25 de out. de 2010

Dilma e Serra fazem hoje penúltimo debate da campanha

No penúltimo debate da campanha eleitoral - marcado para as 23 horas desta noite, na TV Record -, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) vão trocar alfinetadas sobre montagem de dossiês e denúncias de corrupção. Embora os dois candidatos à Presidência garantam que estão interessados apenas na apresentação de propostas, as equipes preparam a dupla para um duelo.

'O estilo de quem é do mal é justamente de quem diz que é do bem. Nós batemos na política e nosso adversário, na baixaria', afirma o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, numa referência ao jingle 'Serra é do bem'. 'Vamos ser incisivos quando precisar. Se quiserem discutir problema de corrupção, vamos discutir. Aliás, tomara que apareça essa questão de dossiê, pois vamos mostrar a guerra entre tucanos.'

O comitê de Dilma responsabiliza o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) pela quebra de sigilo fiscal de parentes e amigos de Serra. Para o PT, a violação dos dados é mais um capítulo da disputa travada entre Serra e Aécio, no ano passado, pela definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Serra, por sua vez, usará o escândalo para alvejar Dilma, alegando que a quebra do sigilo dos tucanos foi ordenada por um grupo de inteligência da campanha petista. 'Mas o confronto será na base da civilidade', diz o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra.

O candidato do PSDB vai explorar, ainda, a denúncia publicada na última edição da revista Veja, segundo a qual o Planalto deu ordens para que a Secretaria Nacional de Justiça produzisse dossiês 'contra quem atravessasse o caminho do governo'. Os pedidos teriam partido da própria Dilma, então ministra da Casa Civil, e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay, negou 'peremptoriamente' a acusação, da mesma forma que Dilma e Carvalho. Para o governo e o PT, a denúncia não passa de vingança do ex-secretário Romeu Tuma Jr., defenestrado em junho depois de ter o nome envolvido no escândalo da máfia chinesa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

24 de out. de 2010

Humor político e seus "causos"...


Pai é pai.

Em visita à Câmara, certa vez, o então vice-governador de Pernambuco, Mendonça Filho, o “Mendoncinha”, encontrou o pai, deputado José Mendonça Bezerra (PFL-PE), e teve de ouvir, constrangido:- Não demore muito, viu, meu filho? Já mandei arrumar sua cama...E ainda era o início da tarde.

Aliados de Dilma realizam caminhada no Centro de Mossoró


A comitiva de Dilma no RN está em Mossoró, onde realiza uma série de mobilizações neste sábado (23), em defesa da chapa PT/PMDB. O grupo, liderado pela deputada federal Fátima Bezerra (PT), coordenadora estadual da campanha, caminhou pelo centro da cidade e, no final da manhã, realizou um comício relâmpago na Praça da Pax.

Além de Fátima, participaram do ato a deputada federal Sandra Rosado (PSB), o deputado federal João Maia (PR), a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), o presidente da Fetarn (Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RN) Manoel Cândido e outras lideranças de Mossoró.

Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR




23 de out. de 2010

'Não vamos nos intimidar', diz Serra na TV após tumulto


Após a polêmica sobre a agressão sofrida no Rio de Janeiro na quarta-feira, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, usou na tarde desta sexta-feira, 22, seu programa eleitoral na TV para enviar um recado à adversária petista Dilma Rousseff: 'Não vamos nos intimidar.' Com depoimentos de testemunhas e imagens da caminhada no Rio, a campanha usou praticamente todo o espaço para explorar o incidente e criticar os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da campanha petista.

'Esse não foi mais um acidente de campanha, foi simbólico. Não é a primeira vez e não foi só nesta eleição', reforçou o tucano. A campanha trouxe os depoimentos do pastor evangélico Paulo César Gomes, do médico que atendeu Serra, Jacob Kligerman, e da entrevista do perito Ricardo Molina à TV Globo. 'Serra foi atingido duas vezes por objetos diferentes', afirmou o perito.

A campanha listou os episódios em que petistas teriam agredido adversários, como o de 2000, em que o ex-governador Mário Covas foi agredido por manifestantes, e uma tentativa de impedir Serra de fazer campanha em 2004, quando disputava a Prefeitura de São Paulo, além de um discurso do ex-ministro José Dirceu em que diz que os tucanos 'têm que apanhar na rua e nas urnas'. 'O Brasil precisa escolher um presidente que respeite a democracia', afirmou a apresentadora.

Serra também criticou os comentários do presidente Lula sobre o incidente e o acusou de misturar governo e campanha. 'O presidente não pode atropelar a lei', disse. Ontem, Lula acusou Serra de ter praticado uma 'farsa' e chegou a usar expressões como 'mentira descarada' ao se referir ao caso. O presidente comparou ainda o candidato tucano ao ex-goleiro Roberto Rojas, que em 1989 fingiu ter sido atingido por um foguete no Maracanã, suspendendo a partida entre Brasil e Chile pelas eliminatórias.

Nesta sexta-feira, a campanha de Dilma voltou a mostrar a cena em que uma bolinha de papel atinge a cabeça do tucano, mas não menciona a segunda situação, em que o candidato é atingido supostamente por um rolo de fita adesiva.

A campanha petista apostou ainda na presença do presidente Lula para ligar os tucanos às privatizações. 'É preciso a gente ficar de olho aberto porque se descuidar aquela turma de sempre vai querer privatizar o pré-sal. Eles só sabem governar assim: vendendo o patrimônio do povo', afirmou o presidente.

O programa lembrou que na próxima semana começa a exploração da camada pré-sal na Bacia de Campos e que os recursos serão investidos em ciência e tecnologia, cultura, meio ambiente, educação, saúde e combate à pobreza. 'Aquele Brasil enfraquecido, dependente, endividado, sem planejamento e cheio de incertezas ficou para trás', afirmou a candidata, que chamou o pré-sal de 'passaporte seguro para o futuro'.

'Para que o Brasil se torne de verdade uma potência mundial, a gente precisa garantir duas coisas: primeiro que o pré-sal não seja privatizado e, segundo, garantir que os recursos gerados pelo pré-sal sejam bem distribuídos a todos os brasileiros. Essa é a minha grande preocupação e da Dilma também', afirmou Lula.

22 de out. de 2010

Dilma abre 12 pontos de vantagem, aponta Datafolha

A pesquisa do Datafolha divulgada na madrugada desta sexta-feira, 22, aponta a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 56% das intenções de voto e está com 12 pontos de vantagem sobre José Serra, do PSDB, que está com 44%.

Na pesquisa do dia 3, a simulação feita na ultima pesquisa apontava a candidata petista com 57% e o tucano com 43%.

Os dois candidatos oscilaram na margem de erro em relação a última pesquisa realizada pelo instituto: Dilma seguia com 54% e subiu para 56%, e Serra que tinha 46%, passou a ter 44%. Na soma dos votos totais, Dilma Rousseff tem 50% (47% no último levantamento). José Serra tem 40% (antes tinha 41%).

Em relação aos votos em branco, nulo ou nenhum, são 4%. Os eleitores indecisos somam 6%.

Fator Marina: Dilma sobe oito pontos; Serra perde cinco pontos

O levantamento mostrou que os eleitores de Marina Silva (PV) mostraram preferência a Dilma Rousseff. A candidata do PT teve crescimento de oito pontos e de 23% subiu para 31%. Porém, apesar de Serra ter a preferência dos eleitores, ele teve uma queda de cinco pontos, passando de 51% para 46%.

O instituto ainda apontou que 88% dos brasileiros já estão decididos em quem vão votar no 2º turno e 10% poderiam mudar o voto.

Os dados dos eleitores por sexo mostram que Dilma tem a preferência dos eleitores homens, com 55%, contra 38% de Serra. Já entre as mulheres a disputa esta mais apertada, 45% votarão em Dilma e 41% vão votar em Serra.

Horário político na TV

A audiência do horário político também aumentou. 63% eleitores afirmaram que assistiram pelo menos uma vez a propaganda nesta semana. Na semana anterior o índice era de 52%.

A região Sul foi a que mais assitiu o horario eleitoral, com 71%, já no Nordeste, 61% dos eleitores disseram acompanharam a propaganda política.

Voto por regiões

O Datafolha fez o levantamento por segmento de regiões: Sul, Sudeste, Nordeste e Norte e Centro-Oeste. José Serra lidera apenas na região Sul, com 50%, contra 39% de Dilma Rousseff.

No Sudeste, Dilma está a frente por um ponto de diferença, com 44%, Serra tem 43%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, a petista tem 49% e o tucano 42%. Por fim no Nordeste, a canidata do PT tem 37 pontos de vantagem, com 65%, contra 28% do candidato do PSDB.

Voto por escolaridade

Dilma e Serra mostram divisão entre os eleitores do ensino fundamental e do ensino superior. Entre os eleitores do ensino superior, Serra tem 50% da preferência, 11 pontos de vantagem, contra 39% de Dilma. Já entre os eleitores do ensino fundamental, a candidata do PT segue com 53% dos votos, com 17 pontos de vantagem, contra 36% do candidato do PSDB.

E por último, entre os eleitores do ensino médio Dilma está à frente de Serra, 49% contra 40%.

Eleitores por renda

O resultado do levantamento por renda mostra que os eleitores com mais de 10 salários mínimos (mais de R$ 5.101), 54% votam em José Serra, contra 38% em Dilma. Para os eleitores com renda de 5 a 10 salários mínimos (de R$ 2.551 a R$ 5.100), 48% declararam o voto na Dilma e 43% no Serra.

Entre os eleitores que tem renda de 2 a 5 salários mínimos, 46% votariam em Dilma e 43% em Serra.

Por fim, para quem ganha até dois salários mínimos (que ganha até R$ 1.020), a petista tem 55% e o tucano 34%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado no dia 21 de outubro, com 4.037 entrevistas em 243 municípios e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36536/2010.

21 de out. de 2010

'Não houve desvio de dinheiro da minha campanha', diz Serra


O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, negou hoje (19) que tenha havido desvio de dinheiro em sua campanha e acusou o PT de trazer o assunto com o intuito de 'nivelar todo mundo'. Em entrevista ao 'Jornal Nacional', da Rede Globo, o tucano afirmou que saberia e, que teria sido vítima, caso o engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, tivesse desviado R$ 4 milhões arrecadados para a campanha do PSDB.

'O fato é que não houve o essencial, que é o desvio de dinheiro da minha campanha, porque eu saberia', afirmou o tucano. 'Em todo o caso, nós seríamos a vítima.' As denúncias de que o engenheiro teria desviado dinheiro para um suposto caixa 2 da campanha tucana foi publicada em reportagem da revista 'IstoÉ'. O ex-diretor da Dersa é investigado pela Polícia Federal (PF) na operação Castelo de Areia.

'O assunto volta, posto inclusive pelo PT, porque o que eles gostam de fazer é vir com ataques para nivelar todo mundo, como os escândalos da Casa Civil', criticou o tucano, em referência às denúncias de tráfico de influência que envolvem a ex-ministra Erenice Guerra. 'Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil que aprontou tudo o que a Erenice aprontou', provocou o candidato.

Serra negou ainda que tivesse conhecimento de que Tatiana Arana Souza Cremonini, contratada como assistente técnica no governo de São Paulo, era filha do ex-diretor da Dersa. 'Essa menina foi contratada, eu nem conhecia, para trabalhar no cerimonial', alegou Serra. 'Eu só vim a saber que ela era a filha de um diretor de empresa muito depois.'

O candidato do PSDB negou ainda que sua campanha tenha explorado o tema do aborto na disputa eleitoral. O candidato argumentou que o assunto surgiu não pela questão em si, mas pelo fato de a candidata do PT, Dilma Rousseff, ter mudado sua posição sobre o tema. 'Eu sempre manifestei que sou contra a mudança da legislação sobre o aborto, eu nunca explorei a posição dela. Só que ela disse uma coisa e depois disse outra', afirmou.

Perguntado sobre o motivo de ter exaltado, nos últimos dias, a sua religiosidade, o candidato refutou que tenha adotado um discurso artificial. Serra alegou que sempre visitou igrejas durante a campanha e reafirmou ser católico. 'Eu sou uma pessoa religiosa, não tem nada de forçado nesse sentido.' De acordo com Serra, foi sua adversária, Dilma, que passou a visitar igrejas.

Perguntado, o candidato do PSDB explicou que pretende cortar cargos de confiança do governo federal, diminuir o investimento em subsídios que não sejam prioritários e reduzir o desvio de dinheiro público para viabilizar o aumento do salário mínimo para R$ 600, uma de suas principais promessas de campanha.

Nova pesquisa dá Dilma Rousseff como favorita à presidência do Brasil

A candidata pelo governante Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, tem 12 pontos de vantagem sobre o opositor José Serra para a disputa da presidência brasileira, segundo a última pesquisa do IBOPE.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo, a consulta do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) aponta Dilma Rousseff com 56 por cento dos votos válidos, e com 44 por cento o aspirante pelo opositor Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Dessa forma, a candidata petista duplica a vantagem que ostentava sobre seu rival na pesquisa anterior do IBOPE, há uma semana, quando ela tinha 53 por cento dos votos válidos e Serra 47 por cento.

Ambos candidatos disputarão a presidência do Brasil para o período 2011-2014 no segundo turno das eleições gerais, no próximo dia 31. Rousseff liderou o primeiro turno com 46,91 por cento dos votos válidos. Serra ficou em segundo com 32,61 por cento.

O IBOPE entrevistou 3.010 eleitores brasileiros em 201 municípios do país entre a segunda-feira e hoje, com margem de erro de mais ou menos dois pontos percentuais. Os votos brancos e nulos somaram cinco por cento e os indecisos quatro por cento.

Contando esses votos, Rousseff aparece como a preferida dos brasileiros para substituir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1 de janeiro de 2011, com 51 por cento da intenção de voto, enquanto Serra tem 40 por cento. Há uma semana, a petista tinha 49 por cento e o tucano 43 por cento.

A consulta reflete também os votos por sexo e regiões. Quanto aos sufrágios válidos, Rousseff dispõe de 58 por cento entre os homens e de 54 por cento entre as mulheres. Serra aparece com 42 por cento das intenções de votos masculinos e 46 dos femininos.

Os resultados da pesquisa do IBOPE confirmam os divulgados ontem pelo Instituto Vox Populi, realizados por solicitação do site iG, recusados por dirigentes e membros da campanha eleitoral do PSDB e pelo próprio candidato Serra.

Vox Populi deu uma vantagem de 14 pontos percentuais a Dilma Rousseff nos votos válidos e de 12 pontos nos totais (contando nulos, brancos e indecisos).