27 de fev. de 2011

Micarla e Rogério Marinho não fecham acordo e os dois lados podem enfraquecer



A falta de entendimento entre a prefeita Micarla de Sousa (PV) e o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) afastou a possibilidade de participação dos tucanos no primeiro escalão da Prefeitura de Natal. O acordo entre os dois não deu certo porque o presidente estadual do PSDB negou o convite feito pela gestora para indicar nomes para a equipe. Informações de bastidores são de que Rogério queria a legenda à frente da Secretaria Municipal de Saúde, o que não teria sido aceito por Micarla. O comando da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) também foi discutido. O fato é que o desentendimento pode deixar enfraquecidos, politicamente, os dois lados da história, tendo em vista que a prefeita vem perdendo aliados e o PSDB não ocupa espaços de destaque nem da gestão municipal, nem da estadual.

Diante de tal desfecho, é provável que o PSDB entregue todos os cargos ligados à administração. Comenta-se que o deputado Rogério Marinho procurou a governadora RosalbaCiarlini (DEM) para pleitear espaço no estado. Em entrevista recente ao Diário de Natal, o parlamentar negou que o seu partido estivesse insatisfeito com o tratamento recebido do governo Rosalba - já que os tucanos esperavam indicar cargos comissionados no primeiro e segundo escalão da administração estadual. Na ocasião, Rogério disse que havia indicado nomes que seriam convocados gradativamente. A reportagem tentou falar com Rogério para ouvir sua posição a respeito do afastamento da prefeitura, mas o deputado não atendeu nem retornou as ligações.

Sem espaço garantido em nenhum dos governos e com apenas dois mandatos - Rogério na Câmara dos Deputados e Dibson Nasser na Assembleia Legislativa -, o PSDB parece enfraquecido, politicamente, no Rio Grande do Norte. A situação da prefeita Micarla também não é das melhores, já que a gestora perdeu apoios importantes, recentemente, como o do DEM, do senador José Agripino, o PR do deputado federal João Maia e o PSB da ex governadora Wilma de Faria, que se declara "independente" de Micala. Dessa forma,o arco de alianças da prefeita para as eleições de 2012 fica bem menor do que aquele que lhe deu vitória em 2008.

Secretariado

Nesse contexto, a reforma administrativa (ou reordenamento, como a prefeita prefere), já virou novela e não tem data para ser anunciada. A prefeita declarou, através da assessoria de imprensa, que não está ansiosa para divulgar os nomes de seus novos auxiliares e que as secretarias continuam trabalhando normalmente.





26 de fev. de 2011

Petrobras registra lucro recorde de R$ 35,189 bi em 2010

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 10,602 bilhões no quarto trimestre de 2010, uma expansão de 38,38% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 7,661 bilhões). A receita líquida da companhia de petróleo entre outubro e dezembro alcançou R$ 54,492 bilhões, alta de 14,24% em igual comparação, ocasionada principalmente pela recuperação dos preços do petróleo na comparação anualizada e pelo aumento do volume produzido ao longo do período.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) trimestral alcançou R$ 14,584 bilhões, com expansão de 1,87% em relação ao quarto trimestre de 2009 (R$ 14,315 bilhões). O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 1,926 bilhão, ante R$ 111 milhões no mesmo período do ano anterior. Os valores apresentados pela companhia referentes ao final de 2009 diferem daqueles apresentados anteriormente devido aos ajustes ao novo padrão contábil, o IFRS.

No acumulado anual, o lucro líquido da Petrobras totalizou R$ 35,189 bilhões em 2010, com elevação de 17% ante o ano anterior (R$ 30,051 bilhões). De acordo com a empresa, é o maior resultado anual da história da companhia. Cabe destacar que o recorde tem como base histórica dados não ajustados ao IFRS, o que distorce o comparativo.

O Ebitda anual apresentou alta de 1% sobre 2009 (R$ 59,502 bilhões), para R$ 60,323 bilhões. A receita líquida alcançou R$ 213,274 bilhões no ano passado, expansão de 17% em igual comparação.

O ano de 2010 foi marcado pela conclusão da maior capitalização da história, uma operação que movimentou R$ 120,3 bilhões. Com a entrada de pouco menos de R$ 50 bilhões em caixa - a maior parte, R$ 74,8 bilhões, foi repassada à União como forma de pagamento da cessão de 5 bilhões de barris de petróleo -, o nível de alavancagem da estatal apresentou forte retração. A queda nos níveis de endividamento é um importante passo para viabilizar o plano da estatal de investir US$ 224 bilhões no intervalo entre 2010 e 2014, conforme prevê o atual Plano de Negócios da Petrobras

25 de fev. de 2011

RN inaugura parque eólico com capacidade para abastecer 70 mil moradias


A inauguração do parque Eólico Alegria I, em Guamaré, nesta quinta-feira, 24, foi uma nova oportunidade para a governadora Rosalba Ciarlini elogiar e agradecer os investimentos da iniciativa privada no Estado e propor outras parcerias. “Vamos fazer desses ventos, a oportunidade de empregos e crescimento do nosso Estado”, declarou, anunciando preparação de mão-de-obra para essa atividade econômica que está se consolidando no Rio Grande do Norte.

A usina, em operação comercial desde 30 de dezembro de 2010, é a primeira de um par e tem capacidade de geração de 51,15 MW, energia suficiente para abastecer 70 mil moradias. Juntas, as duas plantas formarão o maior parque eólico da América Latina com capacidade de geração de 151,8 MW.

Para a governadora, a eólica movimentará a economia e a educação, através da formação dos trabalhadores. “Essa será a década do desenvolvimento”, conceituou Rosalba, dizendo estar mais motivada com os investimentos do setor que devem chegar a R$ 8 bilhões, pouco menos que o orçamento do Estado– R$ 9,4 bi.

Antes do discurso, a governadora ouviu do presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, que a instituição espera que o RN produza muito mais do que os 150 MW das usinas Alegria I, inaugurada nesta quinta-feira, e Alegria II, em construção. Os investimentos para Alegria I foram de aproximadamente R$ 330 milhões. O BNB financiou R$ 250 milhões. O Banco está investindo R$ 4,4 bi no RN, sendo R$ 3,5 bi para energia eólica. Existem outros projetos na área industrial para o Estado.

O vice-presidente da Usina Eólica, Hugo Seabra, disse que a posição do grupo no Estado é de longo prazo. “Certamente teremos outros investimentos além de Alegria I e II”, observou, anunciando que há uma cadeia produtiva com fornecedores estrangeiros se instalando no RN, a exemplo do que ocorre no CE e BA.

Acompanharam a governadora na solenidade de inauguração, os deputados estaduais Vivaldo Costa, Leonardo Nogueira e Gustavo Fernandes, e os secretários Esdras Alves (Articulação com os Municípios) e Benito Gama (Desenvolvimento Econômico).



24 de fev. de 2011

Combustíveis: preços não vão aumentar devido à alta do barril do petróleo

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que o preço dos combustíveis vai permanecer estável nos postos brasileiros, mesmo com a volatilidade apresentada nas cotações internacionais do barril do petróleo.

De acordo com Gabrielli, que participou de entrevista coletiva na sede do governo do Rio Grande do Sul na última terça-feira (22), as oscilações são resultado dos conflitos geopolíticos nos países árabes e da incerteza sobre a recuperação de economias importantes da Europa, Estados Unidos e Japão.

Mesmo assim, conforme afirmou a assessoria de imprensa da Petrobras, Gabrielli ressaltou que não enxerga nos fundamentos do mercado de petróleo nada que justifique uma tendência permanentemente crescente de preços.

Ainda de acordo com a assessoria da estatal, Gabrielli disse que a atual produção mundial de petróleo, de 86 milhões a 87 milhões de barris por dia, está um pouco acima da demanda de 85 milhões a 86 milhões de barris dários, e a capacidade ociosa da Opep de 4 milhões a 5 milhões de barris por dia também pode ser acionada, quando for necessário.

Por isso, segundo o presidente da Petrobras, não existem motivos para um aumento contínuo dos preços, a não ser por razões especulativas.

23 de fev. de 2011

Dieese: rendimento médio do trabalhador aumenta 7,1% em 2010

O rendimento médio real da população ocupada das sete principais regiões metropolitanas do País registrou crescimento de 7,1% em 2010.

Por capitais analisadas, houve aumento quase em todas: Recife (12,6%), São Paulo (11%), Distrito Federal (8,4%), Fortaleza (5,3%), Salvador (4,7%) e Porto Alegre (3,5%). A exceção foi Belo Horizonte, onde o rendimento médio praticamente não variou (-0,1%).

Para os assalariados, houve crescimento de 4,2% nos rendimentos no ano passado. Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira (23) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Considerando somente dezembro, houve uma pequena redução de 0,4% no rendimento dos ocupados, na comparação com o mês anterior, para R$ 1.389.

Na análise das capitais, o rendimento real subiu em Fortaleza (1,3% para R$ 876) e Salvador (1,2% para R$ 1.096).

Em contrapartida, houve queda do rendimento em Belo Horizonte (-2,1% para R$ 1.335), Porto Alegre (-0,6% para R$ 1.364), Recife (-0,5% para R$ 937) e São Paulo (-0,5% para R$ 1.528). No Distrito Federal o rendimento ficou praticamente estável em R$ 2.106.

Para os assalariados, também houve queda de 0,6% nos rendimentos, frente a novembro. No último mês de 2010, eles receberam R$ 1.425, em média.

Considerando a massa de rendimentos dos ocupados e assalariados para o conjunto das áreas analisadas, na comparação anual, a pesquisa aponta estabilidade.

Em 12 meses, por sua vez, a massa de rendimentos reais dos ocupados e assalariados aumentou 11,8% e 11,6%, respectivamente.

22 de fev. de 2011

O novo governo está querendo é juntar dinheiro, diz Wilma de Faria


A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) utilizou seu twitter oficial, para responder o que ela classifica de grande mentira, dita pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e seus secretários, de que herdou um rombo milionário, dos governos da própria Wilma e de seu sucessor Iberê Ferreira de Souza. E Wilma não poupou palavras, e o limite de 140 caracteres do twitter parecer ter sido insuficiente, para externar o seu desabafo. "Rombo existiu no passado quando o partido que hoje governa o Estado atrasava a folha dos funcionários. Quando pagava menos que um salário mínimo a um servidor. Quando pagava professores com um famigerado abono que corroia seus direitos trabalhistas. Uma ilegalidade, um abuso, um absurdo. Eu nunca atrasei um só dia de pagamento a funcionário. Problemas e dificuldades financeiras o Estado tem. É verdade. Há momentos em que se agrava, sim. Quando assumi em 2002 a situação era muito pior. Os balanços estão
ai para provar", escreveu.

Wilma ainda apresentou números, que de acordo com ela não demonstra tanta dificuldade financeira, como Rosalba Ciarlini vem divulgando na imprensa. "Sabe quanto o governo arrecadou agora em Janeiro? Próximo a 600 milhões de reais. Em apenas um mês. Sabe quanto gastou com a folha incluindo todos os poderes? Próximo a 200 milhões ou pouco mais do que isto. Sabe quanto destinou para a divida? 25 milhões, algo por aí. Sabe quanto sobrou para custeio, programas e investimento? Mais de 200 milhões. O que esta sendo feito com este dinheiro?", indagou a ex-governadora.

Derrotada nas eleições para o senado, Wilma encerrou seu desabafo provocando Rosalba a ser mais transparente nas suas ações. "Cadê a transparência tão propalada nos discursos? Por que tiraram do ar o portal que eu criei para mostrar as contas na internet? Minha gente, o novo governo esta querendo é fazer caixa. Juntar dinheiro para ficar forte, enquadrar aliados incômodos, manobrar melhor o cenário político da forma pouco republicana a que estão acostumados. Eles fazem este alarde todo para não ter que dar aumento a funcionário, para se proteger melhor das reivindicações por mais recursos dos outros poderes, dos prefeitos pedindo convênios e obras para seus municípios, para se desobrigar ou barrigar suas inúmeras promessas de campanha", finalizou.

20 de fev. de 2011

Com 'Lei Tiririca', começa reforma política 'possível'





A proposta de reforma política que começa a ser debatida no Congresso, a partir de terça-feira, deve aprovar uma mudança radical na eleição de deputados. Há uma grande chance de os partidos condenarem à morte o atual sistema proporcional, baseado em coeficiente eleitoral. No lugar entraria o voto majoritário simples. Traduzindo: quem tem mais votos é eleito.

Hoje, as vagas são distribuídas conforme o número de votos recebidos pela legenda ou coligação. Levando em conta esse resultado, o partido tem direito a um número de eleitos, mesmo que alguns tenham menos votos que outros candidatos.

A mudança tornará inútil a figura do candidato puxador de votos, geralmente representado por algum político importante ou por celebridades. Tanto que a proposta do voto majoritário simples foi, ironicamente, apelidada de 'Lei Tiririca' - ela impedirá justamente a repetição do fenômeno provocado pela eleição do palhaço, deputado pelo PR de São Paulo.

Tiririca teve 1,35 milhão de votos e ajudou a eleger candidatos bem menos votados, como Vanderlei Siraque (PT-SP), que somou 93 mil votos, menos que outros dez candidatos não eleitos.

Em eleições passadas, outros puxadores levaram a Brasília uma bancada de candidatos nanicos, como Enéas Carneiro e Clodovil Hernandez, ambos já falecidos e campeões de votos em 2002 e 2006, respectivamente. Há nove anos, Enéas foi escolhido por 1,5 milhão de eleitores e puxou mais quatro deputados, incluindo Vanderlei Assis de Souza, com ínfimos 275 votos.

'É um pouco chocante. Alguém que teve 128 mil votos não pode decidir em nome do povo, e quem teve 275 votos pode', diz o vice-presidente Michel Temer (PMDB), defensor do voto majoritário simples. 'Os partidos não vão mais buscar nomes que possam trazer muitos votos, nem vão procurar um grande número de candidatos para fazer 2,3 mil votos ou menos, só para engordar o coeficiente eleitoral.'

Se aprovada, a 'Lei Tiririca' vai gerar um imediato efeito colateral: tornará inúteis as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Hoje, os partidos se aliam para formar chapas para somar forças e produzir um alto coeficiente. Na nova regra, uma aliança partidária não produz qualquer efeito.

Unificação. Outra mudança em debate é a unificação das eleições e a coincidência de mandatos. A proposta é de consenso difícil, mas tem alguma chance de ser aprovada se entrar em vigor para eleições futuras, sem afetar os direitos de quem tem mandato e pode se reeleger.

Se houver consenso, os próximos prefeitos e vereadores serão eleitos em 2012 para mandato de dois ou de seis anos. No primeiro caso, menos provável, as eleições unificadas ocorreriam já em 2014. Se for um mandato de seis anos, a unificação ficaria para 2018.

Apesar da complexidade da proposta e do lado pouco prático - criaria uma supereleição em um único dia -, a ideia da reforma política, desta vez, é que ela não cometa o erro de sempre: uma debate inchado de propostas que, apesar de defendida como prioritária por todos os políticos, sempre acaba patinando. Pior: alterações significativas, como fidelidade partidária, verticalização das alianças e seu fim, acabaram sendo decididas por ordem do Poder Judiciário.

Por isso, veteranos do debate acreditam que a reforma só tem chance de passar se for restrita a poucos pontos. Em 2009, o Senado aprovou um texto que a Câmara ignorou, por não ter sido negociado em comum acordo. 'Se vierem poucos pontos, pode sair. Caso contrário, não', diz o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), principal líder político do partido que, no passado, ajudou a derrubar o projeto que criava a cláusula de barreira para legendas que não somassem 5% do total de votos para a Câmara Federal, o que praticamente inviabilizaria a atividade desses partidos.