Novamente vem à tona o já conhecido caso "Kerinho" (PDT), de São José de Mipibu, ex candidato à deputado Federal em 2018 na coligação onde estava matriculado o deputado Beto Rosado (PP) de Mossoró.
A fato teve início com o indeferimento da candidatura de Kéricles Alves Ribeiro (Kerinho), que concorreu àquele pleito de forma "sub judice" por ter perdido prazos para entrega de documentos que comprovariam o pagamento de uma multa eleitoral.
Posteriormente, obteve do TSE, o reconhecimento de que o erro teria sido cometido pelo sistema da própria Justiça Eleitoral, e Kerinho teve seus 8.990 votos computados em sua coligação partidária, derrubando, assim, o deputado Fernando Mineiro (PT), que obtivera 98.070 mil votos, 26.978 a mais do que Beto, que auferiu naquele pleito, 71.092 sufrágios.
O caso, agora teve um novo capítulo, pois além da não comprovação do pagamento em tempo hábil dessa multa, Kerinho não havia se desincompatibilizado de um cargo comissionado que exercia na prefeitura de Monte Alegre, cujas investigações obtiveram contracheques, ratificando que o candidato nunca se afastou do cargo, como orienta a legislação eleitoral.
Portanto, com o novo parecer do Procurador Regional Eleitoral, Sérgio Chaves Fernandes, que reconhece tanto o não pagamento da multa por parte de Kerinho e o vínculo proibido dele na prefeitura de Monte Alegre, o deputado Beto Rosado deverá abrir a vaga para o hoje Secretário extraordinário para Gestão de Projetos e Metas de Governo do Rio Grande do Norte, Fernando Mineiro.