Apesar das intervenções do Banco Central nos mercados à vista e futuro, o dólar comercial terminou esta segunda-feira (24) com leve queda de 0,06%, cotado à R$ 1,6700 na compra e R$ 1,6720 na venda. A véspera do feriado na cidade de São Paulo resultou em um volume mais baixo de negócios.
O Banco Central realizou operações de compra de dólar no mercado à vista entre as 11h38 e 11h43 desta manhã, conforme anunciado pelo Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa de corte ficou em R$ 1,6740. O BC também realizou uma segunda intervenção, que teve início às 15h40 e terminou às 15h45, com taxa aceita de R$ 1,6721.
A instituição também atuou no mercado futuro, através do terceiro leilão de swap cambial reverso, que vendeu novamente o lote integral de 20 mil contratos, com giro de cerca de US$ 990 milhões. Vale lembrar que na última sexta-feira o Banco Central realizou a mesma operação, na qual vendeu US$ 989,492 milhões em contratos.
Os contratos têm três prazos de vencimentos para abril e julho deste ano e janeiro do próximo. Os lotes foram cotados na máxima a 99,6800, 99,3300 e 98,4139, nessa ordem. As taxas nominais ficaram em 1,7830% para os contratos de abril, 1,5674% para julho e 1,7203% para janeiro de 2012.As propostas foram registradas das 12h00 até às 12h30.
Cenário interno
A balança comercial, divulgada nesta segunda-feira pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), registrou superávit de US$ 680 milhões na terceira semana de janeiro, após as exportações atingirem US$ 4,272 bilhões no período, ao passo que as importações alcançaram a margem de US$ 3,592 bilhões.
A inflação também ficou na pauta por aqui. Pela primeira vez depois de 121 semanas sem alterações, foi registrada alta na mediana das projeções compiladas pelo relatório Focus para a variação IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2012. As estimativas passaram de 4,5% para 4,54%, ameaçando o cumprimento da meta do CMN (Conselho Monetário Nacional).
Ainda no assunto, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou uma alta de 1,18%, a maior desde a primeira semana de fevereiro de 2010.
Referências externas
A sexta-feira não apresentou indicadores relevantes no plano externo, mas importantes resultados corporativos foram apresentados nos Estados Unidos. Entre eles, a petrolífera Halliburton divulgou ganhos acima do esperado no quarto trimestre, enquanto o McDonald’s e a Philips tiveram ganhos abaixo do projetado pelo consenso.
Na Europa, o governo húngaro elevou a taxa básica de juro para 6% ao ano, visando combater as pressões inflacionárias, em decisão já esperada pelo mercado. Por sua vez, o presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que as maiores economias do mundo precisam tomar medidas para modificar o sistema monetário mundial, reformar a governança econômica e conter a volatilidade nos mercados de commodities.
Dólar fecha com variação negativa de 0,06%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6720 na venda, leve baixa de 0,06% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 0,35% em janeiro, frente à baixa de 2,79% registrada no mês passado.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em fevereiro, segue o dia cotado a R$ 1,677, uma pequena alta em relação a última sexta-feira, onde valia R$ 1,675. O contrato com vencimento em março, por sua vez, opera em leve baixa de 0,05%, atingindo R$ 1,686 frente à R$ 1,687 da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6717000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,79 para março de 2011, estavél ao que foi registrado na sessão anterior.