1 de out. de 2010

Dilma e Serra evitam confronto direto


Em seu último debate no primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, os quatro primeiros colocados na corrida eleitoral protagonizaram um confronto morno, encerrado na madrugada de hoje, na Rede Globo de Televisão. Aborto, caso Erenice e quebra de sigilo fiscal foram temas evitados pelos presidenciáveis.

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) evitaram perguntas diretas um ao outro a petista, curiosamente, pouco citou nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atitude seguida também pelos demais concorrentes. Marina Silva (PV), diferentemente do embate na Rede Record, foi menos incisiva. Plínio de Arruda Sampaio tentou repetir suas tiradas irônicas e cobranças aos adversários. E defendeu a suspensão do pagamento da dívida externa.

Dilma manteve a postura de em quase todas as suas intervenções elogiar o governo federal. Logo no primeiro bloco, questionada por Marina sobre a informalidade dos trabalhadores, disse que uma das grandes conquistas do governo do presidente Lula foi a formalização. 'Até 2005, o que a gente tinha era esse processo de informalização. Batemos todos os recordes formalização, criamos 14 milhões de empregos, chegaremos a 15 milhões até o fim do ano.'

Ao perguntar sobre funcionalismo público, Dilma foi acusada por Plínio, que disse que sua política para o setor seria 'completamente diferente da de seu governo'. 'Sem terceirização, sem privatização. Você era ministra e não vi você reclamar contra isso.' Dilma respondeu: ' O governo do presidente Lula não privatizou, pelo contrário, reforçou a Petrobrás. A mesma coisa na Eletrobrás, em todas as estatais do Brasil. Agora, acredito em funcionalismo de carreira. Acabamos com a precarização, fizemos vários concursos públicos, demos reajustes.'

Questionada por Serra sobre reforma previdenciária, Marina defendeu a adoção do regime de capitalização. 'De fato, temos grande problema na Previdência e temos de enfrentar enquanto a população ainda é jovem. Que a gente possa sair do regime deficitário que temos para um regime de capitalização, que as pessoas que vão entrar (no mercado de trabalho) possam entrar num regime de capitalização, os que estão aposentados tenham um sistema de recuperação do poder aquisitivo.' Sem dar detalhes, ela prometeu criar um 'mecanismo de recuperação' das aposentadorias e pensões que não comprometa as contas públicas. Na réplica, Serra aproveitou para defender suas propostas para o setor: reajuste de 10% para aposentados e pensionistas e aumentar o salário mínimo para R$ 600.

Ao perguntar a Marina sua opinião sobre transportes, Dilma ouviu a candidata verde dizer que o governo atual não tem para o setor um plano abrangente, apenas um programa de gestão, o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que prometeu continuar. Ao comentar a resposta da adversária, Dilma foi um pouco irônica. 'Me desculpe, Marina, mas tem um plano nacional de logística que foi elaborado e é por causa dele que sabemos que é preciso integrar ferrovias, hidrovias e ferrovias.' A petista então aproveitou para fazer propaganda de obras do governo, como a Ferrovia Norte-Sul e a Ferrovia Transnordestina.

Um momento de tensão aconteceu quando Marina questionou Serra por causa de críticas feitas no passado pelo PSDB e pelo DEM aos programas sociais do governo federal, como o Bolsa-Família. Ela perguntou ao tucano se fazia autocrítica dessa postura. 'Marina, não use sua régua para medir os outros', disse Serra, irrigado. 'Se fosse usar, eu diria que você e a Dilma têm muitas coisas parecidas. Como a Dilma, você foi ministra do governo, inclusive no mensalão.'

30 de set. de 2010

Média das pesquisas dá Dilma no primeiro turno


Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)
Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de 'zona de confusão', que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.
Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)
Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de 'zona de confusão', que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.
Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)
Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de 'zona de confusão', que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.
Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)
Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de 'zona de confusão', que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.
Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)
Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de 'zona de confusão', que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.

29 de set. de 2010

Debate




Assisti ontem ao debate com os governadoráveis do estado, transmitido e organizado pela Inter TV Cabugi e entendi como muito civilizado, não fossem algumas críticas feitas entre eles no intuito de se auto destacar.

Em um dado momento o candidato Carlos Eduardo tentou falar mal da administração de Micarla de Sousa em Natal, usando como escudo a candidata do DEM Rosalba Ciarline, que por sua vez não respondeu as provocações do "brizolista".

Rosalba, peguntada por Iberê em relação á cultura, esquceu-se de dizer que o museu Municipal de Mossoró foi fechado em sua administração há mais de dez anos, e quando criticou o governo de vilma dizendo que em oito anos havia mudado dez vezes de secretário, do mesmo modo ficou sem dizer que um deles foi seu cunhado o Deputado Betinho Rosado.

Sandro Pimental do PSOL foi novamente o" franco atirador", figura já conhecida dos debates.

Iberê Ferreira (PSB), se manteve em seu estilo centrado, equilibrado, apenas atacando com forma de defesa por ser ele figura de "berlinda" por já ocupar o cargo de governador.

E por último, Roberto Ronconi, se mostrou independente e idealista. E por falar em Ronconi tenho ouvido alguns elogios nos bastidores a seu respeito, pelo estilo vanguardista como se apresenta, acho até que sua votação emntre os concorrente de menor destaque, contribuirá mais fortemnte para o segundo turno visualisado por alguns observadores da política.

28 de set. de 2010

Vou pagar a Rosalba Ciarlini', diz radialista José Antônio


"Hoje me sinto constrangido em ser obrigado a, no programa de hoje, fazer o que sempre fiz em prol do povo de Mossoró". A frase do radialista José Antônio, da Rádio Difusora, na abertura do Cidade Aflita, marcou o início de uma campanha de doações em dinheiro para que ele pague uma indenização à senadora e candidata à governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Em seu programa, o radialista José Antônio narrou detalhadamente todos os fatos que o levaram as barras da Justiça e custou a Rádio Difusora, que também foi acionada à época, a perder seu único veículo de reportagem, em 2005, para pagar sua parcela na dívida judicial do processo movido pela então prefeita de Mossoró, médica pediatra Rosalba Ciarlini.
"Logo que assumiu o governo (...) ela demitiu quase mil funcionários, quase mil pais de famílias, não pagando seus direitos trabalhistas, nem tampouco seus fundos de garantia", relembrou o comunicador, acrescentando que "naquela época eu tomei as dores, porque essa voz representa o povo de Mossoró. Empunhei esse microfone e busquei de forma correta fazer com que ela pudesse rever o que ela tinha feito com mais de mil pessoas que foram demitidas da Prefeitura Municipal de Mossoró. (...) Ela entrou com uma ação, onde por motivo superior eu perdi essa ação (na época a Difusora não apresentou defesa e foi julgada à revelia) e ela me cobra aí cerca de cinco mil reais através da Justiça", enfatizou o comunicador logo na abertura do programa Cidade Aflita.
Ontem, a GAZETA DO OESTE publicou matéria sobre a situação do radialista José Antônio, que admite não ter condições financeiras para pagar o que foi condenado. "Desde aquele tempo eu tento fugir desse fantasma", disse no Cidade Aflita, explicando aos ouvintes que durante o tempo em que está na Difusora fez mais de 1.600 campanhas beneficentes e que estava constrangido por ter que fazer uma campanha em benefício próprio para arrecadar dinheiro junto aos ouvintes para pagar a dívida.
Na medida em que o comunicador descreveu a sua situação, os ouvintes dos mais diferentes bairros e cidades começam a ligar para se solidarizarem com o repórter policial e fazer doações, deixando seus endereços ou entregando na recepção da emissora localizada na Av. Cunha da Mota.
O diretor de Jornalismo e Programação da Difusora, Emerson Linhares, disse que a campanha não tem qualquer viés político-eleitoreiro.
"Ao contrário. Não fabricamos fatos, não fabricamos notícias. Apenas recebemos um e-mail (a GAZETA DO OESTE publicou o fac-símile do e-mail enviado pelo advogado Herbert Mota com a decisão) ontem nos cientificado de um despacho no processo que tramita na 1ª Vara Cível, comarca aqui de nossa cidade, sobre a penhora de um terreno que pertenceu a Rádio Difusora e eu comuniquei a Zé Antônio que a parte da emissora já havia sido paga e que faltava a parte dele. Então ele disse que não tinha como pagar e a única maneira que encontrara seria a de fazer essa campanha para arrecadar dinheiro", comentou o jornalista Emerson Linhares, acrescentando que sabe das finanças de José Antônio, pois o mesmo relatou no Cidade Aflita, e que ele realmente não tem como sanar essa dívida cobrada na Justiça pela hoje senadora Rosalba Ciarlini.
"Zé Antônio é um rapaz trabalhador, pobre, humilde, que tem um carro alienado ao banco, uma casa para morar com a esposa e filhos, cinco pensões alimentícias e uma conta-poupança com menos de dois reais. Como ele pode pagar uma dívida que pode chegar ou até ultrapassar os cinco mil reais?, disse o diretor da rádio. Ao final da tarde de ontem, José Antônio já havia arrecadado mais de 700 reais, provenientes da doação de amigos e também dos ouvintes da Rádio Difusora de Mossoró.
Fonte: Gazeta do Oeste

IBOPE registra pesquisa que terá entrevistas a partir do dia 27 até o dia 30 próximo

O instituto IBOPE registrou pesquisa a ser realizada entre os dias 27 e 30 de setembro, com 1610 entrevistas, sobre intenções de voto no Rio Grande do Norte para os cargos de presidente da República, governador e senador. O valor do levantamento estatístico é de R$ 78.890,00 e a contratante é a Televisão Verdes Mares. O número de protocolo no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte é o 28274/2010. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No registro não são informados os municípios alvos da pesquisa, apenas que a abrangência é o RN.

Fonte: TRE/RN

27 de set. de 2010

Rosalba tem seis pontos sobre demais candidatos Contabilizando apenas os votos válidos, a vantagem da candidata do DEM sobre os concorrentes é de 3,2

A candidata do DEM ao governo do estado, Rosalba Ciarlini, está com seis pontos percentuais à frente de todos os demais candidatos juntos. Este foi o cenário apresentado pela pesquisa Consult, realizada nos dias 22 e 23 de setembro. A senadora tem 46,06% das intenções de votos. Em seguida, aparece o candidato à reeleição, o governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), com 29,41%. O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) vem em seguida, com 10,88%. Os números foram computados a partir da pergunta estimulada, na qual os eleitores responderam "se os candidatos a futuro governador do Rio Grande do Norte fossem esses citados, em qual deles o senhor (a) votaria?".Os candidatos Bartô Moreira (PRTB) e Sandro Pimentel (PSOL) aparecem com 0,12% das intenções de votos, enquanto os demais postulantes, Roberto Ronconi (PTC), Simone Dutra (PSTU) e Camarada Leto (PCB) não foram citados na pesquisa. Os votos nulos representam 6,41% e 7% das pessoas não sabem em quem votar.

Na pesquisa Vox Populi/Band/Diário de Natal, publicadano dia 19 de agosto, a candidata do DEM Rosalba Ciarlini possuía 49% das intenções de votos. Já o governador Iberê Ferreira de Souza tinha 24% e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, 11%.

A Vox Populi foi registrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) sob o nº21.386/10 e no TSE, sob o nº22.951/10. Foram ouvidos 700 eleitores entre os dias 7 e 10 de agosto em todas as regiões do estado. A margem de erro da pesquisa é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%.

Na pesquisa Consult, considerando apenas os votos válidos, excluindo nulos, brancos e indecisos, a candidata Rosalba aparece com 53,2% das intenções, enquanto o governador Iberê possui 33,9%, seguido por Carlos Eduardo, com 12,5%. Os candidatos Sandro Pimentel e Bartô Moreira aparecem com 0,1% dos votos válidos e os outros três candidatos, Simone Dutra, Camarada Leto e Roberto Ronconi não foram citadas.

As entrevistas feitas em todas as regiões do estado mostram que em Mossoró, cidade da qualfoi prefeita em três mandatos, Rosalba Ciarlini aparece com 76,7% das intenções de voto. No Médio Oeste, 60%; Mato Grande, 58,9%; Potengi, 53,3%; Oeste, 53,2%; Grande Natal, 44,7%; Agreste, 44,4%; Seridó, 40,6% e Natal, 28,6%.

O governador Iberê Ferreira de Souza aparece com maior número de intenções de votos na região do Trairi, seu berço político, com 55% das intenções. No Seridó, são 38,8%; Agreste, 38%; Grande Natal, 33,2%; Potengi, 32,2%; Oeste, 30,7%, Mato Grande, 26,7%; Médio Oeste, 22,6%; Natal, 21,3% e em Mossoró, 11,7%. O ex-prefeito Carlos Eduardo aparece com maior percentual em Natal, com 27,1% das intenções. Na Grande Natal, 12,1%; Seridó, 7,6%; Agreste, 7,3%; Médio Oeste, 5,8%; Trairi, 5%; Potengi, 4,4%; Mato Grande, 3,3%; Oeste, 2,4% e em Mossoró o menor percentual, 1,7%. Na pesquisa espontânea, a candidata Rosalba aparece com 23,41% das intenções de votos, seguida por Iberê, com 16% e Carlos Eduardo, com 4,24% das intenções. O candidato do PSol, Sandro Pimentel aparece com 0,12% e Bartô Moreira, com 0.06%.

A pesquisa Consult foi realizada em 58 municípios do Rio Grande do Norte e ouviu 1.700 pessoas. Foi registrada junto ao TSE sob o número 32069/2010, e junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) sob o número 27619/2010. Entre as pessoas entrevistas, 52% foram mulheres e 48% homens. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Governador

Se os candidatos a futuro Governador do Rio Grande do Norte forem esses citados, em qual deles o(a) sr.(a) votaria? (pergunta estimulada)

Rosalba Ciarlini - 46,06%

Iberê Ferreira - 29,41%

Carlos Eduardo Alves - 10,88%

Bartô Moreira - 0,12%

Sandro Pimentel - 0,12%

Roberto Ronconi - 0%

Simone Dutra - 0%

Camarada Leto - 0%

Nenhum - 6,41%

Não sabe dizer - 7%

Fonte: DN On Line

Pesquisa Start: Rosalba seria eleita num eventual segundo turno disputando com Iberê ou Carlos Eduardo

A pesquisa do instituto Start, divulgada ontem pelo jornal Correio da Tarde, fez uma simulação para um eventual segundo turno.

1º cenário: disputa entre Rosalba Ciarlini e Iberê Ferreira.

Resultado:

Rosalba – 54,3%
Iberê – 35,2%

2º cenário: disputa entre Rosalba e Carlos Eduardo.

Resultado:

Rosalba – 62%
Carlos – 22,5%

3º cenário: disputa entre Iberê Ferreira e Carlos Eduardo.

Resultado:

Iberê – 49,7%
Carlos – 26,9%.