21 de out. de 2010

Religiosos atacam Serra e Igreja em ato pró-Dilma

A crítica ao uso do discurso religioso na disputa presidencial marcou o ato de apoio de juristas e intelectuais à presidenciável Dilma Rousseff (PT) na terça-feira, 19, em São Paulo, no teatro da Pontifícia Universidade Católica (Tuca). Os líderes religiosos padre Júlio Lancelotti e Frei Beto - ex-assessor especial da Presidência da República - empolgaram a plateia, composta basicamente por estudantes e políticos, ao repreender segmentos da Igreja Católica e o adversário da petista, José Serra (PSDB), por estimularem debate sobre o aborto e união civil homossexual na campanha.

A senadora eleita Marta Suplicy (PT), sexóloga, afirmou que a campanha transformou o Brasil num 'País de aiatolás'. Já o candidato petista derrotado ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante acusou Serra de estar em torno 'de resquícios da monarquia, do integralismo, e da juventude nazista'.

'A igreja não tem tutela da consciência do povo. O povo deve ter liberdade de consciência. A igreja deve estar onde o povo está e a missão da igreja é lavar os pés dos pobres e não dominar a consciência política deles', afirmou, aplaudido de pé, padre Júlio, que desenvolve um trabalho social com moradores de rua. Ele disse ainda que José Serra 'é o pai do higienismo em São Paulo, uma pessoa que não tem visão de que quem está rua também é cidadão'.

Ex-assessor do presidente Lula, Frei Beto lamentou o fato de 'aborto e religião' terem sido temas de destaque na campanha presidencial. 'Lei de aborto não impede o aborto. O que impede aborto é política social, é salário, é o Bolsa Família, é distribuição de renda. Temos que deixar claro isso nos poucos dias que faltam. As mulheres as vezes rejeitam os filhos porque não tem condições de assumi-los.' Afirmou, ainda, que 'bispos panfletários não falam nem em nome da igreja nem em nome da CNBB'. 'É opinião pessoal, só que é injuriosa, mentirosa e difamatória', criticou.

Mercadante, que está à frente da campanha de Dilma em São Paulo no segundo turno, disse que 'igreja alguma pode tutelar a democracia e a consciência do povo, muito menos setores pouco representativos'.

Dilma Rousseff gravou uma mensagem por vídeo que foi exibida ao final do evento. A petista foi representada pelo candidato a vice na coligação, Michel Temer (PMDB). O peemedebista fez elogios a Lula para defender a eleição de Dilma. 'O governo Lula fez a justiça social. Juntamos democracia política com justiça social, Dilma é a fusão dessas concepções e dessas ideias.'

Dilma lembrou que o teatro da PUC foi palco da resistência na ditadura. A candidata fez um compromisso com o aprimoramento e aprofundamento das políticas sociais do governo Lula. Nosso governo continuará sendo conduzido de forma republicana. 'Não só pelo respeito e a ordem, mas pela consolidação de direitos e liberdades de todos os brasileiros.'

Juristas leram o manifesto de apoio à candidata. Também foi exibido um vídeo de Celso Antonio Bandeira de Mello, que assina o manifesto. No texto, acadêmicos e professores de Direito elogiam o atual governo e enfatizam que o 'governo preservou as instituições democráticas' 'e não tentou alterar casuisticamente a constituição para buscar um novo mandato'. O ex-ministro Marcio Thomaz Bastos também estava presente e discursou em defesa da eleição de Dilma.

20 de out. de 2010

Lula ataca tucanos por 'xaveco no ouvido do povo'



No mais duro ataque aos adversários nesse segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou ontem à noite os tucanos de terem 'bico grande' e disse que o candidato do PSDB ao governo de Goiás, Marconi Perillo, não tem caráter. Em comício na periferia de Goiânia, Lula disse ainda que muitas afirmações de integrantes do PSDB não passam de 'xaveco' no ouvido do povo.

Principal cabo eleitoral da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Lula fez o comentário sobre Perillo - a quem acusou de ter desviado R$ 1 bilhão da Companhia Energética de Goiás (Celg), mas acabou generalizando a crítica. 'Os tucanos têm bico grande. São espertos. Têm bico bonito e lábia bonita, mas é só xaveco', comparou o presidente.

Ao lado de Dilma e do candidato do PMDB ao governo goiano, Iris Rezende, Lula disse que caráter se aprende conversando com a mãe. 'Não há nada pior do que um político sem caráter', disse ele, aplaudido pela plateia. 'Não tem nada pior do que alguém que não colocou um trilho na ferrovia Norte-Sul dizer que eles fizeram a Norte-Sul'. Era mais uma referência a Perillo, a quem acusou de fazer uma 'campanha bilionária'.

Depois, virando-se para Íris Rezende, provocou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 'Íris, você podia pegar o nosso adversário e pedir para ele dizer quanto é o que o presidente dele, o tucano com bico grande, investiu no Estado de Goiás e quanto eu investi, mesmo sendo tucano.'

Sempre demonstrando contrariedade com o PSDB, Lula voltou a provocar os tucanos. 'A gente não pode fazer política com ódio, com agressão, mas ninguém aguenta mentira', insistiu.

O comício, no Jardim Curitiba, bairro pobre de Goiânia, foi marcado por saudações religiosas. Dilma, logo no início, disse que queria cumprimentar 'padres e pastores'. O discurso da petista também foi pontuado por afago aos cristãos e citações a Deus. 'Somos a favor da vida',afirmou ela. 'No Brasil, árabes e judeus sempre se juntam à mesma mesa e não guerreiam. Católicos, evangélicos, espíritas, pessoas de todas as crenças convivem de forma fraterna nas mesmas escolas. Não podemos deixar que nos transformem num país cheio de ódio', pediu Dilma.

No comício, o empresário Vanderlan Cardoso (PR), candidato derrotado ao governo de Goiás, criticou o uso político da religião na campanha. Evangélico, Cardoso saudou Dilma e Lula dizendo 'a eles toda a honra e toda a glória', conclamando o público a esclarecer as 'mentiras' contadas contra a petista. 'A gente está vendo no País uma onda criminosa', afirmou ele.

A equipe de Dilma aproveitou o comício para tentar desfazer o que chamou de 'onda de boatos' contra Dilma entre os cristãos. No papel de locutor, o coordenador de internet da campanha, Marcelo Branco, responsabilizou os tucanos pela disseminação de 'fofocas' contra a petista. 'Agora estão mentindo até em telefonemas', comentou, ao conclamar o público a 'espalhar a verdade' pela internet.

Estadão.

19 de out. de 2010

Vox Populi aponta Dilma com 51%; Serra tem 39%


Em São Paulo A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51% das intenções de voto, contra 39% de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pelo portal IG.

De acordo com o Vox Populi, 4% dos entrevistados se declararam indecisos e 6% disseram que votariam em branco ou nulo.

Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48%, contra 40% de Serra. Os indecisos somavam 6% e os votos brancos e nulos, 6%.

Se considerados somente os votos válidos --que excluem os brancos, nulos e indecisos-- Dilma tem 57%, contra 43% de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54% dos válidos, ante 46% do tucano.

O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44% das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42% de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49%, ante 36% de Serra.

Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54% contra 37%) e não praticantes (55% contra 37%).

O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.

O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.

Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9% afirmaram que ainda podem trocar de candidato. A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93%, enquanto entre os de Serra 89% estão decididos.

A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3.000 pessoas para o levantamento.

A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 36193/2010.

18 de out. de 2010

Marina: Dilma acolheu mais as idéias do PV



Deu no G1

Na avaliação da candidata Marina Silva, os adversários analisaram as propostas e acolheram boa parte delas.

"Consideramos que a candidatura da ministra Dilma acolheu um pouco mais, a do Serra um pouco menos, a proposta está na mão deles e cabe a eles internalizá-la no decorrer da campanha".

"A independência do partido, minha e de Guilherme [Leal] diz respeito a uma visão que temos do cidadão brasileiro. As pessoas que votaram na nossa plataforma são pessoas que se orientam por opinião e não teríamos uma atitude desrespeitosa de dizer me sigam para um lado ou para outro", disse Marina.

No primeiro turno, Marina obteve 19,6 milhões de votos, quase 20% dos votos válidos. O apoio dela e do PV era cobiçado por Dilma e por Serra, que enviaram cartas à senadora destacando afinidades entre pontos dos planos de governo.

Porém, em reunião plenária do PV neste domingo, Marina leu uma carta aberta a Dilma e Serra em que afirma que essa é posição que melhor pode contribuir para o processo eleitoral.

É bom lembrar...


Foto histórica do ex-Prefeito Dix-huit Rosado ao lado do ex-Presidente da república João Goulart.

17 de out. de 2010

Dilma lidera a mais nova pesquisa feita pelo Data Folha




Serra que fechou o 1º turno com 32,61% dos votos válidos, aparece com 46% das intenções de voto (conforme o Datafolha divulgado na sexta-feira), que se confirmadas nas urnas, significaria uma votação 41,06% maior. Já o desempenho de Dilma, que obteve 46,91% no primeiro turno, é apenas 15,11% melhor que o apurado no último dia 3. A julgar por esses números do Datafolha, embora o PV da senadora Marina Silva só deva anunciar hoje em convenção neutralidade neste segundo turno, boa parte dos 19,33% (aproximadamente 16 pontos percentuais) de eleitores que votaram na candidata ambientalista, migrou para o candidato tucano. Pela pesquisa do Datafolha, divulgada na última sexta-feira, a candidata petista Dilma Rousseff tem 54% dos votos válidos, contra 46% do tucano José Serra. Nos votos totais (que contam brancos, nulos e indecisos), a petista tem 47%, e o tucano, 41%.


Datafolha também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado como sexo e nas regiões do país.
O próprio comando da campanha petista reconhece que esta será uma eleição dura, contrariando a expectativa inicial de vitória no primeiro turno.
A recomendação unânime foi para que Dilma concentre a campanha nas Regiões Sul e Sudeste e “esqueça o Nordeste”, onde a eleição “está ganha”.
Os Estados do Sul-Sudeste que serão alvos prioritários da campanha são Minas, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. O Nordeste, onde Dilma tem 19 pontos porcentuais de vantagem sobre o tucano José Serra (57% a 36%), segundo o Ibope, é considerado uma região em que as perdas eventuais serão pequenas. Na avaliação do QG dilmista, elas “nem atrapalharão Dilma nem ajudarão Serra”. No Norte, a candidata tem vantagem de 9 pontos porcentuais, 51% a 43%. No diagnóstico de Lula e da coordenação da campanha, o ideal seria que Dilma começasse o segundo turno com pelo menos 10 pontos porcentuais de vantagem sobre Serra - no primeiro turno, a votação terminou com 14 pontos de dianteira para Dilma, 47% a 33%. Na pesquisa do Ibope, caiu para 6 pontos (49 a 43). O levantamento CNT/Sensus, mostrou Dilma e Serra com 4 pontos porcentuais de diferença, 46% a 42% .
“Começar segundo turno com menos de dez (pontos porcentuais de diferença nas intenções de voto) é problemático”, admitiu ao Estado um dos auxiliares de Lula. Não só as pesquisas anunciadas por institutos como os trackings internos em poder do comando petista mostram que diminui cada vez mais a distância entre Dilma e Serra.
No comando da campanha há dúvidas sobre a estratégia de começar o segundo turno com “mais Dilma e menos Lula” e sobre a dose certa de agressividade a ser usada contra Serra no debate da RedeTV!, programado para hoje. “Cada debate é um debate. A estratégia depende das condições de campo, do gramado, da iluminação, da torcida”, afirmou Dutra.
o A pesquisa Datafolha foi feita nos dias 14 e 15 de outubro com 3.281 eleitores de 202 municípios brasileiros. Os contratantes do levantamento, registrado no TSE sob o número 35.746, são a Folha de São Paulo e a Rede Globo.
A pesquisa do Ibope foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e registrada no TSE com o número 35.669/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre segunda-feira (11) e esta quarta (13).
A Pesquisa Sensus divulgada na última quinta-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O levantamento foi realizado entre 11 e 13 de outubro e ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de número 35.560/2010.



Humor político e seus "causos"...


Em um dia de sessão no Senado, dois políticos conversavam sobre seus planos de trabalho por seu município. Passaram horas neste assunto quando, às 20 horas, os seguranças chegaram e disseram:

-Senhores, a seção acabou! É hora de acordar.

Um olhou para outro e disse:

-Vou ao meu médico amanhã cedo! Já não agüento mais esses pesadelos!