O deputado estadual eleito Agnelo Alves (PDT) considerou de “extrema gravidade” as denúncias feitas pelos auxiliares do novo governo sobre a situação financeira do Estado deixada pelo governo anterior e defendeu um posicionamento da Assembleia Legislativa, mesmo neste período de recesso parlamentar de uma legislatura que está chegando ao fim. De acordo com os últimos fatos relatados, a governadora Rosalba Ciarlini encontrou um estado à beira da falência, com a utilização de verbas com fins específicos determinados por lei federal e que foram utilizados para outros fins, o que a obrigou a tomar medidas como a suspensão das transferências constitucionais, entre as quais, a mais grave, a dos municípios.
Agnelo, eleito para a próxima legislatura, cobra posição da AL“O quadro é de extrema gravidade não apenas no que se refere à crise econômica e financeira do Estado, mas de uma série de acontecimento sobre os quais ninguém pode ficar indiferentes, desde os poderes constituídos ao mais simples cidadão pagador de impostos”, disse Agnelo.
Ele lembrou que o Executivo está apurando os fatos com os quais se defronta. O Ministério Público também está colaborando. “Dá para sentir a falta de um posicionamento da Assembleia Legislativa. Os colegas deputados foram surpreendidos tanto quanto os norte-rio-grandenses. Mas suponho que entre o recesso dos atuais e a posse dos novos, deve haver uma condição para que o Legislativo não fique indiferente. O Legislativo é permanente, existe. O recesso não é o fim.”
O deputado eleito antecipou como será sua atuação na Assembleia: “Minha posição é de atender a toda e qualquer convocação, seja de governo ou de oposição, sempre voltado para os interesses superiores do RN.
Em relação a eleição da Mesa da Assembleia Legislativa, Agnelo disse: “Para o próximo biênio, o comando já está definido com Ricardo Motta para presidente. Ele tem o meu apoio e deve assumir o comando da formação da Mesa que irá ajuda-lo na liderança do poder legislativo, acima dos interesses pessoais ou partidários.