12 de mai. de 2012

Confusão de notas





O Professor  e presidente local do PT Valdomiro Morais emitiu uma nota agora há pouco esclarecendo alguns fatos referentes a outros informativos que teriam sido veiculado em seu nome sem o seu consentimento e conhecimento, confira:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A despeito de nota intitulada “PT de Mossoró assina nota reafirmando pré-candidatura de Josivan Barbosa” divulgada no dia de ontem, 11 de maio de 2012 em blogs locais venho a público prestar os seguintes esclarecimentos.
1- Na plenária realizada, dia 10 de maio, foram tirados alguns encaminhamentos, entre eles a divulgação de uma nota. No entanto, a nota divulgada não passou pelas modificações e adequações do Presidente e foi divulgada com a assinatura da Presidência do Diretório da qual não autorizamos.
2- não ocorreu reunião do Diretório Municipal, nem mesmo de Direção Executiva do PT no dia 10 de maio. Portanto, não poderíamos divulgar uma nota em nome dessas instâncias, uma vez que elas não se reuniram, por consequência não deliberaram sobre a matéria supracitada;
3- A plenária não é instância decisória, mas espaço de mobilização, debate, sugestões e encaminhamentos das decisões das instâncias partidárias (Diretório e Executiva). As sugestões aprovadas nesse dia 10 de maio necessariamente teriam que ser submetidas à Executiva Municipal, instância legitimamente constituída para deliberar sobre convocação de Convenção, conforme determina o Estatuto do PT, Artigo 158.
Mossoró, 12 de maio de 2012.
Professor. Valdomiro Morais
Rua: Luiz Ludugero, 14 – Abolição II
Mossoró/RN, Brasil (Brazil), CEP 59612-150
Fone (Phone): 0XX 84 3318 0604 – Celular 8898 1018

11 de mai. de 2012

Deu na Folha de São Paulo

Por Haddad, PT edita resolução para intervir em escolhas municipais

PAULO GAMA
DE SÃO PAULO
Para impulsionar a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, a Executiva Nacional do PT editou nesta quinta-feira uma resolução que exige que as alianças em cidades com mais de 200 mil eleitores sejam homologadas por ela antes do registro. O texto deve ser aprovado em reunião do Diretório Nacional no dia 18, em Porto Alegre.
A medida tem como objetivo principal desfazer nós em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro -- cidades em que há disputa entre os diretórios locais, que querem candidatura própria, e a direção nacional, favorável a uma aliança com o PSB.
O apoio do PT às candidaturas socialistas nas duas cidades é parte da condição do PSB para que o partido apoie Haddad em São Paulo.
O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, após reunião da Executiva em São Paulo.
"Temos uma disposição aprovada hoje que diz que, nas cidades com mais de 200 mil, as chapas deverão ser antes dos registros homologados pela Executiva Nacional, justamente para não ter que provocar intervenção", afirmou. "Foram avocados Mossoró e duque de Caxias."
Falcão relatou ainda encontro com a direção nacional do PC do B. Disse que o PT deve apoiar o partido em Florianópolis, Olinda e em Jundiaí (SP).
"Estamos conversando bastante e esperamos já no encontro municipal [em 2 de junho] ter alguma aliança firmada."
PESQUISA
Falcão minimizou os resultados da pesquisa Ibope divulgada ontem, em que Haddad aparece com 3% das intenções de voto, enquanto o tucano José Serra, seu principal adversário, tem 31%. Disse estar tratando a campanha de "forma muito serena".
"Temos indicações bem fundamentadas de que o conhecimento do nome de Haddad -- quando houver possibilidade de acesso aos meios de comunicação eletrônicos--, quando associado aos nomes do ex-presidente Lula, da presidenta Dilma e do PT, o potencial é bastante significativo e aponta para condições de vitória."

Ministério da Saúde lança cartão para índios terem acesso mais fácil a hospitais e remédios

 

O Ministério da Saúde lançou hoje (10) um cartão de identificação que facilitará o acesso dos índios a atendimento hospitalar e ainda oferecerá ao médico informação individual sobre o histórico do paciente. O Cartão Nacional de Saúde, também conhecido por SUS Indígena, ainda fornecerá informações e indicadores para elaboração de políticas destinadas às populações indígenas.
Elza Fiúza/ABrA novidade foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha aos participantes da Oficina de Organização dos Processos de Trabalho de Edificações e Saneamento Ambiental de Saúde Indígena, em BrasíliaA novidade foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha aos participantes da Oficina de Organização dos Processos de Trabalho de Edificações e Saneamento Ambiental de Saúde Indígena, em Brasília

A novidade foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha aos participantes da Oficina de Organização dos Processos de Trabalho de Edificações e Saneamento Ambiental de Saúde Indígena, em Brasília.

"Muitos indígenas não possuem nem CPF nem qualquer documento de identificação, e isso pode gerar dificuldades na hora que precisarem de atendimento hospitalar ou de medicamentos. Tendo em mãos esse cartão, o hospital será obrigado a atendê-lo e entregar os remédios que forem necessários", explicou o ministro.

No mesmo evento, Alexandre Padilha anunciou o lançamento para a população indígena do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica, que administra o fornecimento de remédios. Chamado de Hórus, esse sistema permitirá um acompanhamento mais preciso da distribuição e do estoque de medicamentos destinados a aldeias indígenas em tempo real.

O cartão de atendimento para uso dos índios ajudará o governo na tomada de decisões sobre as ações de saúde mais adequada em áreas como vigilância epidemiológica, prevenção na atenção básica e demanda da rede hospitalar, segundo o Ministério da Saúde. Por meio dele, gestores e profissionais de saúde também terão acesso a históricos individuais de atendimento.

A expectativa do Ministério da Saúde é contemplar com o cartão todos os índios brasileiros, de forma a ajudar o país a "pagar a dívida histórica" que tem com seus primeiros habitantes. Atualmente, há aproximadamente 620 mil indígenas cadastrados no Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (Siasi).

Já o sistema Hórus, que desde 2009 está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a estados e municípios, permitirá às unidades da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) acompanhar de forma individualizada o uso, a distribuição e o estoque de medicamentos em tempo real, ampliando o acesso da população indígena a medicamentos essenciais.

As medidas anunciadas foram bem recebidas pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena do Vale do Javarí (AM), Jorge Marubo. Ele, no entanto, manifestou preocupação com medidas de saúde preventiva.

"Sabemos que muitos avanços têm sido conquistados, mas há ainda dificuldades principalmente nas pontas [do processo]. Muitos dos problemas de saúde são decorrentes do saneamento precário e da falta de unidades de saúde em nossas comunidades", afirmou.

Outro problema levantado pelo líder indígena é o acesso às aldeias. "Há problemas de transporte até elas, o que prejudica inclusive a chegada dos medicamentos", disse Marubo à Agência Brasil.

Pouco antes, o ministro da Saúde havia comentado que algumas empresas haviam recusado entregar medicamento nas comunidades da Região Norte. "Dos 130 itens [medicamentos] destinados às aldeias, 19 não foram entregues por recusa das empresas. Por isso, tomamos a decisão de fazer a compra desses medicamentos de forma centralizada em Brasília, a partir de onde eles serão encaminhados às aldeias", disse Padilha.

Sobre os demais problemas apresentados por Marubo, o ministro garantiu que não há limites orçamentários para a estruturação da saúde e do saneamento indígena, mas isso, acrescentou, "está condicionado à apresentação de projetos bem estruturados".

*Fonte: Agência Brasil

10 de mai. de 2012

Pesquisa Consult/Sinduscon: Governo Rosalba é desaprovado por 67,4% dos entrevistados

As constantes crises que vem sendo deflagradas em aparelhos públicos administrados pelo Governo do Estado estão refletindo na população. Grande parte dos natalenses desaprova a gestão da Rosa.
De acordo com a pesquisa Consult, encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), 67,4% dos eleitores não está nada feliz com a atual administração. Reflexo negativo da falta de um bom grupo de trabalho com condições reais de trabalhar.
Análise do governo Rosalba
67,4% desaprova
17,6% aprova
15% não souberam opinar

Novos números para a disputa em Natal

Pesquisa Sinduscon-Consult: Conheça a divisão do eleitorado dos candidatos por região de Natal

Carlos Eduardo – 47,3%
Zona Norte – 50,9%
Zona Sul – 42,7%
Zona Leste – 51,3%
Zona Oeste – 44,1%

Wilma de Faria – 18,1%
Zona Norte – 18%
Zona Sul – 17,7%
Zona Leste – 20%
Zona Oeste – 17,4%

Rogério Marinho – 6,7%
Zona Norte – 5,7%
Zona Sul – 5,9%
Zona Leste – 5,6%
Zona Oeste – 9,3%

Hermano Morais – 3,7%
Zona Norte – 3,1%
Zona Sul – 4,5%
Zona Leste – 3,8%
Zona Oeste – 3,7%

Fernando Mineiro – 3%
Zona Norte – 2,9%
Zona Sul – 5,5%
Zona Leste – 1,9%
Zona Oeste – 1,9%

Micarla de Sousa – 1,5%
Zona Norte – 1,7%
Zona Sul – 0,5%
Zona Leste – 1,3%
Zona Oeste – 2,2%

A pesquisa foi registrada no TRE com o número 014-2012, entrevistou 1.000 pessoas e tem margem de erro de 3%. A pesquisa foi feita no período de 4 a 6 de maio de 2012.

Valdomiro Morais deixa a presidência do PT em reunião tensa

Valdomiro Morais ao lado de Josivan em recente entrevista no Secom
O professor Valdomiro Moraes, deixou a presidência do PT, de Mossoró.

Foi em agitada reunião da executiva do diretório local, realizada na noite de terça-feira, 8, na sede do SECOM.

Acusado de fazer corpo mole para a adoção de algumas medidas, Morais não suportou a pressão.

Um exemplo de atos que Valdomiro teria deixado de adotar, na semana passada, a despeito de ter sido solicitado com antecedência, ele não providenciou a mobilização para uma plenária.

Sob o pretexto de licença, Valdomiro deixa a presidência do PT por 180 dias.

Ou seja: só volta – se voltar – ao comando do partido, depois do processo sucessório de 2012.

A presidência petista passa a ser ocupada pelo vice-presidente, também professor Rômulo Arnoud.

CLIMA – De acordo com fonte que participou da reunião que acabou com a mudança de presidente do PT, o clima foi tenso.

Do princípio, ao fim do encontro.

Um militante, defensor do apoio do PT a deputada estadual Larissa Rosado, do PSB, chegou a aconselhar ao pré-candidato Josivan Barbosa a desistir.

Outros dois petistas ameaçaram partir para o confronto físico, porém, foram contidos pela turma do “deixa disso”.

ATO – A despeito da ameaça da direção nacional de impor a retirada da candidatura de Josivan Barbosa, a executiva local adotou algumas medidas, dispondo sobre a ratificação da postulação.

Para retirar a candidatura própria, o diretório nacional terá que intervir.

Antes, precisará desfazer a atual executiva local.

Durante a reunião Josivan Barbosa exigiu que constasse da ata, que os diretórios nacional e estadual apresentem uma justificativa, por escrito, sobre a retirada de sua pré-candidatura.

Se isto vier a ocorrer.

Ao final, o grupo defensor da candidatura própria, sob o comando do poeta Crispiniano Neto, avisou que “não abre nem para um trem, carregado de dinamite, com um doido em cima fumando um charuto”.

Nesta quinta-feira, 10, tem nova reunião do PT, no Secom, a partir das 19h.

José Agripino Maia teria recebido R$ 1 milhão em propina de esquema criminoso

Escândalo no RN: De acordo com Barbosa, o pagamento seria parcelado, mas José Agripino Maia, presidente do DEM queria o dinheiro na hora. A quadrilha pretendia faturar cerca de 1 bilhão de reais com a participação de políticos e empresários

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Testemunha acusa senador José Agripino Maia, presidente do DEM, de receber 1 milhão de reais do esquema. Foto: Válter Campanato / Agência Brasil
Há pouco mais de um mês, em 2 de abril, um grupo de seis jovens promotores de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte organizou uma sessão secreta para ouvir um lobista de São José do Rio Preto (SP), Alcides Fernandes Barbosa, ansioso por um acordo que o tirasse da cadeia. Ele foi preso com outras nove pessoas, em 24 de novembro de 2011, durante a Operação Sinal Fechado, que teve como alvo a atuação do Consórcio Inspar, montado por empresários e políticos locais com a intenção de dominar o serviço de inspeção veicular no estado por 20 anos. A quadrilha pretendia faturar cerca de 1 bilhão de reais com o negócio. Revelado, agora, em primeira mão, o depoimento de Barbosa aponta a participação do senador Agripino Maia, presidente do DEM, acusado de receber 1 milhão de reais do esquema.
O depoimento de Barbosa durou 11 horas e reforçou muitas das teses levantadas pelos promotores sobre a participação de políticos no bando montado pelo advogado George Olímpio, apontado como líder da quadrilha, ainda hoje preso em Natal. De acordo com trechos da delação, gravada em vídeo, Barbosa afirma ter sido chamado, no fim de 2010, para um coquetel na casa do senador Agripino Maia, segundo disse aos promotores, para conhecer pessoalmente o presidente do DEM. O convite foi feito por João Faustino Neto, ex-deputado, ex-senador e atual suplente de Agripino Maia no Senado Federal. Segundo o lobista, ele só foi chamado ao encontro por conta da ausência inesperada de outros dois paulistas, um identificado por ele como o atual senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e o outro apenas como “Clóvis” – provavelmente, de acordo com o MP, o também tucano Clóvis Carvalho, ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso.
Apontado como um dos principais articuladores do esquema criminoso no estado, Faustino Neto foi subchefe da Casa Civil do governo de São Paulo durante a gestão do tucano José Serra. Na época, era subordinado a Aloysio Nunes Ferreira.
De acordo com os promotores, o papel de Barbosa na quadrilha era evitar que a Controlar, uma empresa com contratos na prefeitura de São Paulo, participasse da licitação que resultou na escolha do Consórcio Inspar. Em conversas telefônicas interceptadas com autorização da Justiça potiguar, Barbosa revela ter ligado para o prefeito Gilberto Kassab (PSD), em 25 de maio de 2011, quando se identificou como responsável pela concessão da inspeção veicular no Rio Grande do Norte. Aos interlocutores, o lobista garantiu ter falado com o prefeito paulistano e conseguido evitar a entrada da Controlar na concorrência aberta pelo Detran local. Em um dos telefonemas, afirma ter tido uma conversa “muito boa”. Embora não se saiba o que isso significa exatamente, os promotores desconfiam das razões desse êxito. Apenas em propinas, o MP calcula que a quadrilha gastou nos últimos dois anos, cerca de 3,5 milhões de reais.
Aos promotores, Alcides Barbosa revelou que foi levado ao “sótão” do apartamento do senador Agripino Maia, em Natal, onde garante ter presenciado o advogado Olímpio negociar com o senador apoio financeiro à campanha de 2010. Na presença de Faustino Neto e Barbosa, diz o lobista, George prometeu 1 milhão de reais para o presidente do DEM. O pagamento, segundo o combinado, seria feito em quatro cheques do Banco do Brasil, cada qual no valor de 250 mil reais, a ficarem sob a guarda de um homem de confiança de Agripino Maia, o ex-senador José Bezerra Júnior, conhecido por “Ximbica”. De acordo com Barbosa, Agripino Maia queria o dinheiro na hora, mas Olímpio afirmou que só poderia iniciar o pagamento das parcelas a partir de janeiro de 2012.
O depoimento reforça um outro, do empreiteiro potiguar José Gilmar de Carvalho Lopes, dono da construtora Montana e, por isso mesmo, conhecido por Gilmar da Montana. Preso em novembro de 2011, o empreiteiro prestou depoimento ao Ministério Público e revelou que o tal repasse de 1 milhão de reais de Olímpio para Agripino Maia era “fruto do desvio de recursos públicos” do Detran do Rio Grande do Norte. O empresário contou história semelhante à de Barbosa. Segundo ele, Olímpio deu o dinheiro “de forma parcelada” na campanha eleitoral de 2010 a Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), e para o senador Agripino Maia. E mais: a doação foi acertada “no sótão do apartamento de José Agripino Maia em Morro Branco (bairro nobre de Natal)”.
Com base em ambos os depoimentos, o Ministério Público do Rio Grande do Norte decidiu encaminhar o assunto à Procuradoria Geral da República, pelo fato de Agripino Maia e ser senador da República, tem direito a foro privilegiado. Lá, o procurador-geral Roberto Gurgel irá decidir se uma investigação será aberta ou não.
O senador Agripino Maia nega todas as acusações. Afirma que nunca houve o referido coquetel no apartamento dele, muito menos repasse de 1 milhão de reais das mãos da quadrilha para sua campanha eleitoral, em 2010. Negou até possuir um sótão em casa. “Sótão é aquela coisinha que a gente sobe por uma escadinha. No meu apartamento eu tenho é uma cobertura”, explicou. Agripino Maia afirma ser vítima de uma armação de adversários políticos e se apóia em outro depoimento de Gilmar da Montana, onde ela nega ter participado do coquetel na casa do senador.
De fato, dias depois de o depoimento do empreiteiro ter vazado na mídia, no final de março passado, o advogado José Luiz Carlos de Lima, contratado posteriormente à prisão de Gilmar da Montana, apareceu com outra versão. Segundo Lima, houve “distorções” das declarações do empresário. De acordo com o advogado, o depoimento de Montana, prestado a dois promotores e uma advogada dentro do Ministério Público, ocorreu em condições “de absoluto estresse emocional e debilidade física” do acusado, que estaria sob efeito de remédios tranquilizantes. No MP potiguar, a versão não é levada a sério.
Fonte: CartaCapital