16 de nov. de 2011

Dez perguntas a Sandra Rosado



Entrevista concedida ao blogueiro Diógenes Dantas pela deputada federal Sandra Rosado, líder do PSB na Câmara dos Deputados e coordenadora da bancada federal, sobre Orçamento da UNião e eleições 2012.



1 - Quais as prioridades do RN no OGU 2012?

- Estamos na fase de ouvir os diversos segmentos da sociedade: governo, reitores das universidades, trade turístico e representantes dos demais setores. Nós recebemos da governadora Rosalba pedidos para estruturação de unidades de saúde, apoio ao transporte escolar, adequações de travessia urbana no entroncamento da BR 406, a duplicação da BR 304, recuperação de aeroportos no interior, criação de sistemas adutores, incentivo ao turismo, recursos para instituições de ensino superior. Em linhas gerais, estas são as principais prioridades.


2 - A lista é grande. Como fazer para definir o que é prioritário?

- Este ano, além do Orçamento Geral da União, os parlamentares precisam definir o PPA (Plano Plurianual), mais genérico e regional. No PPA, as obras são estruturantes e de maior valor. A gente coloca os recursos no PPA e segue apresentando emendas ao OGU anualmente. São 18 emendas coletivas. Onze delas ficam sob a responsabilidade de cada parlamentar. Outras sete emendas serão divididas entre os pleitos do governo e das universidades. Tudo é feito de maneira consensual. Todos assinam uma ata referendando o acordo.


3 - A reunião desta semana (quarta-feira, dia 9, em Brasília) foi tranquila?

- Sim. A bancada do RN tem uma postura de muito respeito às questões partidárias. Mas estes encontros têm um cunho suprapartidário. O clima é de muita harmonia. Nossa bancada tem sido exemplar nesse aspecto.


4 - O aeroporto de São Gonçalo do Amarante é um exemplo dessa postura?

- Sem dúvida. O aeroporto é resultado de um trabalho conjunto. Ele tem a digital de cada um dos parlamentares do Rio Grande do Norte. Todos tiveram uma participação importante. Como é o caso também das verbas destinadas às universidades.


5 - Historicamente, a execução orçamentária é baixa. Cerca de 11% das emendas aprovadas. Isso desestimula o trabalho dos congressistas?

- É verdade. Nós temos dificuldade para liberar as emendas depois de aprovadas, principalmente as coletivas. Os cortes geram desconfiança nos parlamentares. Mas temos lutado para que as emendas sejam empenhadas e pagas.


6 - Qual é a grande dificuldade?

- Muitas prefeituras não conseguem apresentar seus projetos e, muitas vezes, não conseguem resolver seus problemas fiscais. A Caixa Econômica Federal, responsável pela liberação da maior parte dos recursos, tem sido bastante rigorosa. Entendemos que deve ser assim, mas é preciso pessoal para facilitar a execução dos projetos.


7 - O que cabe para cada parlamentar em emendas?

- São R$ 13 milhões em emendas individuais. As emendas coletivas têm um valor maior, mas a comissão sempre corta pela metade.


8 - Como foi a estreia na reunião de líderes com a presidente Dilma Rousseff? A senhora foi bastante festejada por ser a única mulher do colegiado.

- Foi mesmo. A presidenta me tratou com muita gentileza. Eu aproveitei esta reunião para reforçar o convite para que ela venha ao RN. Fato confirmado para o próximo dia 28. A presidenta vai descer na nova pista do aeroporto de São Gonçalo do Amarante. É um gesto importante da parte dela.


9 - Como está a história da próxima eleição? A senhora tem conversado bastante com os partidos.

- Essa história está muito boa para o PSB de Mossoró. Não há nada oficial ainda, mas temos conversado com muita gente e as pesquisas apontam uma larga vantagem de Larissa em relação aos demais concorrentes. Ela tem conduzido o processo e aprofundado as conversas. A aliança será respaldada por muitos partidos. Hoje, nós mantemos entendimentos com pelo menos seis legendas.


10 - É possível um acordo com o grupo da governadora Rosalba Ciarlini?

- Somos de partidos bem diferentes. Eu sou do PSB e a governadora Rosalba é do Democratas. Do ponto de vista político, a possibilidade de acordo é remota.









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