18 de ago. de 2010

Se Dilma vencer, Montenegro vai trocar de ramo


Fogo Cruzado
Desnecessariamente, o diretor-presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, está correndo o sério risco de atirar na lata do lixo uma imagem e reputação construídos em 40 anos de atividade. Em 26/08/2009 a revista “Veja” publicou em suas páginas amarelas uma entrevista dada por ele com o seguinte título: “Lula não fará o seu sucessor”. Não se tratou de simples especulação sobre o então incipiente processo eleitoral e sim de uma afirmação. Ele disse que Dilma não ganharia. E ponto final.
Para refrescar a memória dos leitores, eis o que disse o também desportista Montenegro (foi presidente do Botafogo) à revista Veja: a) “Eu não diria que o PT está extinto, mas está caminhando para isso”; b) “Uma coisa é Lula participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém; c) “Dilma nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Carisma é intransferível; d) Pelas pesquisas, entre 15% e 20% talvez seja o teto dela”.
E, para completar o seu prognóstico a respeito da derrota anunciada da candidata do PT, decretou: e) “A transferência de votos (de Lula para ela) ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste”. Por ironia do processo, coube ao próprio Ibope detectar a subida de Dilma nas pesquisas, com possibilidade de liquidar a fatura no 1º turno, por ter aberto 11 pontos de vantagem sobre o candidato do PSDB.
Folha de Pernanbuco.

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