19 de fev. de 2011

Jácome anuncia rompimento com Robinson

Ao ser preterido quando postulava os cargos de presidente da Assembleia Legislativa e de líder do PMN na Casa, o deputado estadual Antônio Jácome anunciou ontem o rompimento com o grupo do vice-governador Robinson Faria (PMN). Ele continua no partido, porém, em face da fidelidade partidária, que deixa o “infiel” volúvel para a perda do mandato. A partir de agora o parlamentar se diz “independente” do antigo líder político, mas continua na base de sustentação da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) no legislativo. Antônio Jácome disse ontem no microblog twitter que sai porque “não gosta de conflitos e sim de estar em paz”.

Curiosamente, após deixar a parceria com o vice-governador o grupo do parlamentar acabou contemplado pelo governo. O filho, Jacob Helder Guedes de Oliveira Jácome, foi nomeado no Diário Oficial do Estado (DOE) de ontem subsecretário de Juventude , que pertence a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania.

18 de fev. de 2011

Iberê não descarta assumir a Sudene


Apesar da confirmação do deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza (PTB), que informou no twitter sobre a indicação do primo e ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) para o comando da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o próprio ex-chefe do Executivo Estadual tratou de dizer, embora não tenha descartado tal hipótese, que não há qualquer notícia confirmando a indicação. “Hoje fiquei surpreso com a notícia de que havia sido confirmado na Sudene e meu telefone não parou de tocar. Aproveito então para esclarecer que não há nada confirmado. Podem ter certeza de que qualquer novidade sobre meu futuro falarei, eu mesmo, aqui no Twitter”, disse Iberê.

Minutos antes, Ezequiel Ferreira já comemorava. “Soube agora via Brasília, extra-oficialmente, que Iberê Ferreira foi indicado pelo PSB para a superintendência da Sudene. Sei de sua competência e inteligência e com certeza ele fará um grande trabalho pelo Nordeste brasileiro. A nomeação sairá nos próximos dias no Diário Oficial da União”, relatou o deputado estadual.

O problema é que a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) já contava com a indicação para si. Ela teria conversado longamente com o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, que teria confirmado a intenção de indicá-la. O nome de Iberê se for referendado poderá ensejar um clima de animosidade na legenda em âmbito potiguar. Wilma preferiu não falar ontem sobre o assunto, mas disse rapidamente, e em tom áspero, que não está sabendo de qualquer indicação para a Sudene.

A ex-governadora é a presidente estadual do PSB e é cotada para disputar a prefeitura de Natal, em 2012. Iberê Ferreira também já anunciou que não deixará a vida pública.

17 de fev. de 2011

O futuro do MEIOS

Ao chegar em Mossoró, para o lançamento do programa de distribuição de sementes, a governadora Rosalba Ciarlini deu uma notícia tranquilizadora aos servidores do Meios. O governo do Estado vai pagar os meses de outubro, novembro e dezembro e mais o décimo-terceiro salários atrasados.Rosalba anunciou a criação de uma comissão especial governo/Meios para discutir o convênio que existia com a Organização Não Governamental (ONG), adiantando que até o fim do mês serão anunciadas a data e forma do pagamento.
Quando chegou no Parque de Exposições Armando Buá,para atividades governamentais no sábado dia 12 de Fevereiro, conhecido como Mercado do Bode, a governadora foi recebida por manifestantes do Meios que portavam cartazes e exigiam uma posição do governo. “Pode ficar tranquila que essa situação será resolvida”, afirmou Rosalba ao ser abordada mais de perto pela Kérlia Alves que, chorando muito, se queixou do atraso dos salários que garantiam o sustento da família. Depois, no discurso, Rosalba reforçou a informação de que o governo vai pagar os servidores até a validade do convênio que foi 31 de dezembro.
A governadora afirmou, ainda, que, entende a angústia dos servidores e, por isso, considerou a manifestação deles justa.
O que de fato não se sabe é se o estado irá manter esse convênio que já dura mais de trinta anos com o MEIOS que é uma organização não governamental. Já tem gente se lembrando da demissão em massa ocorrida nos quadros da prefeitura Municipal de Mossoró em 1º de Janeiro de 1997 quando assumia a chefia do executivo mossoroense para o segundo mandato a então prefeita Rosalba Ciarline. 
O que os dois episódios têm em comum são os fatos de estarem sob comando de Rosalba e terem as alegações da própria de que a situação está irregular.

16 de fev. de 2011

Governo negocia e pode aceitar mínimo de R$ 560

Sem ter certeza do apoio da base aliada para aprovar um valor de R$ 545 para o salário mínimo, o governo acertou ontem um plano B com os partidos de oposição para evitar um prejuízo maior. Em reunião com PSDB e DEM, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), marcou a votação para a próxima quarta-feira. O governo vai insistir no valor mais baixo, mas se perceber que não terá apoio suficiente na base para bancar os R$ 545, acertou com a oposição que abraçará a emenda apresentada pelo PDT reajustando o mínimo para R$ 560, valor que DEM e PSDB aceitam votar.
Presidente da Câmara, Marco Maia negocia com líderes a votação do projeto do salário mínimoPara garantir a votação, o governo aceitou a realização de uma comissão geral na Câmara, na terça-feira, com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, como desejava a oposição, e concordou que outros partidos apresentassem suas próprias emendas propondo outros valores para o reajuste.
A vantagem do governo é que o acordo de procedimentos com a oposição garante o compromisso de que a votação não será obstruída, nem incluirá outras matérias espinhosas para o Palácio do Planalto, como o reajuste para aposentados. E, o principal de tudo, cria uma espécie de trava de segurança impedindo que o mínimo suba para valores considerados inaceitáveis pela equipe econômica, como os R$ 580 defendidos pelas centrais sindicais ou R$ 600 como a emenda apresentada pelo PSDB.
Apesar de insistir na aprovação de um mínimo de R$ 545, o governo sabe que o cenário dentro do Congresso hoje é extremamente instável para ter certeza que a base votará unida em torno da proposta.
Partidos como PMDB, PDT e PC do B têm se queixado do comportamento do governo na distribuição de postos nos escalões intermediários. Até mesmo o PT, partido da presidenta Dilma, enfrenta problemas internos por conta da ocupação de espaços dentro do Congresso e reclama da omissão do governo em torno do assunto.
Esses grupos sinalizam com a possibilidade de votar um valor maior para o mínimo para exibir sua insatisfação com o governo.
A negociação do governo com a oposição foi deflagrada ontem de manhã, com Vaccarezza se reunindo com o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA) e da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), na sala da liderança dos tucanos. A conversa convergiu rapidamente para um consenso. A velocidade no fechamento do acordo causou surpresa e provocou críticas feitas por oposicionistas contrários à negociação. Para ACM Neto, porém, a oposição não cedeu.
“Nós abrimos o diálogo com o governo, mas estamos trabalhando para aprovar um salário mínimo maior do que o valor apresentado pelo governo”, disse.
Defensor da emenda que aumenta o mínimo para R$ 600, Duarte Nogueira admite que o PSDB poderá apoiar um valor menor. “Combinamos nesse encontro um acordo de procedimentos. O objetivo do PSDB é garantir o aumento do mínimo. Já disse que não somos inflexíveis, embora o partido defenda os R$ 600”, afirmou o tucano.
Para o líder do governo, o importante é garantir que a votação aconteça já na próxima semana e sem obstruções ou manobras que incluam a apresentação de outros projetos fora do interesse do governo.
Ao defender a proposta de um salário mínimo de R$ 545, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral, disse que o governo não fará “loucuras”. Ele disse não entender a postura das centrais sindicais de quebrar o acordo da política do mínimo até 2023. “Isso não é brincadeira. O governo não está brincando. Queremos honrar nosso compromisso”, afirmou.
O ministro da Secretaria-GEral da Presidência disse que o debate do salário mínimo só ganhou força por causa da proposta “derrotada” do ex-candidato tucano à presidência em 2010, José Serra, de um salário de R$ 600. “Estamos defendendo uma proposta vitoriosa, de R$ 545, que o povo escolheu”, afirmou.
Gilberto Carvalho destacou que as queixas das centrais são legítimas. “A vida não termina no salário mínimo. Temos muitas outras questões para discutir com as centrais”, disse. Ele afirmou que o governo só irá discutir uma correção da tabela do Imposto de Renda após concluir a votação da proposta do salário mínimo.

Líder do DEM apresenta emenda

O líder do DEM na Câmara, ACM Neto(BA), fechou um acordo com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, e também vai apresentar uma emenda propondo um salário mínimo de R$ 560,00. A aposta do DEM é que essa proposta pode “rachar a base” e fazer com que o governo não consiga aprovar os R$ 545,00 que deseja. “Com os R$ 560,00, é muito mais fácil rachar a base do que com qualquer valor superior. O que nós queremos é aumentar o salário mínimo para o trabalhador”, afirmou ACM Neto.
Um acordo feito pelos líderes prevê a votação para hoje no plenário da Câmara. Serão votadas de forma nominal as propostas de R$ 600,00, do PSDB, e de R$ 560,00, do PDT e do DEM O projeto do governo fixando o valor de R$ 545,00 já chegou à Casa. Ele determina que o valor passará a valer no mês seguinte ao que for sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, após as votações no Congresso.

15 de fev. de 2011

PPS quer retirar artigo que fixa mínimo por decreto

O artigo do projeto do salário mínimo que dá poderes ao presidente da República de fixar o valor por decreto, sem a necessidade de votação pelo Congresso, será alvo de emendas no plenário da Câmara. Além de tentar mudar o valor do mínimo de R$ 545, como quer o governo, para R$ 600, o PPS vai tentar retirar esse artigo do projeto com votação prevista para amanhã. 'Um assunto que mexe na vida de milhões de brasileiros não pode deixar de ser discutido com o parlamento e ser alterado apenas por um decreto. Isso era comum no tempo da ditadura. Hoje temos uma sociedade complexa e aberta', afirmou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR).

O projeto enviado pela presidente Dilma Rousseff à Câmara, além de fixar o valor em R$ 545, estabelece diretrizes para a política de valorização do salário mínimo até 2015. O terceiro artigo do projeto afirma que os reajustes e aumentos fixados pela regra 'serão estabelecidos pelo Executivo, por meio de decreto'. A política de reajuste prevê o correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada nos 12 meses anteriores mais o porcentual equivalente à taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) referente a dois anos anteriores.

14 de fev. de 2011

Jório diz que Câmara agora está no rumo certo

O vereador Jório Nogueira PDT, do alto de sua experiência de quatro mandatos disse hoje que depois de muitos episódios envolvendo a antiga mesa diretora da Câmara Municipal de Mossoró e o famoso "G 7", grupos dos sete independentes, em assuntos do legislativo, é bom lembrar que alguns dos membros desse grupo se afastaram da orientação do Palácio da Resistência apenas nos eventos que culminaram com a eleição da nova mesa comandante dos trabalhos legislativos para o biênio 2011/2012, cujo presidente é Francisco José Jùnior, PMN.
Jório disse que o momento é de paz entre os colegas de parlamento e a população.
Aproveitou para anunciar que as reuniões no legislativo mossoroense serão transmitidas a partir de amanhã pela TV Mossoró, canal 7 na programação aberta e 34 na tv fechada.

Dilma Roussef agradece e define Ronaldo: 'Lenda'

A presidente do Brasil exaltou a importância do fenômeno para o futebol brasileiro e agradeceu pelos seus feitos na seleção

A aposentadoria de Ronaldo não movimentou apenas o mundo esportivo. Na noite desta segunda-feira, dia que marcou o fim da carreira do atacante, a presidente Dilma Rousseff também divulgou uma mensagem de exaltação à brilhante trajetória construída pelo Fenômeno.

Apesar de não ser tão familiarizada com o futebol como o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma não deixou de homenagear Ronaldo lembrando seus feitos pela seleção e o classificou como "lenda".


Veja abaixo a íntegra da nota oficial:

"Neste momento de despedida, quero enviar minha saudação ao jogador Ronaldo Luís Nazário de Lima, um brasileiro que se tornou Fenômeno. Um dos jogadores mais talentosos da história do futebol, Ronaldo conquistou dois Mundiais com a Seleção Brasileira e é, até hoje, é o maior artilheiro de Copas do Mundo. Em plena atividade, o jogador, que foi um exemplo de superação, já tinha se tornado uma verdadeira lenda. Todos nós, brasileiros, seremos eternamente gratos pelas alegrias que ele nos proporcionou e pelo que fez em prol do prestígio do Brasil no mundo dos esportes"


Este não foi o primeiro contato entre os dois. Durante a campanha eleitoral, no ano passado, o camisa 9 chegou a agendar um jantar com a então candidata, que acabou cancelado por incompatibilidade de agendas. Após a vitória da petista nas urnas, o Fenômeno utilizou o Twitter para se manifestar, dando os parabéns e cobrando organização para 2014.