modelo em estudo, os recursos para as campanhas serão repassados pelo poder público aos partidos que, por sua vez, os distribuirão entre os seus candidatos. Estes serão definidos em lista fechada elaborada pelo partido.

Por fim, Dutra reafirmou que o desafio do PT nesta legislatura será liderar uma articulação, envolvendo a sociedade civil, para impulsionar a reforma política no parlamento e lembrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dispôs a contribuir para o debate. Em entrevista ao Estado, Dutra afirmou que o PT deve fazer com que 'a sociedade e o Congresso se convençam da urgente necessidade da reforma política'.
Estadão