LULA FICA "CHATEADO" COM INVASÃO DE INSTITUTO E MUDA AGENDA DE TRABALHO.
Segundo o diretor-presidente do Instituto
Lula, Paulo Okamotto, Lula iria para o escritório nesta quarta-feira, mas após
invasão decidiu viajar para lugar não divulgado.
O diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo
Okamotto, se reuniu nesta quarta-feira (23) com os invasores da entidade e disse
aos jornalistas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "chateado"
com a ação dos sem-terra . "Relatei o movimento e ele ficou chateado porque o
pessoal invadiu e ele teve de mudar a agenda, mas faz parte", disse Okamotto.
Segundo ele, Lula iria para ao escritório nesta quarta-feira, mas decidiu viajar
para lugar não divulgado.
Okamotto ressaltou que o grupo tem a
solidariedade do ex-presidente, mas que ele, Okamotto, não concorda com o método
dos invasores. "Eles têm a solidariedade do presidente Lula para resolver o
problema do assentamento e de todos nós. O que eu não posso concordar é com os
métodos que eles estão usando. Eu acho que é inadequado, não pediram sequer uma
audiência. Nunca pediRam apoio", reclamou o diretor-presidente do Instituto
Lula.
Okamotto afirmou ainda que tudo o que a
entidade poderia fazer pelos invasores, além de oferecer "café e água", já foi
feito. "Mais do que isso é dizer que o movimento deles está certo, mas que a
forma não me parece muito correta."
Ele transmitiu aos sem-terra a disposição da
presidência do Incra em recebê-los, desde que eles deixem o Instituto Lula e a
sede do Incra em São Paulo. "Por enquanto, estão como nossos convidados aí, mas
não podem ser convidados eternos, têm de achar uma solução", disse o
diretor-presidente descartando uma medida judicial para a retirada dos invasores
neste momento. "A partir de agora é a relação deles com o governo. O nosso papel
é só levar os fatos que ocorreram para ver se as autoridades tomam alguma
providência", completou.
De acordo com Okamotto, que teve o
consentimento dos invasores para entrar no prédio, as instalações estão
preservadas. Com essa ação, ele já avisou que pretende mudar os procedimentos de
segurança do Instituto Lula para evitar ações semelhantes. "Certamente algumas
rotinas terão de ser alteradas."
Fonte: Agência Estado/Último Segundo

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