1 de fev. de 2013

Governo e TJ têm divergências há dois anos






O Governo do Estado e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte teve, nos últimos dois anos, diversos momentos de tensão, com divergências na elaboração do projeto de orçamento ou na transferências dos recursos do Executivo ao Judiciário.
Em 2011, quando da elaboração do OGE 2012, o impasse se deu pelo descompasso entre a proposta da administração estadual enviada para apreciação dos deputados na Assembleia Legislativa e o pleito do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. O Executivo havia fixado uma estimativa de R$ 689,556 milhões para as despesas do Tribunal de Justiça e de R$ 230,870 milhões para as do MP. Nos requerimentos enviados ao governo, no entanto, o TJ pediu R$ 766,417 milhões e o MP R$ 243,992 milhões.
Os conflitos entre o Judiciário e o Executivo continuaram em 2012, com reclamações do TJ quanto aos repasses inferiores aos previsto na lei orçamentária. Na semana passada, houve novos momentos de tensão com os vetos do governo ao projeto de orçamento, que deixaram o Tribunal de Justiça praticamente com R$ 3 milhões de orçamento para 2013, insuficientes para cobrir a folha e o custeio da instituição.





29 de jan. de 2013

Pesquisa Consult: Governo Rosalba recebe nota zero de 34,18% dos entrevistados

A pesquisa Consult, divulgada hoje, questionou as pessoas sobre a nota que dariam para o Governo Rosalba Ciarlini.
34,18% dos entrevistados afirmaram nota zero.
Veja os números completos:
ZERO 34.18%
NOTA 01 4.18%
02 6.71%
03 9.18%
04 7.12%
05 15.12%
06 5.88%
07 4.82%
08 5.65%
09 1.35 %
10 3.88%
NÃO SABE DIZER 1.94%
Pesquisa CONSULT para o governo do estado
 
O instituto consult divulgou pesquisa com os possíveis nomes que disputarão o mandato de governador na sucessão da atual chefe do execitivo estadual Rosalba Ciarlini (DEM).
Vamos aos números:
VILMA DE FARIA 38.29%
ROBINSON FARIA 17.18%
ROSALBA CIARLINI 12.88%
NENHUM 17.65%
NÃO SABE DIZER 14.00%

28 de jan. de 2013

Justiça decreta prisão de secretários do RN por descumprirem ordem de reajuste a servidores estaduais

                   
O TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) decretou, nesta segunda-feira (28), a prisão dos secretários estaduais de Administração e Recursos Humanos, Antonio Alber da Nóbrega; e do Planejamento e Finanças, Francisco Obery Rodrigues Júnior.
Segundo decisão do desembargador Virgílio Macedo Júnior, a prisão em flagrante foi decretada por "reiterados descumprimentos de decisões judiciais que determinam a concessão de reajuste salarial a servidores públicos estaduais, conforme a Lei Complementar nº 432/2010, que instituiu o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos Órgãos da Administração Direta do Poder Executivo, e que não vinha sendo respeitada pelo Governo do Estado".
O Estado do Rio Grande do Norte é administrado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Segundo informou o judiciário em nota na tarde desta segunda-feira, já houve tentativa do cumprimento do mandado de prisão, mas nenhum dos dois secretários foram encontrados pela polícia.

Decisão

Na decisão, o desembargador alega que tentou coagir os secretários a que cumprissem a decisão, por meio da imposição de multa.
Destacou também que não foi o primeiro caso de descumprimento de decisão judicial por parte dos secretários estaduais e que eles "sequer apresentaram justificativas para sua omissão ou inércia, o que revela total desídia no cumprimento de suas obrigações funcionais, além de descaso para com os atos proferidos pelo Poder Judiciário".
Na primeira decisão, os dois secretários foram notificados nos dias 10 e 12 de dezembro sobre a liminar que determinava o reajuste imediato nas remunerações, inclusive com a fixação de multa diária no valor de R$ 1.000 a cada uma das autoridades em caso de descumprimento. Entretanto, segundo o TJ, não houve o cumprimento da determinação.
Segundo a determinação, quando forem presos, os secretários deverão ser recolhidos ao Quartel do Comando da Polícia Militar, após realizarem exames de corpo de delito no Itep (Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte).

Alegações

A decretação da prisão foi decidida após mandado de segurança liminar ingresso por vários servidores públicos estaduais. O pedido foi feito por dois advogados: Manoel Batista Dantas Neto e João Helder Dantas Cavalcanti. Eles representaram os funcionários públicos afetados pelo não cumprimento da lei.
Segundo os advogados, essa teria sido a "última medida para cumprimento da ordem judicial, já que repetidas decisões do Tribunal de Justiça proferidas por outros desembargadores foram descumpridas, assim como a aplicação de multas não vinham surtindo os efeitos desejados pelo sistema jurídico."
Ainda segundo a ação, o governo do Estado teria concedido, desde setembro de 2010, apenas 30% do aumento salarial que seria assegurado pela lei.

Outro lado

Em nota oficial divulgada no fim da tarde desta segunda-feira, o governo do Estado disse estar "surpreso" com a decisão da Justiça e destacou que a "honradez, lisura, honestidade e idoneidade" dos acusados de descumprimento judicial são "inquestionáveis."
"Os dois secretários têm longa experiência profissional, tendo ocupado diversos cargos na administração pública e na iniciativa privada, sempre desempenhando suas atividades com zelo e probidade", informou.
Sobre a acusação de descumprimento de decisão judicial, o governo alega que o plano de cargos, carreiras e salários foi aprovado às vésperas das eleições de 2010 e "não atende aos critérios da Lei de Responsabilidade Fiscal e não condiz com a realidade financeira do Estado".
Ainda segundo a nota, o Estado recorreu de todas as decisões judiciais e aguarda decisão definitiva da Justiça. "Os dois secretários, ao aguardarem o desfecho dos recursos judiciais, estão defendendo o equilíbrio das finanças públicas e também agindo em defesa do Estado do Rio Grande do Norte." Os secretários não foram localizados.

24 de jan. de 2013

SINMED/RN realiza a Marcha do Fio de Aço


 


Em assembleia na terça à noite, no Sinmed-RN, foi confirmada a marcha do “Fio de aço” que acontecerá no próximo sábado (26), às 8h30. A marcha tem início na Associação Médica do RN e segue até o Hospital Walfredo Gurgel.
O protesto está sendo chamado de Fio de Aço, em alusão a falta de fio de aço para fechar um paciente durante uma cirurgia de emergência no Hospital Walfredo Gurgel, situação extrema que levou o cirurgião Jeancarlo Cavalcanti, que também é presidente do Conselho Regional de Medicina do RN, a filmar o caso.
O vídeo foi exibido na última semana no Jornal Hoje, da rede Globo e tem tido grande repercussão em rede nacional e em telejornais locais como o Bom Dia Brasília – DF no Ar – no qual a reportagem foi reprisada.
Nas redes
No Facebook há duas comunidades com o nome “Fio de Aço”, em apoio ao médico. Uma das comunidades está com 3.184 membros a outra com 1.769. O caso chamou tanta atenção que pessoas de outros países estão comentando o assunto nas redes sociais.
Além das comunidades, tem surgido ainda uma série de imagens e charges em apoio ao médico, que foi denunciado na terça (22) pela Secretária Estadual de Saúde ao Conselho Federal de Medicina.


Justiça deu prazo de 10 dias para o Estado garantir os medicamentos.

Rafael BarbosaDo G1 RN

Equipe dos órgãos federais de fiscalização da Saúde Pública vistoriaram o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. (Foto: Ricardo Araújo/G1)Além da falta de remédios, Hospital Walfredo Gurgel também tem corredores lotados
(Foto: Ricardo Araújo/G1)
A Secretaria de Comunicação do Governo do Rio Grande do Norte afirmou que a situação do abastecimento de medicamentos na maior unidade da rede de saúde do estado - o Complexo Hospitalar Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal - será normalizada nos próximos dias. A afirmação é da secretária adjunta Valéria Costa. Ao G1, ela disse que a regularização deve ocorrer antes mesmo do prazo determinado pela ordem judicial fruto da ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern). A sentença foi divulgada nesta quarta-feira (23).
saiba mais
 
A decisão da Justiça, segundo o Cremern, determinou o abastecimento da unidade em um prazo máximo de dez dias, sob pena de multa diária de R$ 3 mil a ser pago pela governadora Rosalba Ciarlini em caso de descumprimento. No entanto, ainda segundo a secretaria adjunta de Comunicação, o Governo tem dinheiro em caixa para atender à decisão.

Valéria Costa lembrou que, em 27 de dezembro de 2012, uma ordem judicial bloqueou R$ 450 mil dos cofres do Governo do Estado para garantir o abastecimento de remédios no Walfredo Gurgel. De acordo com a adjunta, esta mesma ordem determinava, também, a abertura de uma conta onde seriam depositados os recursos. “No entanto, os trâmites burocráticos impediram a agilidade deste serviço, só liberando a conta na última segunda-feira (14)”, explicou.

A adjunta disse ainda que o desabastecimento no hospital é um problema 'complexo', devido à demanda de pessoas que procuram a unidade e à falta de estrutura para receber tanta gente. “A Secretaria de Saúde Pública está organizando ações para tentar melhorar a situação”, concluiu.

23 de jan. de 2013

LULA FICA "CHATEADO" COM INVASÃO DE INSTITUTO E MUDA AGENDA DE TRABALHO.



Segundo o diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, Lula iria para o escritório nesta quarta-feira, mas após invasão decidiu viajar para lugar não divulgado.

O diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, se reuniu nesta quarta-feira (23) com os invasores da entidade e disse aos jornalistas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "chateado" com a ação dos sem-terra . "Relatei o movimento e ele ficou chateado porque o pessoal invadiu e ele teve de mudar a agenda, mas faz parte", disse Okamotto. Segundo ele, Lula iria para ao escritório nesta quarta-feira, mas decidiu viajar para lugar não divulgado.
Okamotto ressaltou que o grupo tem a solidariedade do ex-presidente, mas que ele, Okamotto, não concorda com o método dos invasores. "Eles têm a solidariedade do presidente Lula para resolver o problema do assentamento e de todos nós. O que eu não posso concordar é com os métodos que eles estão usando. Eu acho que é inadequado, não pediram sequer uma audiência. Nunca pediRam apoio", reclamou o diretor-presidente do Instituto Lula.
Okamotto afirmou ainda que tudo o que a entidade poderia fazer pelos invasores, além de oferecer "café e água", já foi feito. "Mais do que isso é dizer que o movimento deles está certo, mas que a forma não me parece muito correta."
Ele transmitiu aos sem-terra a disposição da presidência do Incra em recebê-los, desde que eles deixem o Instituto Lula e a sede do Incra em São Paulo. "Por enquanto, estão como nossos convidados aí, mas não podem ser convidados eternos, têm de achar uma solução", disse o diretor-presidente descartando uma medida judicial para a retirada dos invasores neste momento. "A partir de agora é a relação deles com o governo. O nosso papel é só levar os fatos que ocorreram para ver se as autoridades tomam alguma providência", completou.
De acordo com Okamotto, que teve o consentimento dos invasores para entrar no prédio, as instalações estão preservadas. Com essa ação, ele já avisou que pretende mudar os procedimentos de segurança do Instituto Lula para evitar ações semelhantes. "Certamente algumas rotinas terão de ser alteradas."

Fonte: Agência Estado/Último Segundo