6 de mai. de 2013

Wilma diz que o RN parou


A ex-governadora Wilma de Faria, presidente estadual do PSB e vice-prefeita de Natal, pode até afirmar que não será candidata ao governo nas eleições do ano que vem. Mas seu discurso na TV, como presidente de legenda, é de candidata.
“O Rio Grande do Norte vive um momento muito difícil. As políticas públicas de saúde e segurança não funcionam. O homem do campo está abandonado e entregue às mazelas da seca. O funcionalismo não recebe estímulo nem o respeito do governo. As obras não acontecem e tudo isso é apenas um retrato da realidade atual”, diz a ex-governadora, numa das quatro inserções do PSB que estão indo ao ar nos últimos dias.
Wilma critica os pontos frágeis do governo Rosalba. Questiona a atuação do governo em relação à seca, a paralisação de programas e diz que a falta de recursos não é problema, já que há aumentos sucessivos de arrecadação no Estado. “No atual governo, a morte do rebanho bovino, na zona rural, não para. Mas a manutenção e implantação de poços tubulares parou. O desenvolvimento solidário parou. O programa de extensão rural parou, a construção de adutoras parou”, diz o locutor. “A maior verdade, e você sabe disso, é que, no atual governo, infelizmente, o apoio ao homem do campo parou”, completa Wilma de Faria.
Noutra inserção, o PSB ataca o crescimento da arrecadação e a não implantação do plano de cargos, a saúde e a segurança pública. “No atual governo o crescimento da arrecadação estadual não para. Mas a implantação do plano de cargos e salários do servidor parou. A saúde pública parou. O apoio ao homem do campo parou. A segurança pública parou”.
Uma última inserção do PSB critica a paralisação de programas e o fraco apoio ao homem do campo. “No atual o governo o crescimento da arrecadação estadual não para. Mas o programa Desenvolvimento Solidário parou. O programa Compra Direta parou. O Programa do Leite parou. O avanço no Programa de Adutoras parou, o apoio ao homem do campo parou”. Completa Wilma: “A maior verdade, e você sabe disso, é que, infelizmente, o RN parou”.

5 de mai. de 2013


CONTEXO DA CIDADE


Nos últmos dias Mossoró tem sido agraciada com as tão esperadas chuvas que tem caído de forma intensa.
Mas, como tudo tem dois lados, essa mesma intensidade que alegra o homem do campo, apavora quem reside na região ribeirinha do nosso sofrido Rio Mossoró.
Até o momento se tem notícia através da Defesa Civil que oito famílias residentes no bairro Alto da Conceição já foram removidas para casa de parentes em virtude de terem suas casa alagadas. Há casos em que o nível da água já ultrapassou dois metros.
Que venham as "tesudonas" como dizia Canindé Queiroz, mas que o poder público faça sua parte,  para que não seja mais necessário a ocupação de tais áreas.

4 de mai. de 2013

Encontro com prefeitos do RN
 

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou na manhã desta sexta-feira (3), durante a abertura do encontro com prefeitos do Rio Grande do Norte que aconteceu em Natal, que não faltam recursos para investimentos nas cidades brasileiras, mas faltam projetos bem elaborados e viáveis. "Não faltam recursos, faltam projetos bem elaborados. Nós precisamos acabar com esse estoque de projetos, precisamos tirar as obras do papel", disse o ministro.
Indecisão do PMDB
 
 
A precupação do deputado Henrique Alves, presidente estadual do PMDB e da Câmara Federal, é com o tão propalado rompimento com o governo Rosalba Ciarlini (DEM).
Pela segunda vez o parlamentar conseguiu adiar esse assunto que tem sido muito delicado para o grupo peemedebista do estado.
A primeira vez, que foi marcada para o mês de abril, foi "desmanchada" em virtude de a governadora ter sinalizado que iria dar um novo rumo às ações do governo, tendo como escopo o melhoramento dos níveis de aprovação popular.
O adiamento dessa decisão foi ocasionado agora por ocasião da visita marcada pela presidente Dilma Roussef (PT), entre os dias 10 e 15 de maio ao estado, onde a presença de Henrique será fundamental.
Quem não está gostando muito dessa indecisão é o grupo de prefeitos vinculados ao PMDB que além de se queixarem do tratamento recebido pela atual gestão do DEM, deseja ter um governador do seu partido em 2014 e nome preferido pela maioria deles é exatamente do deputado Henrique Alves.

3 de mai. de 2013

Rompimento à vista?


Normalmente o tratamento de aliados com seus líderes, mesmo que estes estejam enfrentando dificuldades, é de gentileza e defesa de seus governos, e em alguns casos são evitados até determinados assuntos que sejam delicados para eles.
O que não está ocorrendo com o então coeso grupo liderado aqui em nossa cidade pelo casal Carlos/Rosalba, detentores do DEM. O vereador do PMDB, Alex Moacir não tem agido como um aliado/liderado tradicional da governadora Rosalba Ciarlini, vez ou outra o edil tem feito duras críticas a atuação da "Rosa", sobretudo no concernente a nossa cidade. Já se viu o parlamentar reclamar da demora nos serviços prestados pela central do cidadão, falta de água em diversos bairros e agora o assunto trazido pelo vereador é a falta de segurança em nosso município, "o governo precisa sair dessa inércia e mostrar serviço, pois o povo a elegeu para isso e o clima de insegurança é total", reclamou.
Será que a indecisão da ex-prefeita de Mossoró e patrocinadora da então candidatura do vereador em 2012, Fafá Rosado, em relação a um novo rumo partidário é sintomática e estaria escolhendo um partido que esteja em oposição ao governo Rosalba? Informações chegadas, aludem acerca de convite feito a ex-chefe do exetivo mossoroense pelo presidente do PMDB do estado, deputado federal Henrique Eduardo Alves, para se filiar ao seu partido e que até o momento não teria sido aceita em virtude da idecisão do grupo capitaneado por Henrique/Garibaldi em romper politicamente com a atual governadora do estado.
 Resultado do mensalão


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quinta-feira, 2, que resta aos condenados por envolvimento com o mensalão se conformar com as penas. De acordo com Gurgel, os recursos que os réus protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) até esta quinta contra as condenações não terão o poder de reduzir as penas. O prazo para apresentar as considerações da defesa terminou ontem.
Dos 25 condenados, até o momento dez apresentaram recursos, entre eles o ex-ministro José Dirceu, o publicitário Marcos Valério e o presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson.
As defesas de Dirceu e do ex-deputado usaram estratégia parecida e pediram o afastamento do ministro Joaquim Barbosa da relatoria do processo. O procurador desconsiderou a eficácia do pedido. "Não há nenhuma consistência", disse.

2 de mai. de 2013

João Goulart, envenenado?
 



A família do ex-presidente do Brasil, João Goulart, autorizou a exumação do seu corpo por desconfiarem que ele foi envenenado em 1976.
 A renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, inseriu o país em uma zona de turbulência que só teria fim com a redemocratização, 24 anos depois. Então vice-presidente, João Goulart, ou Jango, conseguiu assumir o poder a partir de uma campanha planejada pelo cunhado e à época governador gaúcho, Leonel Brizola, que chegou a sonhar com uma reedição da Revolução de 1930. Presidente a partir de uma decisão instável de Jânio, foi com a mesma instabilidade política que Jango protelou o golpe militar fracassado em 1961 até o último dia de março de 1964. Se os motivos da renúncia de Jânio foram parcialmente revelados pelo ex-presidente nos últimos anos de vida, as circunstâncias da morte de Jango permanecem veladas. E é esse véu que a família Goulart pretende remover.
Morto no exílio, em dezembro de 1976, com atestado de óbito indicando apenas “enfermidade”, Goulart não passou por autópsia. Agora, a viúva e os filhos do ex-presidente pretendem exumar o corpo dele, certos de que o político morreu envenenado. “Não temos interesses econômicos, minha mãe já foi até anistiada. Queremos pôr um ponto final na nossa angústia”, diz o filho mais velho de Jango, João Vicente Goulart. O caso, aberto por determinação da subprocuradora-geral da República, Gilda de Carvalho, em junho, está nas mãos do Ministério Público no Rio Grande do Sul. Para historiadores e cientistas políticos, os 50 anos da renúncia de Jânio e da campanha da legalidade planejada por Brizola colocam a memória daqueles 14 dias de instabilidade novamente sobre a mesa.
Em 25 de agosto de 1961, em uma carta com referências a “forças ocultas”, Jânio Quadros deixou o Palácio do Planalto depois de apenas sete meses de governo. Quando prefeito de São Paulo, antigos colaboradores relatam que não eram novidade pedidos de renúncia do político em momentos de tensão. Para não correr o risco de o vice assumir, tratou de despachar Goulart a uma viagem oficial à China. A diferença é que, se na capital paulista as renúncias sempre foram engavetadas, em Brasília ela virou realidade. “Pensei que os militares, os governadores e, principalmente, o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder”, relatou Jânio, em 1991, ao neto — o trecho consta da biografia Jânio Quadros: Memorial à história do Brasil.
A atitude jogou o país em duas semanas de instabilidade, período em que ninguém, de fato, sabia por quem o Brasil estava sendo governado. “Não havia suspeita nenhuma de fragilidade do governo, nem instabilidade. A renúncia propiciou tudo isso”, diz o cientista político da Universidade de Brasília Octaciano Nogueira. Jango soube da renúncia quando se preparava para voar, em Cingapura. Retornou às pressas, mas, diante da ameaça iminente de golpe pelos militares, preferiu aterrisar em Montevidéu, Uruguai.