10 de jul. de 2013

Henrique gastará 220 mil com aluguel de carro

 
Visando a assistência de locomoção do presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB) enquanto estiver em Natal, foi aberta uma licitação para alugar carros no valor de 220 mil reais.
O edital foi lançado no dia 1º de julho e o pregão eletrônico será realizado no dia 15. O custo estimado em R$ 222 mil é referente ao aluguel, por um ano, dos dois veículos de luxo. Um deles é blindado e será responsável pela condução de Henrique Eduardo Alves. A modalidade do aluguel é pregão eletrônico e ganha a empresa que oferecer o menor preço.
Segundo o edital, “a locação dos veículos tem por objetivo efetuar a escolta e o transporte rodoviário seguro do presidente da Câmara dos Deputados no estado do Rio Grande do Norte”.
O contrato prevê ainda que a locadora garanta que, em caso de quebra ou manutenção do carro, outro esteja disponível em até duas horas para o presidente da Câmara, quando ele estiver a menos de 100km de Natal.

9 de jul. de 2013

O que foi o 09 de julho de 1932


Um grupo de paulistas participante da Revolução Constitucionalista de 1932.

 
Em linhas gerais, a Revolução Constitucionalista de 1932 é compreendida como uma reação imediata aos novos rumos tomados pelo cenário político nacional sob o comando de Vargas. Os novos representantes estabelecidos no poder, alegando dar fim à hegemonia das oligarquias, decidiram extinguir o Congresso Nacional e os deputados das assembléias estaduais. No lugar das antigas personalidades políticas, delegados e interventores foram nomeados com o aval do presidente da República.

A visível perda de espaço político, sofrida pelos paulistas, impulsionou a organização de novos meios de se recolocar nesse cenário político controlado pelo governo de Vargas. O clima de hostilidades entre os paulistas e o governo Vargas aumentou com a nomeação do tenente João Alberto Lins de Barros, ex-participante da Coluna Prestes, como novo governador de São Paulo. O desagrado dessa medida atingiu até mesmo os integrantes do Partido Democrático de São Paulo, que apoiaram a ascensão do regime varguista.

Além disso, podemos levantar outras questões que marcaram a formação deste movimento. No ano de 1931, a queda do preço do café, em conseqüência da crise de 29, forçou o governo Vargas a comprar as sacas de café produzidas. Essa política de valorização do café também ordenou a proibição da abertura de novas áreas de plantio, o que motivou o deslocamento das populações camponesas para os centros urbanos de São Paulo.

Os problemas sociais causados pelo inchaço urbano agravaram um cenário já marcado pela crise econômica e as mudanças políticas. Talvez por isso, podemos levantar uma razão pela qual a revolução constitucionalista conseguiu mobilizar boa parte da população paulista. Mais do que atender os interesses das velhas oligarquias, os participantes deste movimento defendiam o estabelecimento de uma democracia plena, onde o respeito às leis pudessem intermediar um jogo político já tão desgastado pelo desmando e os golpes políticos.

Antes de pegar em armas, representantes políticos de São Paulo pressionaram para que o governo Vargas convocasse uma Constituinte e a ampliação da autonomia política dos Estados. Em resposta, depois de outros nomes, indicou o civil e paulista Pedro de Toledo como novo governador paulista. Logo em seguida, Getúlio Vargas formulou um novo Código Eleitoral que previa a organização de eleições para o ano seguinte. No entanto, um incidente entre estudantes e tenentistas acabou favorecendo a luta armada.

Em maio de 1932, um grupo de jovens estudantes tentou invadir a sede de um jornal favorável ao regime varguista. Durante o conflito – que já havia tomado as ruas da cidade de São Paulo – os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram assassinados por um grupo de tenentistas. As iniciais dos envolvidos no fato trágico inspiraram a elaboração do M.M.D.C., que defendia a luta armada contra Getúlio Vargas.

No dia 9 de julho de 1932, o conflito armado tomou seus primeiros passos sob a liderança dos generais Euclides de Figueiredo, Isidoro Dias Lopes e Bertoldo Klinger. O plano dos revolucionários era empreender um rápido ataque à sede do governo federal, forçando Getúlio Vargas a deixar o cargo ou negociar com os revoltosos. No entanto, a ampla participação militar não foi suficiente para fazer ampla oposição contra o governo central.

O esperado apoio aos insurgentes paulistas não foi obtido. O bloqueio naval da Marinha ao Porto de Santos impediu que simpatizantes de outros estados pudessem integrar a Revolução Constitucionalista. Já no mês de setembro daquele ano, as forças do governo federal tinham tomado diversas cidades de São Paulo. A superioridade das tropas governamentais forçou a rendição dos revolucionários no mês de outubro.
 

8 de jul. de 2013

Ministério Público Federal vai investigar carona de Henrique em avião da FAB

 

Por: Alex Viana
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, presidente estadual do PMDB, será investigado pelo Ministério Público Federal por ter dado carona a parentes para ver a final da Copa das Confederações no Maracanã em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), no último domingo.
A Procuradoria da República no Distrito Federal decidiu nesta sexta-feira abrir um procedimento para investigar a suposta irregularidade na viagem do presidente da Câmara. O procurador Frederico de Carvalho Paiva quer saber se houve improbidade administrativa do presidente da Câmara.
Henrique Alves reconheceu na quarta-feira que foi um equívoco ter dado carona a sete pessoas em um avião da FAB para assistir ao jogo da seleção brasileira no Maracanã, no último domingo. Em nota, ele informou que vai pagar os custos da viagem. Segundo assessoria, o valor calculado em R$ 9,7 mil em passagens aéreas foi depositado na conta do Tesouro Nacional.
Na semana que vem, o Ministério Público Federal deve decidir se abre investigação também sobre as viagens do ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan Calheiros também usou avião da FAB em compromisso pessoal. Renan requisitou o voo da FAB para ir de Maceió a Porto Seguro no dia 15 de junho, um sábado, onde participou de um casamento. No dia seguinte, o voo da FAB levou o presidente do Senado de Porto Seguro a Brasília. Ontem, ele voltou atrás e afirmou que irá ressarcir R$ 32 mil aos cofres públicos.
Nesta sexta-feira, o jornal Folha de S. Paulo informou que, para assistir à final da Copa das Confederações, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) na viagem entre o Ceará – onde cumpria agenda oficial – e o Rio de Janeiro. Garibaldi também voltou atrás e anunciou nesta noite que irá devolver o valor aos cofres públicos.
Henrique usou um avião da FAB para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no domingo. Um jato C-99 da FAB veio a Natal, terra do deputado, buscar os passageiros. Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo.
Ao pedir o avião, Henrique informou que 14 passageiros poderiam viajar. Pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.
Henrique disse, por meio da assessoria, que “solicitou” o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), no sábado. “Como havia disponibilidade de espaço na aeronave, familiares acompanharam o presidente em seu deslocamento”, disse. A reunião não foi informada pela Câmara. A assessoria de Paes enviou a agenda oficial dele no sábado, e não há menção a Alves. Os dois almoçaram num restaurante, junto com Aécio Neves (PSDB-MG).
 
Críticas fazem Governo abrir dados sobre uso de aeronaves oficiais
As reclamações foram tantas sobre o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para fins diversos (sobretudo assistir ao jogo entre Brasil e Espanha, na final da Copa das Confederações, no domingo passado), que o Governo do Estado decidiu abrir as informações com relação a utilização dessas aeronaves oficiais. A notícia é do jornal Folha de São Paulo, o primeiro a divulgar a “carona” de familiares de Henrique Alves no avião oficial da FAB.
Segundo a matéria, o Governo Federal vai divulgar na internet informações sobre o uso de aeronaves oficiais. Não era para menos: Além de Henrique Alves, o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e o presidente do Senado, Renan Calheiros, utilizaram a aeronave para, respectivamente, assistir ao jogo do Brasil e ir a um casamento na Bahia, compromissos esses que não têm nada de oficial.
Decreto de 2002, que disciplina o uso das aeronaves da Aeronáutica, autoriza o vice-presidente, presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas a usar aviões “por motivo de segurança e emergência médica; em viagens a serviço; e deslocamentos para o local de residência permanente”.
A decisão do governo de dar transparência vale apenas para viagens de integrantes do Poder Executivo. Atualmente, nenhum detalhe das viagens em aviões oficiais é público. “Vamos abrir, não há por que não dar transparência. Não estou falando da Câmara e do Senado, mas do governo federal, que é o que me compete”, disse à Folha o ministro Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Ainda está em discussão se os dados serão divulgados no site da Aeronáutica ou do Ministério da Defesa.
Custos e lista de passageiros devem permanecer sob sigilo, assim como detalhes de voos relacionados à missões de segurança ou defesa. Hage afirmou que o governo vai “colocar no ar” dados como o nome da autoridade que solicita o avião da FAB, a quantidade de passageiros, dia, hora e destino, bem como se o motivo da viagem é por uma emergência médica, a serviço ou para o local de residência do solicitante.
São essas informações que as autoridades são obrigadas a apresentar no pedido encaminhado à Aeronáutica, conforme prevê o decreto que regulamenta o uso de aeronaves oficiais. No pedido, não é obrigatório listar o nome dos passageiros. A FAB alega que não arquiva informações sobre quem entra na aeronave juntamente com as autoridades

7 de jul. de 2013

CONTEXTO DA CIDADE

 
Até agora de nada adiantou a mobilização feitas por moradores e profissionais das cidades de Tibau e Grossos, reivindicando a continuidade da obra de duplicação daquela estrada.
As desculpas apresentadas pelos representantes do governo Rosalba foi o excesso de chuvas na região.
O mais curioso é que as obras de duplicação do complexo viário fica vizinho ás da RN 013, e mesmo assim não foram paralisadas em nenhum momento.

6 de jul. de 2013

Mudanças de palanos

 
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM), anda mesmo sem sorte quando o assunto diz respeito as suas tentativas de fortalecimento de seu nome no intuito de conseguir uma reeleição.
O primeiro grande trunfo da atual governadora para 2014 era a copa, pois festeira como é a Rosa, iria transformar todo o espetáculo esportivo mundial a seu favor transformando tudo em votos e por conseguinte melhorando sua chances de reeleição.
A outra grande esperança da governadora, era a continuidade da aliança DEM/PMDB que ajudou sobremaneira a elegê-la em 2010, agora está se desmanchando em virtude dos acontecimentos  envolvendo o presidente da Câmara Federal Henrique Eduardo Alves com viagens particulares em aviões da FAB, e agora tendo um assessor seu , de forma inexplicável, trafegando com cem mil reais cuja origem não se sabe.
O que Rosalba não esperava era que houvesse uma onda de insatisfação generalizada em todo o país, por parte da população, pedindo melhores aplicações do dinheiro público e repudiando exatamente os fabulosos gastos com a copa de 2014 e a corrupção, já tão conhecida de todos nós.
Certamente o comando político da atual gestão do Estado irá rever seus planos.

5 de jul. de 2013

O inferno astral de Henrique Alves



A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um roubo de R$ 100 mil em espécie que estavam na mala de um secretário parlamentar do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
O crime ocorreu no último dia 13, por volta das 13h30, e foi revelado pelo jornal Correio Braziliense nesta 5ª feira (4.jul.2013). Wellington Ferreira da Costa, 53 anos, funcionário do gabinete de Alves, trafegava pela avenida L4 Norte, próximo ao Minas Tênis Clube, em Brasília, quando assaltantes fecharam seu veículo, se identificaram como policiais civis, revistaram seu carro e levaram a mala com os R$ 100 mil.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Repressão a Furtos do DF. O diretor da Polícia Civil, Jorge Xavier, afirmou ao jornal que a quantidade de dinheiro envolvido chamou a atenção dos investigadores. Costa não quis comentar o caso nem a origem do dinheiro.
É o segundo caso envolvendo Alves nesta semana. Reportagem de Leandro Colon na Folha desta 4ª feira (3.jul.2013) revelou que Alves usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no último domingo (30.jun.2013). Para isso, ele usou um jato C-99 da FAB.
Na tarde de 4ª feira, Alves devolveu R$ 9.700 aos cofres da União, equivalente ao preço das passagens em avião de carreira para seus familiares. No entanto, levantamento da Folha aponta que o custo estimado do voo oficial é de R$ 158 mil.

4 de jul. de 2013

“Henrique está trocando os pés pelas mãos", disse Fernado Lucena

 
O episódio lamentável em que o presidente da Câmara Federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) se envolveu, levando parte de sua família e amigos para um estádio de futebol para assistirem a uma partida  tem dividido opiniões de políticos do nosso Rio Grande do Norte.
O vereador por Natal, Fernando Lucena (PT), lamenta e discorda da atitude do parlamentar federal e classifica como vergonhosa a ação de Henrique: "“É improbidade administrativa brava, usar avião para assistir ao jogo com a namorada, bater papo com prefeito, não foi para resolver problemas da Câmara, nem do povo, é injustificável. Às vezes um presidente vai para fora do país e a gente vê na TV informando que jornalista pagou o valor das passagens e depositou no Tesouro Nacional. Aí o presidente da Câmara pegar o avião, isso é improbidade, pegando um bem público para conversar e bater papo. Não tem cabimento, é uma vergonha para gente. É por isso que o povo não quer mais esse tipo de político. É improbidade e deve ser apurado, com todos os rigores da lei”, disse Lucena.
Já o deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB) não viu nada de errado no em relação a viagem de Henrique, haja vista, segundo ele, ter sido por motivos políticos e não para se divertir, o que ocorreu somente no dia seguinte quando foi com a família assistir a partida futebolística no estádio : “Henrique está fazendo do meu ponto de vista um excelente trabalho. Como presidente da Câmara, tem conseguido trazer muitos benefícios para o RN, obras, projetos importantes para ser votado e que já passaram na pauta da Câmara. Se ele foi para um compromisso político e depois assistiu ao jogo do Brasil, então está justificado. Ele tinha um encontro político, e lá tinha o jogo, aproveitou a ida para fazer a parte política e prestigiar o jogo do Brasil”, disse Gustavo Fernandes. “Ele primeiro pautou a questão do encontro político e aproveitou e foi para o jogo. Aproveitou espaço e tempo. Porque se já tinha ido para encontro político, aproveitou e assistiu ao jogo”, frisou o deputado.
O momento para esse tipo de exposição não poderia ser pior, em virtude de um despertar por parte de grande número da população em relação aos gastos com o erário público.