12 de abr. de 2011

O ex-governador Iberê Ferreira concedeu entrevista hoje, ao jornalista Diógenes Dantas, da FM 96, de Natal


Iberê Ferreira começou criticando a forma como Rosalba falou, sábado, aos jornalistas do Estado, quando estabeleceu regras. "Não estabeleço regras nem limites", disse Iberê, referindo-se à entrevista coletiva de Rosalba, sobre os 100 dias de governo, onde as perguntas dos jornalistas foram limitadas.

O ex-governador rebateu as críticas da governadora Rosalba Ciarlini, de que seu governo teria quebrado o Estado. Concordou que deixou o governo com um "desequilíbrio nas contas", mas afirmou que entre "quebrado" e "desequilibrado" havia uma diferença.

Destacou que o governo Rosalba fez uma arrecadação recorde nos primeiros 3 meses do ano, ao contrário do ano passado, quando o repasse do Fundo de Participação Estadual foi reduzido, e que a dívida que Rosalba diz ter encontrado, de 800 milhõoes de reais, significa 10% do Orçamento aprovado para este ano que é de 9 bilhões.

Para Iberê, quem deve 10% do que ganha não está quebrado. "Ela diz que em 9 meses eu quebrei o Estado", disse Iberê, evitando citar heranças do governo da sua antecessora, Wilma de Faria. "Não quero acusar ninguém", disse Iberê.

Iberê Ferreira de Souza considerou esquisito a história do atual governo dizer que Natal tinha perdido a Copa e o atual governo recuperou a posição de sede.

"Essa história da Copa, dizer, ah, eu resolvi, não resolve, o povo não é besta", reclamou Iberê, ao dizer que Natal só está na Copa por causa dos governos anteriores.

"Nós estamos na Copa porque Wilma ousou, contratou um projeto premiado. E eu criei a Secopa. Não é demérito dizer eu estou concluindo", disse Iberê, afirmando que a governadora Rosalba Ciarlini poderia dizer que os governos Wilma e Iberê começaram e nosso governo vai concluir o projeto da Copa.P

De acordo com Iberê, se Natal não tivesse na Copa, não teria como o atual governo incluí-la.

Combustíveis

 Os preços do etanol hidratado já atingiram o teto de preços nos postos de combustíveis, informou ontem o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz. Segundo ele, como os preços ao produtor do hidratado já seguem em queda há cerca de 10 dias nas usinas, esta queda deve chegar aos postos de combustíveis nos próximos dias. “Porém, será uma queda mínima, de centavos de diferença”, disse ele. Vaz afirma que uma maior queda apenas será registradas no final de abril e o hidratado apenas voltará a ser competitivo em meados de maio. O etanol anidro deve continuar subindo nos próximos dias e apenas registrará queda quando os preços do hidratado para o consumidor recuarem de forma mais expressiva.

10 de abr. de 2011

O fim já esperado do MEIOS

“O que devíamos do convênio nós já pagamos. O Meios é uma organização não governamental, não é do Estado, é uma Ong como tantas outras que temos no Estado.”
Essas afirmações foram feitas pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) em sua primeira entrevista coletiva como governante, nesse sábado (9), em Natal.
Como fez em 1997 quando "em nome da legalidae" demitiu mais de mil funcionários que se encontravam em situção "ilegal" não se diferenciando dos que foram acolhidos pela então prefeita Rosalba e até hoje permanecem nos quadros da administração municipal.
Interessante ressaltar que em momento algum da campanha eleitora de 2010 quando a" rosa" se elegeu governadora no primeiro turno (certamente com votos de muitos pertencentes ao MEIOS) foi comentado que a relação do estado com a ONG iria se extiguir.
Vale lembrar que o Meios funcionava ligado ao estado desde 1979 quando aliados da hoje governadora como José Agripino e Garibalde Filho mantiveram o contrato com a ONG.

9 de abr. de 2011

100 dias do governo Dilma

A oposição ao governo Dilma Rousseff passou os primeiros dias da atual gestão divida entre as tarefas de juntar os cacos de mais uma derrota para o PT e de encontrar um discurso que faça frente à nova presidente. Somente na semana passada, o PSDB, principal partido de oposição, encaixou críticas ao governo Dilma. Aumento dos gastos públicos, desaceleração do PAC e descontrole da inflação vão formar o tripé do ataque oposicionista.

Esses foram os eixos do discurso que o senador e presidenciável tucano Aécio Neves (MG) proferiu no Senado quarta-feira passada. Esses pontos também foram reforçados pelo líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP). 'O governo está trabalhando com orçamentos paralelos: o que foi aprovado para este ano e o dos restos a pagar do governo anterior, que se transformaram em uma bola de neve e que reduzem a capacidade de investimento', afirmou Nogueira. 'Vemos, infelizmente, renascer, da farra da gastança descontrolada dos últimos anos, e em especial do ano eleitoral, a crônica e grave doença da inflação', afirmou Aécio.

Mas o desafio ainda é grande. Não bastassem os 56% de aprovação da presidente Dilma Rousseff, segundo pesquisa Ibope, os adversários dela ainda penam com a falta de rumo diante de uma personalidade discreta e econômica na retórica. 'O Lula facilitava a oposição parlamentar porque falava demais e abria espaço para o contraditório. Dilma, não', resume o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE).

O tucanato já notou que Dilma analisou o discurso do adversário da época da campanha, José Serra. 'Agora, ela ensaia um pedaço do discurso do Serra no governo', observa Guerra, ao destacar que Dilma fala em austeridade, controle de gastos, direitos humanos e gestão profissional na saúde, além de procurar mostrar que a política externa mudou. O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), observa que uma coisa é o discurso, e outra, a prática. Mas admite que no primeiro momento, o que prevalece mesmo foi o discurso. 'Fica a aparência, que não é ruim', concorda Guerra.

Divisão. Se por um lado o DEM implodiu com a perda de seu principal quadro no Executivo - o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que criou o novo PSD - o PSDB também enfrenta o velho racha entre Minas e São Paulo e a falta de foco que penaliza o conjunto da oposição. 'Os eleitores do PSDB têm simpatizado com as ações da presidente Dilma e isto tem preocupado o partido', disse a certa altura da reunião fechada dos governadores tucanos no dia 28 passado o anfitrião Antonio Anastasia (MG). 'Faço um parêntese à fala de Anastasia', atalhou o paulista Geraldo Alckmin. 'Nós não vamos atacar ou criticar a pessoa da presidente, mas temos realmente que fazer nosso papel de oposição, criticando o governo'. Alckmin frisou que o Brasil não é 'vocacionado' para ter um partido somente, e afirmou que o PSDB tem que se preparar para a alternância do poder.

7 de abr. de 2011

Maria da Penha não se aplica a homem agredido por esposa

De acordo com o juiz, como a vítima é pessoa do sexo masculino não se pode aplicar a Lei Maria da Penha
O Pleno do Tribunal de Justiça resolveu durante sessão plenária de ontem, 06, o conflito de competência entre o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e o Juizado Especial do Distrito Judiciário da Zona Norte, ambos da Comarca de Natal. O conflito surgiu diante da Ação Penal que apura possível ocorrência de crime de lesão corporal e dano de uma mulher contra o seu ex-companheiro.
De acordo com o relator, desembargador Caio Alencar, como a vítima é pessoa do sexo masculino, não se pode aplicar a Lei Maria da Penha, devendo ser o Juizado Especial Criminal da Zona Norte de Natal o juízo competente para o julgamento da ação penal em questão.

3 de abr. de 2011

Humor político e seus "causos"...



Num comício daquela pequena cidade, dizia o prefeito: - Queridos cidadãos e cidadãs, durante todo o meu mandato, coloquei a minha honestidade acima de qualquer interesse político. Vocês podem ter certeza que neste bolso - e batia no bolso do paletó com uma das mãos - nunca entrou dinheiro do povo. Neste instante alguém grita: - Paletó novo, hein?

1 de abr. de 2011

Justiça mantém restrição à tatuagem em concurso para a Brigada Militar

A restrição à tatuagem para os militares não caracteriza tratamento desigual uma vez que a carreira militar tem uma série de particularidades que a diferencia de todas as outras atividades civis. Com base nesse entendimento, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou provimento à apelação de candidato reprovado em exame de saúde de processo seletivo do Programa de Militares Estaduais Temporários da Brigada Militar em Santana do Livramento.


Caso


O apelante participou de todas as etapas do processo seletivo, concluindo o certame na 21ª posição para 65 vagas existentes para a Fronteira Oeste. Porém, a corporação deixou de contratá-lo e o desligou da corporação devido a sua eliminação no exame de saúde em razão de uma tatuagem que ostenta no braço. Ele aduziu, ainda, que candidatos com classificação inferior à dele já foram contratados, o que caracterizaria sua preterição, gerando-lhe o direito de ser contratado.


Segundo o relator do processo, Desembargador Nelson Antonio Monteiro Pacheco, não há evidência clara de ato ilegal. Embora o apelado tenha demonstrado que o tipo de uniforme que escolheu encobre o estigma, é fato que quando se inscreveu no exame para o ingresso nos quadros de carreiras iniciais da Brigada Militar, estava ciente das causas que resultariam da reprovação no exame de saúde, dentre as quais restava bem específica às tatuagens em áreas expostas, sem serem cobertas pelos uniformes regularmente usados pela Brigada Militar.


Ainda mais que dentre os uniformes obrigatórios existem aqueles exclusivos para a prática diária de exercícios físicos e os utilizados na Operação Golfinho, que envolve o uso diário de camisetas sem mangas que revelariam a tatuagem, observou o relator. No entendimento do relator, cabe considerar que o apelado possui duas tatuagens, sendo uma tribal, introduzida sobre a epiderme do braço esquerdo, além de uma figura de dragão tatuada nas costas. A tatuagem do braço mede 12x3 cm, ultrapassando o tamanho de algumas mangas curtas aprovadas pelo Regulamento de Uniformes da Brigada Militar.