Serra que fechou o 1º turno com 32,61% dos votos válidos, aparece com 46% das intenções de voto (conforme o Datafolha divulgado na sexta-feira), que se confirmadas nas urnas, significaria uma votação 41,06% maior. Já o desempenho de Dilma, que obteve 46,91% no primeiro turno, é apenas 15,11% melhor que o apurado no último dia 3. A julgar por esses números do Datafolha, embora o PV da senadora Marina Silva só deva anunciar hoje em convenção neutralidade neste segundo turno, boa parte dos 19,33% (aproximadamente 16 pontos percentuais) de eleitores que votaram na candidata ambientalista, migrou para o candidato tucano. Pela pesquisa do Datafolha, divulgada na última sexta-feira, a candidata petista Dilma Rousseff tem 54% dos votos válidos, contra 46% do tucano José Serra. Nos votos totais (que contam brancos, nulos e indecisos), a petista tem 47%, e o tucano, 41%.
Datafolha também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado como sexo e nas regiões do país.
O próprio comando da campanha petista reconhece que esta será uma eleição dura, contrariando a expectativa inicial de vitória no primeiro turno.
A recomendação unânime foi para que Dilma concentre a campanha nas Regiões Sul e Sudeste e “esqueça o Nordeste”, onde a eleição “está ganha”.
Os Estados do Sul-Sudeste que serão alvos prioritários da campanha são Minas, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. O Nordeste, onde Dilma tem 19 pontos porcentuais de vantagem sobre o tucano José Serra (57% a 36%), segundo o Ibope, é considerado uma região em que as perdas eventuais serão pequenas. Na avaliação do QG dilmista, elas “nem atrapalharão Dilma nem ajudarão Serra”. No Norte, a candidata tem vantagem de 9 pontos porcentuais, 51% a 43%. No diagnóstico de Lula e da coordenação da campanha, o ideal seria que Dilma começasse o segundo turno com pelo menos 10 pontos porcentuais de vantagem sobre Serra - no primeiro turno, a votação terminou com 14 pontos de dianteira para Dilma, 47% a 33%. Na pesquisa do Ibope, caiu para 6 pontos (49 a 43). O levantamento CNT/Sensus, mostrou Dilma e Serra com 4 pontos porcentuais de diferença, 46% a 42% .
“Começar segundo turno com menos de dez (pontos porcentuais de diferença nas intenções de voto) é problemático”, admitiu ao Estado um dos auxiliares de Lula. Não só as pesquisas anunciadas por institutos como os trackings internos em poder do comando petista mostram que diminui cada vez mais a distância entre Dilma e Serra.
No comando da campanha há dúvidas sobre a estratégia de começar o segundo turno com “mais Dilma e menos Lula” e sobre a dose certa de agressividade a ser usada contra Serra no debate da RedeTV!, programado para hoje. “Cada debate é um debate. A estratégia depende das condições de campo, do gramado, da iluminação, da torcida”, afirmou Dutra.
o A pesquisa Datafolha foi feita nos dias 14 e 15 de outubro com 3.281 eleitores de 202 municípios brasileiros. Os contratantes do levantamento, registrado no TSE sob o número 35.746, são a Folha de São Paulo e a Rede Globo.
A pesquisa do Ibope foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e registrada no TSE com o número 35.669/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre segunda-feira (11) e esta quarta (13).
A Pesquisa Sensus divulgada na última quinta-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O levantamento foi realizado entre 11 e 13 de outubro e ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de número 35.560/2010.
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