José Agripino é único a não votar pela cassação de Demóstenes na Comissão
O senador José Agripino, presidente nacional do DEM, foi o
único membro do Conselho de Constituição e Justiça (CCJ) a não vota pela
cassação do senador Demóstenes Torres, que agora está sem sigla, mas foi colega
de partido de Agripino. Os que participaram na votação na CCJ foram, sem
exceção, a favor da cassação do mandato.
Ou seja, foram 22 votos a zero na CCJ e, aprovado o parecer do
senador Pedro Taques (PDT-MT), que concluiu pela legalidade de todo o processo
favorável à perda de mandato de Demóstenes, acusado de ser o braço político da
quadrilha chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos
Cachoeira, o futuro de Demóstenes Torres deve ir a plenátio. Vale lembrar que,
se for cassado, o senador só poderá se candidatar novamente em 2027.
No plenário do Senado serão necessários os votos favoráveis de
41 senadores para que Demóstenes venha a ter o seu mandato cassado. Mas o voto
aí é secreto, ao contrário do que ocorreu no Conselho de Ética e na CCJ, onde as
votações foram abertas e o pedido de cassação foi aprovado pela unanimidade dos
senadores. Se o plenário cassar na semana que vem o mandato de Demóstenes, ele
ficará inelegível até 1º de fevereiro de 2027.
Motivo: Demóstenes foi reeleito em 2010 e tomou posse no novo
mandato em 1º de fevereiro de 2011 por período de oito anos, que termina em 31
de janeiro de 2019. Pela legislação em vigor, o político cassado fica inelegível
nos oito anos seguintes ao fim de seu mandato. Ou seja, no caso de Demóstenes a
“quarentena” terminará somente daqui a 15 anos.
Assim como José Agripino, Demóstenes Torres não compareceu à
CCJ. A leitura do relatório, que durou mais de uma hora, foi acompanhada pelo
advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. Ao defender seu
cliente, o advogado voltou a contestar a legalidade das provas e afirmou que a
defesa não teve acesso à integridade das provas apresentadas. “(As provas) foram
apresentadas de forma descontextualizada. O que a defesa pede é uma análise
serena do que está posto nos autos. Sem esse massacre a que esse senador foi
submetido”, argumentou Kakay

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